PANDEMIA DE CORONAVÍRUS: O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA SE PROTEGER DOS EFEITOS PSICOLÓGICOS DA QUARENTENA.

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O Colégio de Psicólogos de Madri, Espanha, divulgou no jornal EL PAÍS, agora em março deste ano, um comunicado para ajudar as pessoas a superarem o mal-estar emocional, oferecendo conselhos para quem tem e para quem não tem relação direta com o vírus, neste período de quarentena.

Nós aqui da Dermus Farmácia, preocupados com a sua saúde e bem-estar, fizemos um resumo desta matéria e disponibilizamos a você.

A ansiedade pode se manifestar de várias formas:

  1. Nervosismo;
  2. Agitação;
  3. Irritação;
  4. Pensamento fixo na doença;
  5. Necessidade de ver e ouvir constantemente informações sobre o coronavírus;
  6. Dificuldade para realizar tarefas diárias;
  7. Insônia;
  8. Preocupação excessiva.
  • SE VOCÊ NÃO FOI AFETADO PELA DOENÇA
  1. Cuide dos seus pensamentos: Identifique pensamentos que possam lhe causar mal-estar.  Pensar constantemente na doença, pode causar o aparecimento ou o aumento de sintomas que ampliem seu mal-estar emocional.
  2. Questione sempre as notícias: Ao se informar sobre a doença, ou sobre qualquer assunto, procure provas da realidade ou pistas que poderão confirmar a notícia: citação das fontes, local do ocorrido, identificação de pessoas, etc.. Fuja de informações alarmistas. Lembre-se que existe uma imprensa mundial, formal e atenta às novidades, e passível de punição judicial, no caso de divulgação de notícias falsas.
  3. Informe seus entes queridos de maneira realista:  No caso de menores ou pessoas especialmente vulneráveis, como idosos, não minta. Forneça explicações verdadeiras, adaptadas ao seu nível de compreensão.
  4. Evite informações em excesso: Estar permanentemente conectado não o deixará melhor informado e poderá aumentar, desnecessariamente, sua sensação de risco e nervosismo.
  5. Mantenha uma atitude otimista e objetiva: Evite falar o tempo todo sobre o assunto, apoie-se na família e nos amigos e ajude-os a manter a calma. Tente levar uma vida normal, na qual, não se alimente o medo dos outros.

2) SE VOCÊ PERTENCE À POPULAÇÃO DE RISCO

  1. Siga as recomendações e medidas de prevenção determinadas pelas autoridades sanitárias. Confie nelas porque sabem o que fazer. Têm o conhecimento e os meios.
  2. Informe-se de forma realista.
  3. Não banalize, muito menos amplifique o  seu risco. Seja cauteloso e prudente sem se alarmar.
  4. Se estiver em  isolamento, lembre-se de que este cenário que pode levar você a sentir estresse, ansiedade, solidão, frustração, tédio e/ou irritação, juntamente com sentimentos de medo e desespero, cujos efeitos podem durar ou aparecer mesmo depois do confinamento. Tente se manter ocupado e conectado com seus entes queridos.
  5. Crie uma rotina diária e aproveite para fazer as coisas que você gosta, mas que geralmente, por falta de tempo, não pode fazer (ler livros, assistir filmes, estudar coisas novas, etc.).

3) SE VOCÊ ESTÁ SOFRENDO DA DOENÇA

Além de seguir as recomendações acima, os colegiados indicam vários pontos importantes para o autocuidado:

  1. Administre seus pensamentos. Não se ponha na pior situação antecipadamente;
  2. Não se assuste desnecessariamente. Seja realista. A imensa maioria das pessoas está se curando;
  3. Quando sentir medo, conte com a experiência que você tem em situações semelhantes. Talvez agora não associe isso por ter uma percepção de maior gravidade. Pense quantas doenças você superou com sucesso na vida.
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