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Calvície feminina

Pode causar espanto, mas os dermatologistas garantem que a calvície feminina é um problema comum. Entre as mais comuns estão as mudanças hormonais, a genética e distúrbios como a anemia e o hipotireoidismo. Segundo o dermatologista Marcio Rutowitsch, chefe do setor de dermatologia no Hospital dos Servidores do Estado, cerca de 30% das mulheres com 50 anos têm algum grau de calvície. É preciso ficar atento aos sinais, já que a queda de cabelo no sexo feminino costuma ser diferente da no masculino.

- São raras as mulheres que ficam completamente carecas. O que acontece é um afinamento progressivo, geralmente a partir dos 30 anos - explica Rutowitsch.

O dermatologista Celso Tavares Sodré, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), alerta que as mulheres devem ficar atentas a alguns sinais especiais, já que, todo dia, as pessoas perdem cerca de 100 fios. Essa perda só preocupa se os fios começam a se acumular no ralo da pia ou do chuveiro, na escova, nas roupas ou no travesseiro. Quando todo o cabelo fica mais ralo, caem tufos ou há um afinamento onde os fios são repartidos, é hora de procurar um médico. Os tratamentos respondem melhor quando a calvície está em fase inicial e vai variar de acordo com o tipo de queda. Para um diagnóstico completo, os médicos costumam recomendar exames clínicos e laboratoriais, como o tricograma (análise dos fios). Em alguns casos, é necessário fazer a biópsia do couro cabeludo.

Um dos tipos mais comuns de queda de cabelo é o eflúvio telógeno, caracterizado pela diminuição dos fios em toda a cabeça. A queda pode ser aguda ou crônica e geralmente é causada por febres altas, dengue, anemias (causadas por menstruações intensas ou deficiências nutricionais), dietas radicais, medicamentos e no pós-parto.

- Doenças endocrinológicas, como as da tireoide, e estresses importantes também podem fazer o cabelo cair. Em geral, o distúrbio se resolve espontaneamente ou em até seis meses quando a causa é corrigida - afirma Sodré.

Outra causa comum é a alopecia androgenética - a calvície hereditária - que chega a atingir uma em cada cinco mulheres, de acordo com a Academia Americana de Dermatologia, nos Estados Unidos. Rutowitsch explica que, nesses casos, os fios da linha da testa são preservados e a mulher não ganha entradas, mas o cabelo da parte de trás e no alto da cabeça vai ficando mais ralo. A predisposição genética é que vai determinar o grau de queda, mas o excesso de hormônios masculinos, muitas vezes elevados por problemas no ovário ou nas glândulas suprarrenal e hipófise, pode contribuir para o seu agravamento.

Foi o que aconteceu com a organizadora de eventos Julia Andrade, de 29 anos, que passou quase um ano lutando contra a rarefação dos fios. A culpa era da síndrome dos ovários policísticos, que causou alterações significativas em sua taxa de testosterona.

- Primeiro meus fios ficaram absurdamente oleosos e depois começaram a cair. Só que a queda foi lenta e demorei a perceber o problema. Achei que era por causa do excesso de secador, tintura e chapinha. Também fiz besteira porque passei meses tentando resolver o problema com cabeleireiros. Só quando comecei a tomar anticoncepcionais é que os fios voltaram ao normal.

Tanto Rutowitsch como Celso Sodré alertam que, raramente, penteados, escovas, chapinhas e tinturas fazem o cabelo cair.

- Em geral, esses procedimentos provocam a quebra do cabelo, mas quase nunca vão provocar a queda. Mas a tração continuada de alguns processos, como os alisamentos e os penteados afros, podem provocar a pedra definitiva dos fios - alerta Sodré.

Tratamento com boa taxa de sucesso

Muitos tratamentos usados para combater a calvície masculina não podem ser feitos por mulheres, já que eles agem diretamente nos hormônios. Dependendo do caso, Celso Sodré recomenda medicamentos por via oral ou tópica que antagonizem a ação dos hormônios masculinos.

- Os resultados são variáveis. Em geral, conseguimos a diminuição, a estabilização ou mesmo a reversão parcial do processo. Na calvície, os resultados demoram no mínimo seis meses para serem observados e o tratamento é para sempre.

Além dos medicamentos combinados, Rutowitsch aposta em alguns nutracêuticos herbais, que também podem ter ação nos hormônios que estimulam a queda. Outra opção é a terapia capilar feita com o LED vermelho, que tem ação anti-inflamatória. O laser também pode ajudar, mas os dermatologistas alertam que ainda faltam estudos que comprovem a eficácia da terapia.

Já mudar a dieta, se a queda não for de origem nutricional, provavelmente não vai ajudar em nada.

- Caso seja identificada a carência ou o excesso de algum elemento dietético, a mudança pode ajudar. No caso da calvície, não vai ter nenhum efeito - completa Sodré.

 

Fonte: SBD

Cefaléia - mitos e verdades

A cefaléia, ou dor de cabeça como é conhecida popularmente, incomoda o homem desde o começo de sua existência. A incidência desta patologia é tão grande que em 1982 foi criada a Sociedade Internacional da Cefaléia, para tentar normatizar e orientar o problema. Com isso, foi possível identificar 60 causas de cefaléias.

Estima-se que 40% da população mundial tenha pelo menos duas crises anuais. A causa mais comum é a contração dos músculos posteriores do crânio ou da coluna cervical, chamada de cefaléia de contração muscular ou tensional. Ela é responsável por 90% dos pacientes que procuram os médicos reclamando da cefaléia.
Outras duas causas comuns são a enxaqueca e a sinusite. A primeira, acredita-se que atinja 15% da população e é três vezes mais freqüente nas mulheres que nos homens. As crianças com menos de 10 anos representam 25% dos casos de enxaqueca.
Esta doença se caracteriza por crises de dor, geralmente atingindo um lado só da cabeça e acompanhada de perda de apetite, náuseas e vômitos.
O interessante é que a maioria das pessoas que sofre de enxaqueca pode prever uma crise. Este fenômeno é conhecido como aura e quase sempre é um distúrbio visual, que apresenta a visão de pontinhos escuros ou brilhantes.
Dentre estes casos, 80% dos pacientes apresentam intolerância à luz. O tratamento é sintomático, na maioria das vezes com o simples uso de analgésico.
Já a sinusite, uma inflamação da mucosa que reveste as cavidades naturais de alguns ossos do crânio, chamadas de seios da face, muitas vezes é confundida com a enxaqueca. Estes seios possuem drenagem de suas secreções através de orifícios dentro das narinas.
Processos alérgicos, gripes, ou tumores podem obstruir estes orifícios de drenagem, acumulando secreção no interior dos seios. Este meio é o ideal para a proliferação de bactérias causando infecções.
Esta infecção e a inflamação dos seios provocam a dor característica da sinusite. Para evitá-la é necessário evitar as diferenças térmicas, principalmente o frio; não dormir com os cabelos molhados; não fumar: não ingerir líquidos gelados; evitar substâncias alérgicas como o pó, poeira, perfumes fortes e ambientes poluídos: e não sair de casa com os cabelos molhados em dias ou horários frios.

As 10 principais causas da dor de cabeça

1 - Estresse ou tensão nervosa
2 - Enxaqueca
3 - Combinação estresse-enxaqueca
4 - Sinusopatias (doenças dos seios da face, como a sinusite)
5 - Distúrbios visuais
6 - Inflamação dos ouvidos
7 - Meningites
8 - Tumores cranianos
9 - Origem dentária
10 - Inflamação da artéria temporal

O que fazer?

- Procure um neurologista.
- Evitar fatores que desencadeiam a dor, como fumo, álcool, chocolates, queijos curados, salsichas, remédios, vasodilatadores, exposição demasiada ao sol e recintos fechados.

- Tratar estresse, ansiedade, medo e angústia.
- Evitar fadiga por excesso de exercícios, esforço mental ou privação de sono.
- Evitar hipoglicemia.
- Anticoncepcionais pioram a enxaqueca.
- Quando a causa for contração, fazer compressas quentes no local pois ajudam a relaxar a musculatura envolvida.

Fonte: Site Boa Saúde – UOL, adaptado para o site da Farmácia Dermus.

O que é infecção urinária?

Ela é caracterizada pela a presença de micro-organismos na urina. O líquido que enche a bexiga é estéril - ou seja, livre de bactérias. Mas, quando esses bichinhos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, desencadeiam uma infecção. "Em 85 % dos casos, o problema é provocado pela bactéria Escherichia coli, que integra a flora intestinal", ressalta Fernando Almeida, professor de urologia da Universidade Federal de São Paulo

Existem tipos diferentes?
Sim. O mais comum é a infecção na bexiga, a famosa cistite. Mas os micro-organismos também podem atacar os rins, o que é chamado de pielonefrite. 

Quais são os sintomas?
"Os clássicos são dor e ardor na hora de urinar", afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Pode haver também um aumento da frequência de idas ao banheiro, sensação de bexiga cheia, sangramento ou um simples mal-estar acompanhado de febre. 

A doença é transmissível?
"Definitivamente, não", assegura Fernando Almeida. Mas é mais comum que ela dê as caras depois de relações sexuais, porque o pH da região fica alterado. Entre mulheres que variam muito de parceiro, a incidência é comprovadamente maior. 

Por que esse tipo de infecção é mais frequente em mulheres?
Elas têm o canal da uretra mais curto e, por isso, é mais fácil as bactérias chegarem aonde não devem. Além disso, elas costumam ter o péssimo hábito de segurar a urina por mais tempo que os homens - um prato cheio para as bactérias se proliferarem. 

Por que algumas pessoas têm o problema com mais frequência?
Isso envolve fatores hereditários e imunológicos. A atenção com a higiene é essencial, mas a infecção pode aparecer mesmo em quem toma todo o cuidado do mundo. 

Por que as grávidas ficam mais sujeitas a esse tipo de infecção?
Estima-se que de 15% a 20% das gestantes terão ao menos uma vez esse tipo de infecção. Isso acontece porque, durante esse período, o aumento da circulação sanguínea na região pélvica faz a umidade vaginal aumentar, facilitando a passagem das bactérias do ânus para a uretra. 

Os homens estão livres da doença?
Não é bem assim. É verdade que esse é um problema tipicamente feminino, mas a infecção também acomete a ala masculina. 

Ela é mais frequente em pessoas idosas?
Sim. "A resistência diminui com a idade e, no caso das mulheres, há uma queda de hormônios que deixam a região pélvica mais sensível", diz Eduardo Zlotnik. 

Existe alguma forma de prevenir?
Segundo Zlotnik, a recomendação é beber muita água para que as idas ao banheiro não fiquem muito espaçadas. "Assim você vai limpando o trato urinário", explica. Urinar depois das relações sexuais e evitar banhos de imersão também ajudam.

