O quê você sabe sobre o câncer?

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DIA-COMBATE-CANCERO Câncer na verdade não é apenas UMA doença, mas um nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que são causadas devido a proliferação descontrolada de células anormais no organismo.

Uma célula normal vive, se multiplica e morre, seguindo um ciclo natural. As células cancerosas não obedecem a este ciclo, elas não morrem e permanecem multiplicando-se sem parar, criando mais e mais células anormais.

Essas células começam a juntar-se formando uma massa de células doentes que se prendem a um tecido (como algum órgão do corpo), passam a substituir o tecido sadio e continuam crescendo. E assim surgem os tumores, dos quais as células doentes geralmente se desprendem para continuar viajando pelo organismo e substituindo tecidos de outras partes do corpo, criando outros tumores.

Há algumas exceções, como no caso da leucemia em que células jovens anormais afetam a medula óssea e comprometem a produção de glóbulos brancos, facilitando o aparecimento de doenças como a anemia, infecções e hemorragias; Ou os tumores benignos, onde há uma leve mutação na estrutura genética das células, porém elas não se reproduzem incessantemente como no caso dos tumores malignos e não chega a prejudicá-las a ponto de se tornar degenerativa. Em muitos casos um tumor benigno não representa necessariamente um risco e, portanto, não há necessidade de tratamento, apenas avaliação periódica para garantir que ele continuará sendo benigno.

Existem três formas de se tratar o câncer: através de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Eles podem ser aplicados separadamente ou de forma mesclada. Ou seja, um paciente pode ser curado somente com uma cirurgia, já outro pode precisar da cirurgia e da quimioterapia e outro de quimioterapia e radioterapia… Tudo depende de cada caso em particular.

A cirurgia se aplica geralmente na fase inicial do câncer. O cirurgião abre o corpo do paciente, remove o tumor primário com margem de segurança e, se necessário, retira os linfonodos das cadeias de drenagem linfática do órgão sede do tumor primário.

Na quimioterapia o paciente é submetido a medicamentos extremamente fortes que visam destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. As drogas podem ser administradas de várias formas: via oral (comprimidos, cápsulas ou líquidos), intravenosa (cateter, injeção ou diluído no soro), intramuscular (injeções no músculo), subcutânea (injeção abaixo da pele e acima do músculo), intratecal (uma aplicação feita na espinha dorsal) ou tópico (medicamento líquido ou pomada aplicados sobre a pele).

A radioterapia consiste em destruir as células tumorais através de feixes de radiações ionizantes disparados por um aparelho eletrônico. O procedimento é planejado e pré-calculado para que o equipamento transmita radiação apenas sobre o local do tumor, destruindo o mínimo possível de células saudáveis ao redor dele, pois estas células posteriormente farão a regeneração do tecido onde estava o tumor.

Qualquer uma das opções pode apresentar efeitos colaterais ou não, dependendo da pessoa, da intensidade do tratamento, do local do tumor etc. Mas, melhor do que tratar e curar um câncer é prevenir para nunca precisar submeter-se a nenhum deles. Algumas dicas que os médicos dão para prevenir este vilão são: Fazer check-up periodicamente, não abusar do álcool e do cigarro, manter uma alimentação saudável, praticar esportes ou exercícios físicos regularmente e maneirar na taxa de stress.

Vida longa a todos!

Fontes: Associação Portuguesa Contra a Leucemia, Centro Regional Integrado de Oncologia, Centro de Combate ao Câncer.

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