Texto disponível o site da revista Saúde É Vital. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Endometriose

Endometriose

"Dor física + dor na alma = endometriose. Não é fácil." Nessa equação com poucas palavras, publicada em um dos sites de apoio às vítimas da doença, resume o quadro que afeta uma em cada dez brasileiras em idade fértil, algo em torno de 5 milhões de mulheres. Apesar de tão frequente, a endometriose ainda é um enigma para a ciência. Certo mesmo é que costuma provocar muita dor: física e emocional. Não raro, leva à depressão. E é uma das causas mais importantes de infertilidade - metade das jovens que sofrem desse mal não consegue engravidar.

O endométrio é o tecido que reveste o útero. Quase tão fino quanto à pele dos lábios, cresce a cada 28 ou 30 dias, estimulado pelos hormônios do ciclo menstrual. Sua função é preparar o órgão para receber o embrião. Se a gravidez não acontece, essa mucosa descama e escoa pela vagina - é a menstruação. Só que, por motivos ainda não completamente elucidados, algumas de suas células, em vez de seguir o fluxo normal, retornam pelas trompas, alojando-se dentro da cavidade abdominal. De lá, extravasam para outras áreas da pelve, implantando- se nas próprias trompas, nos ovários, intestino, ureter, peritônio (membrana da parede abdominal), na bexiga e vagina.

Como dói!
Embora nem todas as mulheres com endometriose sintam cólica forte, esse é um dos sintomas mais característicos da doença. Por que dói tanto? "O pedaço do endométrio que se instalou fora do útero continua funcionando normalmente e se comporta como se ainda estivesse lá", diz Eduardo Schor, professor do departamento de ginecologia e responsável pelo Setor de Endometriose da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Sem ter por onde sair, o sangue intrometido fica acumulado na pelve e, como uma espécie de cola, provoca a aderência dos órgãos que estão mais próximos uns dos outros - bexiga ao útero, ovário ao intestino, vagina ao reto. Daí a dor (também nas relações sexuais), a infertilidade, a dificuldade para evacuar e urinar.
"Muitas mulheres atribuem a cólica à menstruação, acham que é normal e não procuram o médico. Isso atrasa o diagnóstico, que chega a demorar até dez anos, às vezes mais", diz Arnaldo Schizzi Cambiaghi, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana, autor do livroFertilidade e Alimentação, publicado pelo Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia. Mas você pode distinguir uma cólica da outra. "A menstrual passa com um antiespasmódico, e a da endometriose não. Pode ocorrer antes, durante e após a menstruação e impede as atividades normais do dia a dia", diz Eduardo Schor.

 

Dá para controlar
A dificuldade para engravidar também serve como sinal de alerta. Nesse caso, exames clínicos, laboratoriais de sangue (chamados de marcadores), ultrassom endovaginal e ressonância magnética pélvica ajudam no diagnóstico. Detectada no início, a endometriose tem cura, mas pode voltar. Por isso, precisa de controle permanente.
Altos níveis de estrogênio podem ser o estopim da endometriose. Esse hormônio funciona como a gasolina que alimenta o fogo. Já a progesterona atua como o bombeiro no combate a um incêndio. Assim, pílulas anticoncepcionais de uso contínuo à base de progestagênicos, medicamento sintético similar à progesterona, são uma opção de tratamento. No ano passado, a Anvisa liberou a venda do primeiro medicamento à base de dienogest, substância específica para tratar a endometriose que simula a ação da progesterona e inibe a atividade estrogênica. Para os quadros mais graves, só resta a cirurgia por videolaparoscopia para a remoção do tecido que cresceu fora do útero e das aderências.

 

Fatores de risco
Ainda não se sabe todas as causas da endometriose, mas há suspeitas de que a herença genética esteja por trás dessa história. Ou seja, se sua mãe ou irmã apresenta a doença, você também corre o risco de desenvolvê-la. De qualquer maneira, a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia classifica a endometriose como um distúrbio típico da mulher moderna. Aquela que, na briga por um lugar ao sol, precisa ser competitiva na carreira, submetendo-se constantemente a um elevado grau de stress - estado emocional apontado como um facilitador da doença. "O organismo debilitado pelas tensões cotidianas deixa fora de combate os milhões de células incumbidas de expulsar substâncias estranhas ao corpo", diz Sérgio Conti Ribeiro, ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e do Hospital das Clínicas de São Paulo. E tecido endometrial, que penetra onde não deve, é uma delas.
Também por razões profissionais, muitas mulheres adiam a gravidez para além dos 35 anos, considerado mais um fator de risco. "A demora em engravidar faz com que o estrogênio, que é o grande detonador da endometriose, aja por tempo prolongado", explica Sérgio. "Quanto mais vezes menstruar, o que significa que a mulher ficou mais tempo sem engravidar, maior a possibilidade de desenvolver a doença." Isso porque a menstruação contribui para a viagem das células do endométrio para áreas fora do útero. Nossas avós não conheceram a endometriose justamente porque engravidavam mais cedo e tinham mais filhos. Ao longo da vida, passavam por 50 menstruações, enquanto hoje esse número saltou para 400.

 

Fonte: Texto disponível no site da revista Boa forma. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Mal de Alzheimer – Especialistas no assunto esclarecem as principais dúvidas sobre a doença que apaga a memória

Mal de Alzheimer – Especialistas no assunto esclarecem as principais dúvidas sobre a doença que apaga a memória

1. Afinal, o que é a doença?
Trata-se da destruição progressiva dos neurônios. A devastação começa no hipocampo, a área onde se processa a memória e, com o tempo, se alastra por outros cantos do cérebro. Por isso, ficam comprometidas funções cognitivas essenciais, como a gravação das lembranças e a orientação do indivíduo no tempo e no espaço.

"São dois os mecanismos por trás da doença", diz Paulo Caramelli, coordenador do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. "O primeiro é a formação das placas beta amilóides." Como elas aparecem? Explicamos: normalmente existem no cérebro proteínas precursoras de outro tipo de proteína, a tal beta amilóide. "Elas ficam ancoradas nas membranas dos neurônios, mas ainda não se sabe ao certo qual a sua função", conta Caramelli.

Num processo natural, essas proteínas são quebradas por enzimas e os seus fragmentos perdem-se em meio às células — nada disso, diga-se, oferece risco à cachola. O problema é quando, por motivos ainda obscuros, outras enzimas entram em ação para dividir as precursoras de beta amilóide. Elas quebram essas proteínas no lugar errado e o resultado dessa interação mal feita são novas proteínas. "Só que elas não são mais inócuas. Ao contrário, tornam-se tóxicas", afirma Caramelli. Essas novas moléculas, por sua vez, passam a depositar-se no cérebro, formando verdadeiras placas. "E isso prejudica as sinapses, a comunicação entre um neurônio e outro, o que os torna mais limitados", explica o neurologista. Resultado: as células nervosas morrem.

As explicações não param por aqui. Lembra-se do que dissemos? Existem duas alterações que disparam o Alzheimer. Vamos à segunda: um problema com outra proteína, a Tau. "Ela é produzida naturalmente no cérebro e é fundamental para o transporte de substâncias entre as células", descreve Caramelli. A Tau participa de uma verdadeira rede de comunicação e troca de nutrientes na massa cinzenta. "Mas, nos portadores de Alzheimer, essa proteína fica desestabilizada e não funciona como deveria. Daí, todo o equilíbrio entre os neurônios é prejudicado", diz Caramelli.

Essa profusão de alterações microscópicas leva à falência e à morte das células nervosas. No começo, a principal vítima é a memória recente. Gradualmente, as lembranças mais antigas também se esfarelam. E, com o avanço do mal, o órgão que comanda o corpo acaba se aposentando.

2. Por que esse problema neurodegenerativo aparece?
Ainda não existe uma resposta absoluta para essa questão. "Nós já sabemos que a predisposição genética e o próprio envelhecimento são seus principais fatores de risco", conta o geriatra Paulo Canineu, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. "Foram identificados recentemente vários genes alterados que determinam o mal", completa o médico, que é diretor clínico do Hiléa Vivência e Assistência a Idosos, em São Paulo. Além disso, a ciência vem demonstrando que as condições responsáveis pelos distúrbios cardiovasculares contribuem para a degeneração dos neurônios. Ou seja, gordura abdominal em excesso, diabete, colesterol nas alturas e pressão arterial elevada podem dar um bom empurrão.

Hoje alguns especialistas já arriscam dizer que existem duas variações de Alzheimer. "Noventa e cinco por cento dos portadores apresentam a doença esporádica, aquela que surge depois dos 60 anos sem que haja necessariamente a presença de outros casos na família", diz Canineu. "E 5% têm o que o chamamos de Alzheimer familiar. Só que, nesse caso, o mal pode acometer o indivíduo antes dos 60 anos e evoluir mais rapidamente", conclui.

3. Quais os seus sinais?
O principal deles é a constante perda de memória. As lembranças recentes tendem a se evaporar num piscar de olhos. "O indivíduo não consegue fixar nem um recado", exemplifica o geriatra Paulo Canineu. Além da memória em bancarrota, alguns portadores apresentam alterações de comportamento, dificuldades de concentração e tendem a ficar absortos em pensamentos distantes da realidade. "Muitos perdem a capacidade de julgamento e a orientação no tempo e no espaço", lembra o especialista. Com o progresso da doença, o indivíduo pode tornar-se depressivo e viver com alucinações.

4. Como são feitos o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico é baseado na própria história do paciente. "Ele é feito por exclusão", conta o neurologista Paulo Caramelli. São avaliados os sintomas e, para afastar a possibilidade de outra encrenca, costumam ser solicitados exames de sangue e imagem, como ressonância da cabeça. "Hoje o diagnóstico tem entre 85% e 90% de segurança", constata o médico.

E o tratamento? Em primeiro lugar, é importante deixar claro que a doença ainda não tem cura nem o quadro pode ser revertido. Mas existem medicamentos que barram o seu avanço, o que permite o controle da degeneração. "Eles evitam a perda das funções cognitivas", diz o neurologista Ivan Okamoto, coordenador do Núcleo de Envelhecimento Cerebral da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. São duas as classes de remédio responsáveis pelo benefício: os inibidores de acetilcolinesterase, mais receitados nos casos classificados como leves e moderados, e os antiglutamatos, indicados a portadores em estágio mais avançado. A apresentação é em forma de comprimidos, que devem ser tomados diariamente. A novidade é que a rivastigmina, um princípio ativo do primeiro grupo citado, já pode ser encontrada como adesivo para a pele.

5. Como afastar a doença?
Quando o assunto é Alzheimer, prevenção ainda é palavra controversa. Como os genes entram em jogo e algumas dúvidas rondam o mal, os médicos hesitam em prescrever medidas 100% eficazes. O que já se sabe, no entanto, é que botar a cabeça para funcionar é regra básica para protegê-la. Manter a massa cinzenta ativa — exercitando-se intelectualmente, trabalhando e interagindo com outras pessoas — aumenta as chances de se ver livre do mal. E o geriatra Paulo Canineu alerta: "Tanto o analfabeto quanto o catedrático podem ter Alzheimer. O grande perigo é se aposentar e parar de exercitar o cérebro."

Estudos recentes revelam, aliás, que os males cardiovasculares e o diabete tornam o organismo mais suscetível à doença neurodegenerativa. Dessa forma, conservar uma dieta equilibrada, com menos gordura e açúcar, praticar atividades físicas e tomar cuidados extras com a glicemia e a pressão arterial são medidas importantes para blindar a cabeça e fazê-la pensar por muito, muito tempo.

6. Até que ponto a perda de memória em razão da idade é normal?
O envelhecimento torna a memória, digamos, menos afiada. Isso é natural e não deve preocupar. "Com o passar do tempo as pessoas demoram mais tempo para se lembrar das coisas", observa o neurologista Ivan Okamoto. "É que as mudanças no cérebro afetam a velocidade do processamento da memória", explica. Vale esclarecer também que, independentemente da faixa etária, qualquer indivíduo está sujeito aos "brancos" e dificuldades de recordar uma data ou um nome. "A memória também depende do nosso estado geral, ou seja, se estamos cansados, mal alimentados ou alterados psicologicamente", salienta Paulo Canineu. "Por isso, lapsos podem acontecer em qualquer fase da vida."

O sinal de alerta deve ser acionado no momento em que as perdas de memória tornam-se freqüentes e passam a atrapalhar a rotina. "Isso acontece, por exemplo, quando a pessoa vai ao supermercado e não sabe como voltar de lá", diz Paulo Canineu. Ou, então, quando ela se esquece como se prepara aquele prato de sempre. Paulatinamente, vem esquecimento atrás de esquecimento. Isso impede que o indivíduo se mantenha atualizado e compromete suas atividades no dia-a-dia. Acentuam-se, assim, as suspeitas de que o responsável pela memória cada vez mais frágil seja o Alzheimer.

7. Por que o número de portadores de Alzheimer cresce mundo afora?
Os médicos esboçam duas explicações para o fenômeno. A primeira delas diz respeito à maior expectativa de vida das pessoas em todo o planeta. "A longevidade aumenta, inclusive no Brasil", lembra Paulo Caramelli. E a idade, como mencionamos, é um dos principais fatores de risco para a eclosão da doença. Em outras palavras, o risco aumenta na medida que os anos passam — tanto faz ser homem ou mulher. Outro motivo é a maior precisão nos diagnósticos. "Hoje os médicos conhecem mais a doença, estão cientes do que ela é", acredita o neurologista. No fim das contas, o próprio holofote que a medicina lançou sobre a doença propicia, felizmente, que mais casos sejam detectados e, conseqüentemente, tratados

Fonte: Revista Saúde É Vital, texto escrito por Diogo Sponchiato. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Diverticulite

Entenda o que é diverticulite, aprenda a identificar seus sintomas e veja como a dieta pode predispor ao problema.

A diverticulite é uma inflamação que acontece, na maioria das vezes, no final do intestino grosso, numa de suas porções conhecidas como cólon sigmóide, que se situa pouco antes do reto. O problema dá as caras em formações chamadas divertículos, alterações na forma de pequenos tubos ou bolsas que se desenvolvem de dentro pra fora do intestino, especialmente nos indivíduos mais maduros. Estima-se que os divertículos surjam em até um terço das pessoas com mais de 50 e em dois terços das que já passaram dos 80. Isso explica porque a doença tem predileção por essa faixa etária, mais especificamente até os 70 anos. Mas, em grande parte dos casos, os divertículos não causam transtornos.

 

Não se sabe ao certo porque eles aparecem, mas acredita-se que sua origem pode estar relacionada ao aumento da pressão interior do intestino, por conta de uma dieta com poucas fibras, por exemplo, combinada ao enfraquecimento de regiões da parede intestinal. "Curiosamente, nos orientais, os divertículos e a diverticulite são mais comuns no início do intestino grosso, próximo da área onde fica o apêndice", conta Celso Bernini, diretor técnico do Serviço de Cirurgia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Assim, não é de estranhar que nesse grupo específico o problema seja bastante confundido com uma apendicite. 

A diverticulite ocorre quando alguma coisa provoca uma inflamação no divertículo. Um acúmulo excessivo de muco ou fezes pode estar por trás da chateação. Outras vezes, um fecalito, pequena porção endurecida de fezes, entra ali e não consegue sair, entupindo tudo. Na maioria das vezes, as crises de diverticulite se resolvem sozinhas ou com auxílio de remédios para combater a inflamação e a dor além de alterações na alimentação. Os sintomas mais comuns são uma sensação dolorosa na parte inferior esquerda do abdômen, prisão de ventre ou diarréia e, embora mais raros, sangramentos - que, felizmente, se curam sozinhos em 90% dos casos. Vale lembrar que o tratamento dá um basta na diverticulite, mas os divertículos permanecem no intestino. 
Os quadros mais complicados podem vir acompanhados de uma infecção. Onde o divertículo começa a acumular pus até se romper, contaminando a cavidade abdominal. O sangramento, comum nos mais idosos, chega a demandar transfusões de sangue se não cessa. "Esses casos demandam maior atenção, porque os pacientes costumam apresentar outros problemas de saúde, como hipertensão, doenças cardíacas ou diabete que, associados a uma hemorragia, são potencialmente perigosos", diz Celso Bernini. Neste caso: a solução é a cirurgia para remover a porção do intestino onde estão os divertículos. "Mas apenas 10% das diverticulites exigem um procedimento cirúrgico", afirma o médico. Quando as crises, mesmo com tratamento, seguem frequentes, ocorrendo duas ou três vezes ao ano, a mesa de operação também é a saída recomendada.

 

Fonte: revista Saúde É Vital, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Epilepsia

É uma doença neurológica que atinge de 1% a 1,5% da população mundial. No Brasil, por se tratar de um país em desenvolvimento, estima-se que esse número seja um pouco maior. Segundo dados da Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia (ASPE), de 2010, existem 3 milhões de pessoas com a doença no país, o que corresponde a 1,6% da população naquele ano. Um estudo realizado em 2004 pela Unicamp encontrou uma prevalência de quase 1,9%, utilizando uma amostragem de 17.293 pessoas da cidade de São José do Rio Preto.

Na Grécia Antiga a epilepsia era conhecida como “doença sagrada” e, em Roma, era chamada de "mal comicial". Isso porque, se uma pessoa tivesse uma crise no meio de um comício, era sinal de que os deuses estavam contra a realização do evento. O grego Hipócrates, considerado pai da medicina, foi o primeiro a identificar que as crises epilépticas vinham do cérebro, por volta de 400 a.C.

De fato, o que provoca o aparecimento das crises é uma descarga elétrica muito forte nos neurônios do paciente, que pode ser causada por estímulos externos ou por uma lesão cerebral decorrente de um trauma. O tipo de crise mais comum é popularmente chamada de "ataque epilético", e se caracteriza por convulsões, movimentos involuntários do corpo.

Atualmente, existem diversos tipos de tratamento para a epilepsia, e 70% dos pacientes conseguem manter a doença totalmente controlada com uso de medicamentos. A neurologista Elza Márcia Yacubian, professora da Unifesp e membro da Academia Brasileira de Neurologia, explica nos vídeos abaixo o que pode levar ao aparecimento das crises e as formas de tratamentos disponíveis.

Definição

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.

Sintomas

Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se "desligada" por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Tranqüilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

Causas

Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia.

Diagnóstico

Exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no diagnóstico. O histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade de a pessoa ser epiléptica. Se o paciente não se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha útil na investigação do tipo de epilepsia em questão e, conseqüentemente, na busca do tratamento adequado.

Cura

Em geral, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. O principal, entretanto, é procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado. Foi-se o tempo que epilepsia era sinônimo de Gardenal, apesar de tal medicação ainda ser utilizada em certos pacientes. As drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional.

 

Fonte: Texto disponível no site www.epilepsia.org.br. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Doença Celíaca

Viva bem sem glúten

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e malte de cereais. Esses alimentos, por serem fontes de glúten, comumente causam reações alérgicas em um grande número de indivíduos. Os alérgicos ao glúten são chamados de celíacos.
Os celíacos não podem ingerir alimentos que tenham glúten em sua composição ou processo de fabricação. O glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a digestão e absorção dos alimentos. A má absorção torna-se um problema sério que resulta em perda de vitaminas, minerais e calorias.
A doença celíaca não tem cura, mas tem tratamento que consiste em dieta isenta de glúten por toda a vida. 
Mas, além dos celíacos existem pessoas que são hipersensíveis ou intolerantes ao glúten. Elas não têm doença celíaca, nem respostas auto-imunes, mas o seu corpo tem dificuldade em quebrar o glúten e isso afeta a função normal do organismo.
Seus sintomas vão desde problemas digestivos, como distenção abdominal, flatulência e prisão de ventre até enxaquecas, dificuldade de concentração, fadiga crônica, problemas de pele, dores musculares e articulares.
Segundo estudos a hipersensibilidade ao glúten pode causar ataques de asma. Uma pesquisa de 2001 mostrou que crianças com intolerância ao glúten tinham 7 vezes mais crises de asmas que as não intolerantes.
Também há relação entre a hipersensibilidade ao glúten e osteoporose já que a sensibilidade ao glúten atrapalha a absorção de cálcio. Pesquisadores descobriram que pessoas com sensibilidade ao glúten tem 5 vezes mais chance de ter osteoporose se comparados a população em geral. 
Para muitas pessoas o glúten é o gatilho que desencadeia dores, inclusive enxaqueca. A hipersensibilidade causa inflamação no sistema nervoso central e no cérebro, causando as dores.
A hipersensibilidade pode estar relacionada à grande quantidade e a frequência com que ingerimos alimentos com glúten. Os pães, biscoitos, macarrão acabam sendo ingeridos diariamente e mais de uma vez ao dia. Sem contar alimentos como requeijão, iogurtes, chocolates, sorvetes que também tem glúten na composição e que não nos atentamos.
Também pode ser agravada por altos níveis de cortisol, um hormônio liberado em maiores quantidades em situação de estresse, um mal comum nos grandes centros.
A intolerância também pode ser desencadeada por uma microbiota intestinal desequilibrada. Temos bactérias em nosso intestino, e precisa haver um equilíbrio entre as boas bactérias e a bactérias ruins. Quando temos as bactérias ruins em maior número temos mais chance de desenvolver a sensibilidade ao glúten. Nesses casos além de dieta sem glúten é sugerido o uso de suplementos de probióticos.
Daí a proposta de uma dieta sem glúten para pessoas que não são celíacas, para verificar se a exclusão do glúten da dieta proporciona melhoria nos sinais e sintomas apresentados. 
O glúten não é um nutriente essencial para a saúde e a sua retirada da dieta não causa prejuízos. 
A restrição ao glúten deve ser feita por um período de duas semanas a 40 dias. Neste período não se deve ingerir qualquer alimento que contenha glúten em sua formulação. Após o período de exclusão, o glúten deve ser reintroduzido na dieta, em três refeições, num mesmo dia. Depois, volta-se a excluir o glúten da dieta e observa se nos quatro próximos dias os sintomas indesejados se manifestam novamente. 
Se os sintomas voltarem ou se intensificarem fica identificado a sensibilidade e é recomendado persistir na dieta sem glúten.
Para seguir a dieta sem glúten o trigo, aveia, centeio e cevada podem ser substituídos por arroz integral, trigo sarraceno, quinua, amaranto, soja, milho, tapioca além de tubérculos como a batata, batata doce, mandioca e o inhame. 
A oferta de produtos sem glúten também é cada vez maior. Não só temos mais opções como os produtos são mais saborosos. É possível encontrar pães, torradas, cookies, bolos, pães de mel, brownies, barras de cereal, granolas além de macarrão, massa de lasanha, pizza e panqueca. 
A leitura do rótulo se faz necessária para identificar a ausência de glúten nos produtos.
Dicas para substituir alimentos com glúten:
- No café da manhã troque o pão por tapioca, cuscuz de milho, mandioca. Existem pães sem glúten, torradas e biscoitos sem glúten.
- Nos lanches as frutas e iogurtes podem ser acompanhados de granolas sem glúten, barras de cereal sem glúten, frutas secas e cookies sem glúten.
- No almoço e jantar o macarrão pode ser feito de arroz, milho ou quinua.

Fonte: Texto escrito por Flávia Morais Nutricionista Mundo Verde. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Síndrome de Cushing

 

Sinônimos: Hipercortisolismo; Hiperadrenocorticismo; Excesso de Glicocorticóides.

O que é?

Conjunto de sinais e sintomas do excesso da cortisona (um dos hormônios produzidos pela glândula supra-renal). Esse excesso hormonal pode ser provocado por hormônios sintéticos (exógenos) ou por doenças envolvendo a glândula supra-renal e a hipófise.

Como se desenvolve?

O quadro pode ser ocasionado pelo uso continuado de cortisona ou seus derivados, conhecidos como antinflamatórios esteróides. Estas substâncias são empregadas para o tratamento de uma série de doenças, e provocam o síndrome de Cushing como efeito colateral. Dependendo da dosagem empregada e do esteróide sintético utilizado, os sinais e sintomas sempre irão ocorrer. Em algumas ocasiões estes efeitos colaterais ocorrem sem que o paciente perceba ou os relacione com as medicações que está usando. Esta situação ocorre, por exemplo, com a utilização de medicamentos para problemas de pele ou para problemas respiratórios.

Além do quadro associado ao uso de cortisona, o síndrome de Cushing pode ser provocado por doenças da glândula supra-renal e da hipófise. Estas doenças, em geral, são decorrentes de tumores benignos (adenomas) da supra-renal e da hipófise. Na supra-renal podem ocorrer também tumores malignos. Mais raramente o síndrome de Cushing é provocado pela produção de substâncias estimuladoras da supra-renal por tumores malignos ou abdominais.

 

O que se sente?

Os principais sintomas são o aumento de peso, com a gordura se depositando no tronco e no pescoço, preenchendo a região acima da clavícula e a parte detrás do pescoço, local onde se forma um importante acúmulo denominado de "giba". A gordura também se deposita no rosto, na região malar ("maçãs do rosto"), onde a pele fica também avermelhada, formando-se uma face que é conhecida como de "lua-cheia". Ocorre também afilamento dos braços e das pernas com diminuição da musculatura, e, conseqüente, fraqueza muscular que se manifesta principalmente quando o paciente caminha ou sobe escadas.

A pele vai se tornando fina e frágil, fazendo com que surjam hematomas sem o paciente notar que bateu ou contundiu o local. Sintomas gerais como fraqueza, cansaço fácil, nervosismo, insônia e labilidade emocional também podem ocorrer.

Nas mulheres são muito freqüentes as alterações menstruais e o surgimento de pêlos corporais na face, no tórax, abdômen e nos braços e pernas. Como grande parte dos pacientes desenvolve hipertensão arterial e diabetes, podem surgir sintomas associados ao aumento da glicose e da pressão arterial tais como dor de cabeça, sede exagerada, aumento do volume urinário, aumento do apetite e visão borrada. Quando ocorre aumento importante dos pêlos, pode ocorrer também o surgimento de espinhas (acne) na face e no tronco, e nas mulheres pode surgir mudança na voz, queda do cabelo semelhante a calvície masculina e diminuição das mamas. Esses sintomas se associam com tumores de supra-renal.

Como o médico faz o diagnóstico?

A suspeita do médico deve ocorrer em todo o paciente que apresenta obesidade localizada associada a hipertensão arterial e diabetes, além dos pacientes com o quadro bastante característico, como o descrito acima. A partir da suspeita deve ser solicitada a dosagem de cortisol às 8 horas da manhã, após a administração de dexametasona 1mg às 23 horas da noite anterior (teste de triagem). Se esse exame se mostrar alterado, deve ser realizada uma investigação mais detalhada e serem realizados exames de imagem das supra-renais e da hipófise (tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética).

Além das dosagens hormonais, são necessários exames bioquímicos gerais, Rx de tórax, eletrocardiograma e densitometria óssea.

 

Como se trata?

Nos casos decorrentes do uso de cortisona, a mesma deve ser suspensa lentamente, inicialmente trocando o medicamento por uma forma mais semelhante a natural (prednisona ou hidrocortisona) e em doses semelhantes àquelas que existem no organismo normal. Depois de algum tempo (semanas), o medicamento deve ser diminuído gradativamente até ser suspenso. Se o paciente sentir a tentativa de retirada da medicação, a dose deve ser mantida o mais próxima da considerada normal e depois de algum tempo tentada nova retirada.

Os pacientes que têm a doença decorrente de tumores de supra-renal e de hipófise, devem ser submetidos a cirurgia de retirada destes tumores. Para esses procedimentos os pacientes devem ser adequadamente avaliados, e necessitam de cuidados médicos especializados.

Como se previne?

Evitando-se o uso de medicamentos contendo cortisonas ou seus derivados.

Os tumores de supra-renal e de hipófise não são previníveis, podendo, por outro lado, ser diagnosticados precocemente o que resulta em melhores resultados.

 

 

Fonte: site abcdasaude.com.br, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Anorexia Nervosa

É um transtorno alimentar caracterizado por grande perda de peso, associada a uma distorção da imagem corporal em medo exagerado em ganhar peso, também conhecido como fobia de peso.
É mais comum em mulheres, principalmente em adolescentes e jovens, com pico entre 14 e 18 anos e aumento de início entre 20 e 30 anos. Geralmente estas pessoas apresentam negação da doença e baixa percepção sobre os sintomas tornando difícil o diagnóstico. Também a alimentação e sua relação com peso e altura estão distorcidas. Isto faz com que entrevistas com a família sejam muito importantes para a coleta de informações e o suporte para o tratamento do paciente.

A anorexia nervosa pode ser dividida em dois grupos principais de acordo com a estratégia que o paciente utiliza para perder peso: O restritivo é aquele que sistematicamente recusa a alimentação. O purgativo é aquele que além do comportamento restritivo também utiliza métodos auxiliares para “perder” peso: uso de laxantes e diuréticos e vômitos provocados. O subtipo purgativo também tem associação com outros comportamentos compulsivos, automutilação, abuso de substâncias e depressão, tendo evolução mais desfavorável.

Também existem quadros parciais ou atípicos de anorexia nervosa, os quais apresentam sintomas mais leves do que os apresentados pelos restritivo e purgativo. Mas estes quadros devem ser identificados e tratados precocemente, pois podem evoluir para sintomas graves.
Alguns traços de personalidade são mais comuns na anorexia nervosa: obsessão, compulsividade, perfeccionismo, rigidez, pouca procura por novidades, persistência e dificuldade de definição como pessoa. Fatores genéticos podem também estar envolvidos.
Para se fazer o diagnóstico de anorexia nervosa um dos sintomas básicos é o medo mórbido de engordar ou a fobia de peso. Porém, existem formas onde esta fobia de peso não esteja presente. Neste caso a recusa de alimentos pode ser explicada pela sensação de empachamento gástrico, náuseas, constipação e até por questões familiares e religiosas. As pressões culturais também exercem papel importante no desenvolvimento da anorexia. Bailarinas e modelos sofrem pressões devido a sua atividade profissional sendo susceptíveis à doença. Nas mulheres a presença de amenorreia (ausência de menstruação por pelo menos três ciclos consecutivos) pode ocorrer e persistir após a recuperação do peso. Este sintoma sinaliza gravidade da doença, pois significa o estado nutricional da paciente.
Em crianças a perda de peso não é muito acentuada como nos adultos, mas deve-se investigar quando há estagnação do peso e da altura. Nesta fase da vida esta estagnação é tão grave quanto a perda de peso do adulto. Nas crianças as queixas mais comuns relacionadas com a anorexia nervosa são constipação, náuseas, dor abdominal, fadiga e dores de cabeça.
Embora seja mais comum o início dos sintomas na fase de adolescência, pode ter sintomas na fase adulta (acima dos 25 anos) e também após os 40 anos. Nestes pacientes há queixas principalmente relacionadas à atividade profissional e estudos, maior uso de sedativos e hipnóticos. Também os sintomas psiquiátricos acabam sendo mais graves nas pessoas mais idosas devido aos fatores desencadeantes (dificuldades no casamento, filhos, aposentadoria), o que leva a necessidade de internações e tratamento mais prolongado. Investigar o ambiente familiar é muito importante para determinar o desenvolvimento e a manutenção dos sintomas.

Não há exame específico para diagnóstico da anorexia nervosa. A entrevista com paciente e familiares, associada a queixas de mal-estar, fadiga, fraqueza, tontura e a perda de peso deve guiar para o diagnóstico. Deve-se avaliar clinicamente o paciente (peso e altura). A avaliação laboratorial deve ser feita para detectar a presença de complicações decorrentes da desnutrição, desidratação e comportamento purgativo. Antes de dar o diagnóstico devem-se excluir todas as causas orgânicas como doenças gastrointestinais, endocrinológicas, neurológicas e infectocontagiosas.
Dentre as complicações principais da desnutrição e desidratação destacamos as gastrointestinais (constipação, diarreia, inchaço, dor abdominal, vômitos), cardiovasculares (diminuição da frequência cardíaca, diminuição da pressão arterial, arritmias), renais (insuficiência renal aguda que pode se tornar irreversível) e ósseas (osteopenia e osteoporose). Todas estas complicações são reversíveis com a terapia e recuperação de peso.
O tratamento desta doença envolve desde a terapia do paciente e familiares com psicoterapia e uso de medicações. Também em casos mais graves a internação torna-se necessária principalmente devido ao risco das complicações. Deve-se manter um suporte básico para a recuperação do peso e seus distúrbios.

 

Fonte: texto publicado no site http://www.endoclinicasp.com.br, texto escrito pelo endocrinologista Dr. Sergio Gomez (CRM 83.880). Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Transtorno afetivo bipolar

Transtorno afetivo bipolar

O que é?
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

Características
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.

Tipos
Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.

Fase maníaca
Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.

Fase depressiva
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.

Generalidades
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada. 
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.

Qual a causa da doença?
A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.
Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.

Como se trata?
O médico neurologista e psiquiatra é quem melhor efine o tipo de medicamento e as possíveis associações necessárias. O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente, é necessário acrescentar os anticonvulsivantes.
Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.
O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer. 
Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com outras opções de tratamento.

Referências Bibliografica

Age of Onset of Bipolar II Derpessive Mixed State. Psychiatry Research, 103: 229-235, 2001.

Zumbido

Para boa parte da população o zumbido é só aquele apito que aparece no ouvido depois de sair de um show ou festa com música alta, para outra parcela ele é um transtorno. Isso porque, para quem sofre com a doença — chamada tinnitus —, trata-se de um desconforto constante e que pode durar anos. Em 92% dos casos, o problema está relacionado à perda de audição. Já nos outros 8% ela não ocorre e, mesmo assim, essa gente toda padece com o piiiii incessante, para o qual ainda não há uma cura.
Na busca por uma solução, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, induziram o zumbido em ratos, emitindo uma frequência sonora enquanto estimulavam com eletrodos o nervo vago dos roedores. Depois, fizeram o mesmo procedimento, mas desta vez se valendo de outras frequências. Os ratinhos, então, pararam de apresentar o incômodo, como se o cérebro tivesse sido reiniciado e voltado ao normal. "Trata-se de uma evidência de que o tinnitus é causado por uma atividade irregular do sistema nervoso", enfatiza o neurocientista Michael Kilgard, que participou do estudo.
É claro que a descoberta animou os que sofrem com o barulhinho nada bom. Mas os testes foram realizados em bichos que haviam acabado de desenvolvê-lo. "Por isso, talvez haja uma tendência de que a técnica, quando submetida a seres humanos, seja mais efetiva em quem tem o problema há pouco tempo", explica a otorrinolaringologista Tanit Sanchez, do Instituto Ganz Sanchez, em São Paulo, especializado no tratamento do tinnitus.
Enquanto a cura definitiva do zumbido não vem, o problema soa cada vez mais alto para a comunidade médica. Há um número crescente de jovens que se queixam do apito constante, principalmente de casos relacionados a lesões auditivas. "Aparelhos como iPod ou MP3 os expõem por horas a sons mais altos do que 85 decibéis", analisa Sandra Braga, mestre em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e gerente da Audibel, empresa especializada em aparelhos auditivos. E, com o tempo, esse volume já é suficiente para provocar danos generalizados. Além disso, o fone de ouvido, tão querido pela moçada, manda todo o som diretamente para dentro da orelha, aumentando a probabilidade de encrencas.

Mesmo o zumbido sem elo com perdas auditivas também é cada vez mais recorrente. Até um problema odontológico, por exemplo, pode desencadeá-lo. Pois é — a oclusão errada ou dentes apinhados demais podem incitar o tinnitus. "Toda força que fazemos com a dentição é enviada ao cérebro como uma informação a ser interpretada. Em algumas pessoas, esse impulso acaba sendo identificado como zumbido", explica o odontologista e ortopedista facial Gerson Köhler, de Curitiba, no Paraná. Por isso, é interessante fazer um check-up no dentista para prevenir a zoeira sonora.
Agora, quando nem a audição nem a boca estão prejudicados, é hora de ver se os exames de sangue não se encontram alterados. Afinal, problemas como colesterol alto, anemia, disfunções na tireóide e desequilíbrios nos níveis de açúcar também podem repercutir no ouvido. "Se o sangue que chega à cóclea, estrutura que transforma o som em impulso elétrico, estiver com taxas de algumas substâncias muito alteradas, ele não será adequado para alimentar as células auditivas", explica Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Como o estrondo interminável tem diferentes causas, é preciso ter paciência na hora do diagnóstico. "Parei de trabalhar e de ir à faculdade. Estava no limite, tinha raiva do meu ouvido", afirma o estudante curitibano Thiago Marinho, de 24 anos, que convive com o ruído na orelha direita há seis meses sem saber ainda o que está por trás da chateação. Tentar esquecer é difícil, mas melhora a qualidade de vida, já que, segundo especialistas, a intensidade do zumbido aumenta de acordo com a atenção que se dá a ele.
De qualquer forma, é possível, sim, driblar o zum-zum interno. O uso de aparelhos auditivos auxilia os pacientes que têm dificuldade para ouvir. Afinal, a percepção adequada de outros sons desvia a atenção do alarido sem fim. Para pessoas com alterações metabólicas como anemia, o controle da alimentação é um dos grandes aliados. Além disso, o acompanhamento psicológico, em casos de muito estresse, também pode trazer bons resultados. O importante é não fugir do tratamento e assumir o controle da barulheira.

Ouvidos retreinados
Terapias sonoras costumam trazer bons resultados para pacientes com zumbido. A TRT, ou tinnitus retraining therapy, é a mais comum delas, e serve para quebrar a percepção negativa que a pessoa tem do zumbido. Ao ser exposto diariamente a um som neutro e agradável, o indivíduo atenua o incômodo com o ruído. "Ao longo do tempo, o cérebro vai entender que ele tem capacidade de focar em outros sons que não só o zumbido", explica a fonoaudióloga Sandra Braga. O tratamento geralmente dura de 18 a 24 meses.

Um barulhinho nada bom
*60% das pessoas com zumbido são afetadas emocionalmente, de diferentes maneiras. Em casos extremos, pensam até em suicídio

*50% têm dificuldade para dormir, porque afirmam que o ruído fica mais perceptível ou intenso no momento em que estão em silêncio

*42% têm problemas para desenvolver atividades que necessitam de concentração, como estudar ou ler um livro

*14% são afetadas socialmente. Isso porque deixam de frequentar alguns lugares, como festas, por temer que o som alto piore o zumbido.

 

Fonte: revista Saúde é vital, texto publicado em junho de 2001. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Varizes: O que São e como Tratá-las

Conheça os tipos de tratamentos e saiba como evitar esse problema

A  maioria das pessoas percebe os sinais das indesejadas varizes pela dor, pelo cansaço e pela sensação de peso nas pernas. Finas e avermelhadas, grossas e volumosas, todas merecem uma visita ao consultório médico, não importa quando apareceram. Aliás, o ideal é procurar um especialista logo que se percebam alterações nas pernas.
As varizes são veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas ou saculares, tortuosas e alongadas, caracterizando uma alteração funcional da circulação venosa do organismo, com maior incidência no sexo feminino. As causas e o tratamento contra as varizes dependem muito do histórico de cada mulher. Se há casos na família, as chances de desenvolvê-las são muito maiores e ainda se agravam se ela permanece muito tempo sentada ou em pé.  As principais queixas clínicas dos pacientes são: dor tipo "queimação" ou "cansaço", sensação das pernas estarem pesadas ou ardendo, edema (inchaço) das pernas, principalmente ao redor do tornozelo, que, frequentemente, melhoram com a elevação dos membros inferiores e agravam-se no fim do dia, quando se permanece por longo tempo em pé ou sentado, no calor, nos períodos próximo ou durante a menstruação e também durante a gravidez.
Não existe nenhuma relação estabelecida entre a formação de varizes e depilação ou uso de salto alto, assim como não há influência com relação a carregar peso. Subir escada pode ser considerado até um exercício físico, portanto, ajuda a incrementar o retorno venoso.
A ginástica, desde que recomendada pelo médico e acompanhada por instrutores, não só não provoca varizes como também é bastante aconselhável para evitá-las. Quanto à musculação, desde que não seja exagerada, não tem contra-indicação.

O que é a veia safena?
A veia safena é mais longa do nosso corpo. Ela inicia desde a parte interna do tornozelo até a virilha. Esta veia é muito utilizada para substituir artérias entupidas, principalmente as coronárias, por este motivo, algumas pessoas pensam que ela é uma veia do coração. Muitas cirurgias de varizes, por exemplo, podem ser feitas sem retirar a veia safena. Ela só deve ser retirada se estiver muito doente e para a confecção de pontes de safena.

Dicas úteis para evitar varizes:
- Evitar ganhos exacerbados de peso.
- Uma dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal.
- Procurar não permanecer muito tempo parado em pé ou sentado.
- Não usar cintas abdominais apertadas.
- Realizar caminhadas e/ou exercícios físicos com supervisão médica.
- Não fumar.
- Utilizar sistematicamente meias elásticas, principalmente durante a gravidez.
- Evitar hormônios anticoncepcionais.
- Consulte regularmente seu angiologista / cirurgião vascular.

Tipos de tratamentos:
Microvarizes: você precisará fazer uma avaliação do um cirurgião vascular ou o angiologista. O tratamento geralmente é o esclerosante. A escleroterapia química consiste de injeções de substância irritante no interior das veias que promove a oclusão das veias dilatadas, com ótimos resultados na grande maioria dos casos. Existe ainda a escleroterapia a laser, que também promove a oclusão da veia dilatada pela incidência do raio laser sobre o trajeto venoso.
Varizes: o especialista detecta as causas e o tratamento é cirúrgico para a retirada da veia. O procedimento é de micro incisões para não comprometer a estética. As veias que são retiradas, por estarem doentes, não colaboram para a circulação; ao contrário, sua retirada causa melhoria na drenagem venosa dos membros inferiores, aliviando sintomas e prevenindo as implicações da evolução da doença.
Trombose venosa aguda: este é o caso mais grave, uma complicação. Ele é proveniente de uma trombose e neste caso, a cirurgia não é indicada. O tratamento é feito com meias elásticas. É importante que a compressão se inicie de manhã, colocando-se a meia ao se levantar e só retirando-a a noite, ao deitar-se. A elasticidade da meia deve ser nos dois sentidos, comprimento e largura. e, ao calçá-la, evitar zonas de estrangulamento, mais fáceis de ocorrerem com meias curtas, em virtude do tecido ser um pouco mais rígido em sua terminação superior. O calcanhar deve ser fechado para permitir uma melhor compressão.

Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular

Transtorno Obssessivo-Compulsivo

Trata-se de um transtorno crônico, caracterizado por um vasto número de pensamentos, idéias ou imagens intrusivas (obsessões), que irrompem involuntariamente na consciência, causando sofrimento e ansiedade. Tais obsessões freqüentemente são acompanhadas por atos repetitivos e estereotipados (as compulsões), realizados com o intuito de aliviá-las.

O TOC acomete cerca de 3% da população. É considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais freqüente. A incidência da doença em relação ao sexo varia de acordo com a idade de início dos sintomas: em geral, os homens começam a apresentar sintomatologia e tiques na infância; as mulheres, no final da adolescência ou na idade adulta.

Estudos genéticos recentes sugerem que algumas formas do TOC são familiares e geneticamente determinadas, enquanto outras parecem não ter influência genética. Entre as familiares, existem as relacionadas a tiques ou à síndrome de Tourette (ST, caracterizada pela presença de tiques vocais e motores). Nas formas não-genéticas, dados ambientais, como fatores infecciosos ou psicológicos, podem ter papel importante, afetando pelo menos a severidade ou o curso da doença.

Recentemente, descobriu-se uma incidência maior de TOC em pacientes com febre reumática (transtorno imunológico associado a infecções de garganta por estreptococo do tipo A) com e sem Coréia de Sydenham (uma complicação neuropsiquiátrica da febre reumática). Isso sugere que fatores como uma infecção bacteriana possam estar na origem do TOC.

Fatores psicológicos também podem estar na raiz de determinadas formas de TOC. O sucesso da terapia comportamental nesses pacientes abriu espaço para uma teoria segundo a qual a ansiedade ou o desconforto provocados por um pensamento obsessivo levam à necessidade de realização de atos compulsivos ou rituais, capazes de produzir uma redução da ansiedade e do desconforto.

Observou-se também que pacientes com transtornos neurológicos afetando estruturas localizadas na base do cérebro têm maior propensão a TOC. Daí se concluiu que elas também possam estar envolvidas na origem do transtorno. Diz-se que uma pessoa sofre de TOC quando é vítima de obsessões e/ou compulsões que causam marcado sofrimento, consomem tempo ou interferem de forma significativa na rotina normal e nos relacionamentos pessoais. O TOC pode se manifestar com uma variedade muito grande de pensamentos obsessivos (por exemplo, medo de ser contaminado por germes ou de adquirir doenças) e atos compulsivos (como lavar-se constantemente ou submeter-se a exames médicos com demasiada freqüência).

Tratamento

Em sua maioria, os portadores do mal melhoram com tratamentos medicamentosos ou comportamentais. Os remédios mais eficazes são os antidepressivos que inibem a recaptura de serotonina - substância que age diretamente nos neurotransmissores(substâncias químicas que permitem a comunicação entre os neurônios).

O tratamento prevê períodos de, pelo menos, três meses de consumo de medicamentos, geralmente em doses maiores do que as prescritas na terapia da depressão. Pelo menos dois terços dos pacientes obtêm resposta significativa, com melhora nos relacionamentos em geral e no desempenho profissional.

Entre as abordagens psicológicas eficazes no tratamento do TOC, enfatiza-se a terapia comportamental. Seu objetivo é estimular o paciente a, repetidamente, confrontar ou se expor ao estímulo temido (a obsessão), ao mesmo tempo em que tenta evitar o comportamento compulsivo (ritual).

Ninguém contesta que os sintomas de TOC regridem mediante a aplicação de tratamentos adequados. No entanto, há uma parcela significativa de pacientes (de 30 a 40%) que não responde a nenhuma das terapias vigentes. Mesmo entre aqueles que apresentam melhoras, muitos não se curam totalmente dos sintomas. Convém discutir com especialistas os tratamentos mais apropriados para esses casos.

Em 1996, foi criada no Brasil a Astoc, uma associação de pacientes portadores de tiques, síndrome de Tourette e transtorno obsessivo-compulsivo. Ela tem por finalidade esclarecer as pessoas a respeito desses transtornos, bem como angariar fundos para pesquisas que possam contribuir para a cura de tais doenças.

Fonte: www.veja.abril.com.br. Texto do médico Beny Lafer, Albert Einstein. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Transtorno do Pânico

Hoje em dia é muito comum ouvirmos alguém dizer que tem “doença do pânico”. O que isso significa, no entanto, continua pouco claro para a maioria das pessoas. Uma provável fonte de confusão são os termos utilizados na denominação dos distúrbios psiquiátricos: “transtorno”, “pânico”, “ansiedade”, “estresse”, entre outros. Tais palavras são freqüentemente utilizadas entre leigos para descrever estados emocionais transitórios (por exemplo: “Fulano entrou em pânico quando soube que seria demitido”; “Minha sogra sofre de estresse e depressão desde que ficou viúva”; “aquele garoto é transtornado”) que não são indicativos de doença.

Outras vezes, porém, algumas pessoas são rotuladas de “estressadas”, “mal humoradas” ou simplesmente “nervosas” quando na verdade são portadoras de algum distúrbio psiquiátrico não diagnosticado, ficando assim sem tratamento.

O transtorno do pânico é uma doença reconhecida pela psiquiatria desde a década de 80 e atinge atualmente cerca de 2% da população mundial. Os sintomas geram prejuízo significativo na vida das pessoas acometidas, que muitas vezes demoram muito tempo para buscar ou receber um tratamento adequado.

O que é o transtorno do pânico?

O transtorno do pânico é uma doença caracterizada pela presença de crises de pânico recorrentes associados a um medo persistente de ter novas crises, das suas implicações ou ainda a mudanças no comportamento em decorrência destas. Tais mudanças no comportamento incluem o medo de sair de casa sozinho, freqüentar lugares onde se imagina que o socorro a uma eventual emergência seria difícil (engarrafamentos, multidões, longas distâncias etc).

Então “crise de pânico” e “transtorno do pânico” não são a mesma coisa?

Não, as crises de pânico são episódios de ansiedade intensa, que ocorrem sem a dependência de algum fator específico (medo de altura, de animais, exposição social etc). Os sintomas incluem palpitações, dor no peito, falta de ar, tontura, sensação de “dormência” nos lábios e extremidades acompanhada de um sentimento de irrealidade e do medo de morrer ou perder o controle. Os ataques atingem seu ápice rapidamente e costumam durar cerca de trinta minutos. Muitas pessoas chegam a procurar serviços de emergência, onde geralmente não é constatada nenhuma anormalidade. Utilizamos o termo transtorno do pânico, quando as crises de pânico ocorrem de maneira repetida e fazem com que a pessoa passe a evitar situações ou lugares onde se sinta desprotegida e a preocupar-se excessivamente com a possibildade de uma nova crise ocorrer.

Cerca de 15% da população pode ter pelo menos uma crise de pânico ao longo da vida, sem necessariamente ser portadora do transtorno do pânico. As crises de pânico também podem ocorrer como parte dos sintomas de outros distúrbios psiquiátricos, incluindo a depressão e a fobia social.

O que causa o transtorno do pânico?

Sabemos que o transtorno do pânico tem origem multifatorial. Um dos fatores que mais vem sendo estudado nos últimos anos são os mecanismos bioquímicos cerebrais. Reações de estresse, importantes para nossa sobrevivência (é fundamental ter medo do perigo para que possamos escapar dele) podem estar “desreguladas” e ser iniciadas na ausência de estímulos (de um modo simplista, a crise de pânico é uma reação de medo extremo sem um perigo aparente). Outros fatores significativos para o aparecimento dos sintomas são as características psicológicas individuais. O ambiente e a maneira como cada um foi educado certamente irá influenciar na percepção de perigo nos mais diversos eventos de vida. A capacidade para lidar com os conflitos da vida moderna (falta de dinheiro, insatisfação no trabalho, no matrimônio etc) é em boa parte determinada pela maneira como interpretamos os estímulos e nos sentimos capazes para intervir neles.

Como se faz o diagnóstico?

Assim como na maioria dos diagnósticos em psiquiatria, o diagnóstico é feito com base na avaliação médica, o que chamamos de diagnóstico clínico. Não existem exames laboratoriais ou de imagem que possam diagnosticar o transtorno do pânico. Por outro lado, alguns exames de sangue são importantes para que o médico possa descartar a presença de outras doenças que podem causar crises de pânico (hipertireoidismo, feocromocitoma etc). Na dúvida, pergunte para o seu médico. As pessoas que conhecem a sua doença tendem a ter uma evolução melhor, já que se sentem mais ativas no processo de tratamento e podem realizar medidas simples que aliviam ou previnem os sintomas.

Existe tratamento?

Felizmente sim. Antigamente muitas pessoas passavam a vida sofrendo sérias limitações ou sendo rotuladas de hipocondríacas por estarem freqüentemente nas emergências devido às crises de pânico. Ainda hoje o desconhecimento é responsável por muito sofrimento e preconceito, porém cada vez mais os médicos e a população estão atentos a esta doença. O primeiro passo para um tratamento adequado é o diagnóstico correto, já que como vimos, nem todas as pessoas que tem crises de pânico tem o transtorno do pânico.

Feito o diagnóstico médico, poderão ser utilizadas duas abordagens complementares: medicação e psicoterapia. Técnicas de relaxamento e yoga também poderão contribuir muito no longo prazo. Sempre seguindo as instruções médicas.

Tenho que tomar remédio ou fazer psicoterapia por toda a vida?

Esta é outra pergunta muito freqüente e importante. A maioria das pessoas que têm transtorno do pânico irá usar a medicação por um período de tempo definido, mesmo após a resolução completa dos sintomas. É o que chamamos de tratamento de manutenção, muito importante para que seja prevenida a volta dos sintomas. O tempo desta manutenção costuma variar entre seis e doze meses, podendo estender-se em alguns casos, sempre de acordo com a orientação médica.

A psicoterapia poderá ter um tempo limitado (o principal exemplo é a terapia cognitivo-comportamental, que costuma durar de 12 a 20 sessões) ou estender-se por um período mais prolongado. Muitas vezes este “prolongamento” da psicoterapia se dá porque o transtorno era apenas a “ponta do iceberg” e acaba expondo uma série de conflitos e angústias que passaram muito tempo atrapalhando a felicidade da pessoa. Nestes casos a duração da psicoterapia irá depende basicamente da disposição do indivíduo em abordar estas questões.

O que devo fazer se suspeito que eu ou algum conhecido é portador do transtorno do pânico?

A primeira barreira a ser quebrada é a do preconceito. Não é raro observarmos pessoas que sofrem por muito tempo antes de procurar ajuda devido ao medo de serem rotuladas como “loucas” ou “problemáticas”. Neste sentido, a informação é um aliado fundamental na luta contra a discriminação. Em seguida busque o auxílio de um médico psiquiatra ou clínico com experiência em psiquiatria para que se possa fazer o diagnóstico correto. Este passo é fundamental, como já ressaltamos, pois irá definir todo o tratamento.

A partir daí, siga as orientações do seu médico, procure levar uma vida mais saudável, incluindo uma boa alimentação, exercícios físicos e medidas para melhorar o sono. Pare também para pensar na sua vida, seus valores e prioridades. Veja se o que você vem fazendo é mesmo aquilo que quer e, se não for, pense mais um pouco no que você poderia fazer para ser mais feliz. Devemos lembrar que a saúde não é apenas a ausência de doenças e sim algo maior, que se funde com a própria felicidade. Acredite e invista em você!

Fonte: site da Associação Catarinense de Psiquiatria. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

O Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é um problema de saúde mental que tem três características nucleares: a desatenção, a agitação (ou hiperatividade) e a impulsividade. Mas para que sejam considerados característicos, devem ocorrer em freqüência acima do comum ou em um nível não adaptativo para o estágio de desenvolvimento. O TDAH envolve uma incapacidade da habilidade de um indivíduo inibir respostas a situações e eventos. Toda evidência aponta, hoje, os fatores neurológicos geneticamente determinados como a causa mais importante da extensão do TDAH na população.

Quais são os sintomas?

Os sintomas de hiperatividade geralmente se manifestam por uma tendência de estar sempre movimentando-se. As seguintes manifestações podem ocorrer: a criança agita mãos e pés ou se remexe na cadeira; abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentada; correr ou escalar em demasia; falar demais, ter dificuldade para brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer, parecer estar a “mil por hora” ou a “todo vapor”.
Os sintomas de impulsividade, geralmente observados em coexistência com os de hiperatividade, são a dificuldade em aguardar sua vez (em filas, por exemplo), emissão de respostas sem que as perguntas tenham sido terminadas e interrupção das conversas dos outros. Observam-se também os sintomas de desatenção em várias atividades comuns: dificuldade de prestar atenção a detalhes ou cometer erros por descuido em atividades escolares; não conseguir acompanhar instruções longas e/ou não terminar tarefas escolares ou domésticas; apresentar grandes dificuldades em organizar tarefas; evitar ou relutar em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental por um longo período, perder coisas importantes para realização de tarefas; distrair-se com facilidade por estímulos alheios à tarefa e esquecer as tarefas ou atividades diárias. Como a atenção é desviada de um estímulo a outro, estas crianças freqüentemente são descritas como se não estivessem ouvindo ou como se estivessem sempre “no mundo da lua”.
Tipicamente, já nos primeiros anos de vida notam-se alterações no processo de desenvolvimento neurológico e emocional destas crianças. Os pais freqüentemente os descrevem como bebês que choravam muito, movendo-se durante o sono, acordando várias vezes a noite. Tão logo começam a caminhar, alguns pais já podem perceber que a criança é mais agitada que outras de sua idade.
Embora os sintomas tipicamente estejam presentes antes dos 7 anos de idade, quando a criança ingressa na escola os sintomas tendem a ficar mais evidentes, já que existe a possibilidade de se comparar várias crianças da mesma faixa etária, além do fato de se exigir mais atenção e necessidade de se ficar parado em um mesmo local por mais tempo.
Além disso, para que o diagnóstico seja estabelecido, deve haver clara evidência de comprometimento no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional. Este transtorno tem um grande impacto na vida da criança ou adolescente e das pessoas com as quais convive, podendo levar a dificuldades emocionais e de relacionamento social e familiar, assim como a um baixo rendimento escolar.
Também é importante lembrar que para se pensar no diagnóstico de TDAH é necessária a presença dos sintomas em pelo menos dois ambientes diferentes (por exemplo: em casa e na escola). Assim, evita-se que uma criança que apresente sintomas apenas na escola, por inadequação de métodos de ensino, ou apenas em casa, devido a dificuldades no relacionamento familiar, seja erroneamente diagnosticada como portadora de TDAH.

A capacidade para ficar quieto e concentrar-se em uma atividade exclui o diagnóstico?

Não necessariamente. Em atividades em que a motivação é muito grande e os estímulos são mais individualizados, estas crianças podem parar quietas e concentrar-se (videogame, internet). Entretanto, em ambientes com muitos estímulos, como uma sala de aula, ou em atividades pouco interessantes, como um tema, a capacidade de focar a atenção e controlar a motricidade pode reduzir-se de forma importante em crianças com TDAH.

 

O TDAH é comum?

Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele acomete cerca de 3 a 6% das crianças em idade escolar e persiste na vida adulta em mais da metade dos casos. Isto significa que, em uma sala de aula de 30 alunos, provavelmente haverá pelo menos uma criança com TDAH, o que quer dizer que todos nós conhecemos alguém com o transtorno, quer o identifiquemos ou não.

Quem tem TDAH apresenta uma chance maior de ter outros problemas de saúde mental?

Sim. Muitas vezes o quadro é acompanhado de outros problemas de saúde mental, como problemas de comportamento, ansiedade e depressão. Infelizmente, as comorbidades (a ocorrência em conjunto de dois ou mais problemas de saúde) ocorrem numa freqüência alta no TDAH. Por exemplo, cerca de 50% das crianças e adolescentes também apresentam problemas de comportamento, como agressividade, mentiras, roubo, comportamento de oposição ou desafio às regras e aos pedidos dos adultos. Os adolescentes com TDAH com associação com problemas de comportamento parecem ter risco maior de abuso ou dependência de maconha, cocaína e outras substâncias.

Tratamento: Como ajudar?

Quanto mais precoces as intervenções, maior a chance de minimizarmos o impacto negativo que o TDAH traz a vida da criança e de quem convive com ela. Quando não tratado, este transtorno pode associar-se a experiências negativas de ordem social, pessoal, familiar e escolar, permanecendo na adolescência e idade adulta.
É muito importante frisar que a abordagem do transtorno exige intervenções múltiplas. Ou seja, na maioria das vezes, é necessária a combinação de várias das seguintes intervenções: esclarecimento familiar sobre o transtorno; intervenção psicoterápica com a criança ou adolescente; intervenção psicopedagógica ou de reforço de conteúdos, uso de medicação, orientação do manejo com a família; orientação de manejo para professores. Tudo isso nos permite poder controlar com sucesso o TDAH.
Muitas vezes pais e professores apresentam muitas dúvidas sobre a necessidade e riscos do uso de medicação. Vale a pena ressaltar que a indicação ou não, bem como o tipo de medicação a ser usada é da responsabilidade do profissional que está atendendo a criança.
Quanto a eficácia da medicação, vários estudos cuidadosos demonstram claramente que mais de 70% das crianças e adolescentes com o transtorno apresentam melhora significativa dos sintomas, na escola e em casa, com o uso correto de remédios.

Todas as crianças com o Transtorno necessitam de medicação?

Aquelas com quadros leves e boa capacidade cognitiva podem precisar apenas de intervenções psicoterápicas e estratégias de manejo cognitivo-comportamental em casa e escola. Entretanto, a grande maioria das crianças apresenta prejuízos significativos em sua vida, sendo candidatas claras ao uso de medicação.

Quando considerar a busca de ajuda profissional?

O diagnóstico só deve ser realizado por profissionais de saúde mental. Isso ocorre por diversas razões. Entre elas, o fato da agitação e a desatenção poderem ser a via final de diversos problemas. Bem como pelo fato de ser necessária uma avaliação global da criança tendo em vista a alta freqüência de ocorrência de outros problemas de saúde mental em conjunto de TDAH. Também é de extrema relevância o conhecimento profundo de desenvolvimento normal de crianças e adolescentes, para diferenciar o normal do patológico. Por exemplo, crianças menores de 7 anos são geralmente bastante ativas. É muito difícil a diferenciação entre hiperatividade como sintoma e atividade intensa como parte do desenvolvimento normal.

 

O TDAH melhora com a idade?

Recentemente, as áreas científicas e de saúde reconheceram o TDAH como uma condição crônica, que muitas vezes persiste na idade adulta. De acordo com a etapa da vida há uma mudança na forma como os sintomas se manifestam: a hiperatividade e impulsividade diminuem, mas as dificuldades de atenção persistem ao longo do tempo.
Assim, o TDAH não se trata apenas de um estado temporário que será superado, de uma fase probatória, porém normal, da infância. Não é causado por falta de disciplina ou controle parental, assim como não é o sinal de algum tipo de “maldade” da criança. Ele é um transtorno real. O insucesso dos adultos em reconhecer o TDAH na vida de uma criança pode deixá-la com um constante senso de fracasso em todas as áreas da vida.

Fonte: site da Associação Catarinense de Psiquiatria. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Síndrome de Ovários Policísticos

  1. A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP ou PCOS, sigla em inglês) é uma doença endocrinológica caracterizada pelo aumento da produção de hormônios masculinos.
  2. Para ser diagnosticada é preciso que a paciente apresente dois ou três sintomas combinados, e que seja excluída outra patologia. Além disso, o médico deve avaliar sua história clínica e realizar o exame físico. Os sintomas da SOP são: aumento do volume ovariano, ausência ou irregularidade da menstruação, ausência de ovulação, aumento de peso, aparecimento de acne, hirsutismo (crescimento de pelos no rosto e outros locais em que a mulher normalmente não tem pelos), queda de cabelo, resistência insulínica (RI) e problemas com a fertilidade;
  3. Segundo o Dr. Alexandre Hohl, 1 em cada 15 mulheres em idade reprodutiva tem SOP e a RI atinge de 50 a 70% das mulheres com a Síndrome. E, esta resistência independe do peso corporal da mulher. A literatura mostra a prevalência em torno de 5% a 10% da população feminina em idade fértil;
  4. Apesar da SOP ser causa da irregularidade menstrual em 85% das jovens, é um distúrbio que pode se manifestar de diversas formas. Além disso, a SOP está associada com o maior risco para o desenvolvimento de outras doenças como câncer de endométrio (tumor localizado na parede interna do útero), ataque cardíaco e diabetes;
  5. O tratamento da SOP deve estar acoplado ao incentivo a uma dieta alimentar e a prática de atividade física, pois, segundo o Dr. Alexandre, “Para se tratar SOP e RI, é fundamental a mudança no estilo de vida. Isso melhora a resistência insulínica, a fertilidade, regula a ovulação e aumenta a sensibilidade à insulina”;
  6. Dentre as opções medicamentosas, os anticoncepcionais orais têm sido muito utilizados e são seguros e eficazes em pacientes sem maiores comorbidades metabólicas. Por ser uma síndrome, com vários sintomas, o tratamento deve englobar diversos medicamentos como hipoglicemiantes orais (nos casos de resistência à insulina); estimulantes da menstruação, medicamento para reverter o quadro de infertilidade, cosméticos conta a acne e terapias para o controle do estresse e da ansiedade;
  7. Mulheres com SOP apresentam, em geral, valores mais elevados de percentual de gordura, adiposidade central (barriga), testosterona, glicose pós-prandial, insulina basal e pós-prandial, triglicerídeos, colesterol total e LDL colesterol. Além disso, apresentam fatores de risco cardiovasculares mais precocemente do que comparadas as mulheres sem SOP, com mesmo IMC;
  8. De acordo com a Diretriz Brasileira sobre a SOP, dieta e exercícios físicos representam o tratamento de primeira linha, melhorando a resistência à insulina e retorno dos ciclos ovulatórios, mesmo na ausência de perda de peso. Com o tratamento medicamentoso adequado, cerca de 50% a 80% das pacientes apresentam ovulação e 40% a 50% engravidam. A fertilização in vitro (FIV) também é indicada nos casos em que a estimulação ovariana foi exagerada, com o objetivo de evitar o cancelamento do ciclo;
  9. A perda de peso resultante das mudanças no estilo de vida “favorecerá a queda dos androgênios circulantes, melhorando o perfil lipídico e diminuindo a resistência periférica à insulina; dessa forma, contribuirá para o decréscimo no risco de aterosclerose, diabetes e regularização da função ovulatória. A prescrição de contraceptivos hormonais orais de baixa dose, por sua vez, propiciarão o controle da irregularidade menstrual e redução do risco de câncer endometrial” (Projeto Diretrizes AMB);
  10. Apesar de ser comum, a Síndrome dos Ovários Policísticos manifesta-se de diferentes formas nas mulheres e por este motivo seu tratamento deve ser individualizado. Até o momento não foi descoberta a cura para a SOP, entretanto com o controle dos sintomas é possível prevenir os problemas associados. Em casos de suspeita de SOP, procure o seu endocrinologista.

Texto: Flavia Garcia
Fonte: Trabalhos aprovados para o 6º End
oFeminina, realizado nos dias 24 e 25 de abril de 2009; Site da Gineco; Artigos Científicos no Scielo; Projeto Diretrizes. Associação Médica Brasileira (AMB).

Síndrome do Intestino Irritável

O QUE É
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um termo aplicado a uma associação de sintomas, que consistem mais freqüentemente de dor abdominal, estufamento, constipação ("intestino preso") e diarréia. Muitos pacientes com SII alternam diarréia com constipação. Pode haver muco presente junto às fezes.
Não se trata de um defeito anatômico ou estrutural. Não é uma desordem física ou química identificável. Não é um câncer e tampouco irá causá-lo. Não causa outras doenças gastrointestinais. Em palavras médicas, não há doença orgânica detectável.
A SII é uma desordem funcional do intestino. Não há sinal de doença que possa ser visto ou medido, mas o intestino não está funcionando normalmente. É um problema comum, afetando cerca de uma a cada cinco pessoas nos Estados Unidos, mais comum em mulheres, e mais freqüente em momentos de stress emocional. Geralmente tem início na fase de adolescência ou de adulto jovem, raramente aparecendo pela primeira vez após os 50 anos de idade.
O que parece ocorrer é uma associação entre um distúrbio da motilidade intestinal (as contrações musculares rítmicas dos intestinos que levam a comida digerida adiante) e uma percepção anormal de estímulos no intestino, que em pessoas sem o problema não acarretariam qualquer desconforto (por exemplo, pessoas com SII sentem desconforto decorrente da presença de volumes normais de gás dentro dos intestinos, coisa que indivíduos normais não sentem).
SINTOMAS
Quais os sintomas da SII?

Dor e desconforto abdominal associado com alterações nas fezes são os principais sintomas, os quais variam entre as pessoas. Pessoas apresentam constipação, outros diarréia ou ainda alternância entre diarréia e constipação. Alguns referem sensação de estufamento e distenção abdominal, decorrente da fermentação de gases no cólon.
A SII afeta os movimentos do cólon, o transporte de gases e fezes e a quantidade de líquido absorvido. Nos pacientes afetados, os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarréia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água, deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.
Sangramento, febre, perda de peso e dor abdominal persistente e contínua não são sintomas da Síndrome e indicam outros problemas que precisam ser investigados.
Como a alimentação interfere nos sintomas da SII?
Para muitas pessoas com SII a atenção na escolha dos alimentos é fundamental. É importante anotar e avaliar diariamente quais são os alimentos que causam mais sintomas. Além das orientações sugeridas pelos médicos, uma orientação alimentar específica e personalizada ajuda muito no controle dos sintomas.
CAUSA
O que causa a SII?

O que leva uma pessoa a ter SII e outra não? Ainda ninguém sabe. Os sintomas não são causados por uma alteração orgânica específica (doença). Os estudos têm demonstrado que na verdade, o intestino destas pessoas parece ter uma sensibilidade aumentada (são mais sensíveis) a diferentes estímulos como determinados alimentos e a ansiedade (estresse).
Abaixo estão listadas as principais teorias da SII: Os movimentos de propulsão do intestino (peristalse) parecem não funcionar adequadamente. Há contrações uniformes da musculatura (espasmos) ou mesmo a parada dos movimentos.
A camada superficial do intestino grosso é responsável pela troca de fluidos entre as fezes e o organismo. Em pacientes com SII,os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarréia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água , deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.
Como o coração e os pulmões, o cólon é parcialmente controlado pelo sistema nervoso autônomo (não controlado pela nossa vontade), que comprovadamente sofre interferência do nosso estado emocional , como ansiedade e stress. Com isto pode trabalhar mais rápido, mais lentamente ou contrair de forma desordenada (espasmo).
Os seguintes fatos parecem estar ligados com piora dos sintomas:
Refeições volumosas
Grande quantidade de gases no intestino grosso
Medicamentos
Trigo, centeio, cevada, aveia, cereais, chocolate, leite e derivados, álcool
Bebidas que contém cafeína: café, chá e colas, estresse, ansiedade,
Pesquisas revelam que mulheres com a SII apresentam exarcebação dos sintomas no período menstrual, sugerindo relação com os hormônios femininos.
Como o estresse afeta a SII?
Estresse - sensação de cansaço físico e mental, preocupações, nervosismo - estimulam contrações (espasmos) no cólon de pessoas com a Síndrome do Intestino Irritável. O cólon possui uma vasta rede de nervos que se conectam com o cérebro. Esta via nervosa coordena o ritmo normal das contrações dos músculos do intestino grosso. Em situações de estresse, ansiedade, esta mesma via pode causar desconforto abdominal. Pessoas freqüentemente experimentam cólicas, desconforto abdominal ou até mesmo diarréia quando estão nervosas ou agitadas. Mas em portadores da SII, o cólon manifesta-se de maneira muito mais intensa a essas situações. Além disto, o estresse tende a deixar as pessoas mais sensíveis a determinados estímulos.
DIAGNÓSTICO
Como é feito o diagnóstico da SII?

O diagnóstico é feito tendo como base a história clínica e exame físico. Não há nenhum teste específico para confirmação da síndrome, na verdade, utilizam-se exames e testes laboratoriais para excluir outras doenças que possam ter sintomas semelhantes. Estes testes incluem exames de sangue e fezes, (endoscopia digestiva alta, colonoscopia (endoscopia digestiva baixa) e raio X especiais.
TRATAMENTO
Como é feito o tratamento da SII?

O tratamento da SII irá depender da aceitação dele. Na verdade o primeiro e grande objetivo é a conscientização do quadro, como ele ocorre,o que faz melhorar e piorar os sintomas e a tranqüilidade de que não evoluirá para doença grave. A partir deste ponto, da aceitação do quadro, o tratamento em si fica muito mais fácil.
Medicamentos são importantes para o alívio dos sintomas. Suplementos de fibras, às vezes laxantes, remédios para diarréia, calmantes, antiespasmódicos (para combater os espasmos do intestino) servem par melhorar muitos dos sintomas abdominais. Muitas vezes antidepressivos apresentam grande efeito calmante e analgésico, com boa resposta ao tratamento.

 

Fonte: site sociedade brasileira de gastroenterologia, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Síndrome do Pânico

Súbito, do nada, brota o terror. Foge ao controle. Completamente. Falta o ar. O corpo... vamos, mexa-se. Não se mexe, só treme. O coração dispara. Sufoco. Lá vem a morte, lá vem a morte a mente não pára de repetir. Daí, aos poucos, a cabeça se cansa de girar, o nó no peito se afrouxa, o suor escorre como se fosse levar embora o pesadelo. E tudo parece passar. Mas passa mesmo? Para quem vivenciou uma única crise dessas, a resposta pode ser não. Fica tatuado na alma o medo de que esse sintomas voltes, como da primeira vez, a acontecer.

Em 1895, esse quadro foi descrito por Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da psicanálise, como neurose de angústia, caracterizada pela ocorrência de quatro ou mais dos sintomas descritos no parágrafo anterior. Náusea, diarréia, formigamento e calafrios também entrariam na lista do doutor Freud. Para surgir, a crise não depende de um fator externo, diz a psiquiatra Albina Torres, da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, em Botucatu, no interior de São Paulo. Dura em média 20 minutos, com o pico de desconforto lá pelo décimo minuto. Depois, vem a ressaca: dor de cabeça, aumento transitório da pressão arterial, taquicardia e o sentimento de devastação psíquica.

De acordo com o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ataques isolados são mais comuns do que a doença propriamente dita. Só que de 2 a 3% da população em geral desenvolve a síndrome, que é a forma crônica do pânico. Depois da primeira experiência, o paciente passa a temer um novo ataque de terror. Por isso, evita dirigir ou sair sozinho, exemplifica Albina Torres. Sem contar que vive visitando o hospital para checar seja lá o que for, com medo de ter alguma coisa.

A síndrome do pânico é classificada, do ponto de vista psiquiátrico, como um transtorno de ansiedade. Quem sofre de algum outro mal desse grupo, como depressão, fobias ou transtorno obsessivo-compulsivo (que as pessoas conhecem pela sigla TOC), é mais suscetível. Um problema pode ser estopim de outro. Exemplo: alguém com obsessão por limpeza pode ter uma crise ao entrar em um banheiro público sujo.

O pânico pode ser herdado. Quem tem parentes de primeiro grau com a síndrome corre um risco de quatro a sete vezes maior de manifestá-la, afirma Franklin Ribeiro. As mulheres apresentam de duas a três vezes maior probabilidade de sofrer um ataque. Certas doenças também favorecem o medo. É o caso da asma, que parece afetar os tais receptores de carbono do cérebro, envolvidos com alguns dos sintomas da crise. Sem contar a sensação de descontrole sobre o dia-adia que a doença pode gerar, conta Albina Torres.

Algumas substâncias químicas também têm seu papel nesse pavor todo. Maconha, cocaína, remédios para emagrecer e outros medicamentos usados sem critério podem precipitar as crises em quem é vulnerável. Aliás, 15% dos primeiros ataques são relacionados a drogas, confirma Antonio Egidio. Para agravar, 18% dos pacientes buscam doses de alívio e relaxamento no álcool.

A situação pode ser pior entre os que nem estão sendo tratados. Ou porque evitam enfrentar o problema por constrangimento, preconceito e medo de falar do medo ou porque batem em portas erradas. Ora, os sintomas da síndrome se confundem com hipertireoidismo, insuficiência cardíaca, hipertensão, labirintite, hipoglicemia e até epilepsia. Por isso, o diagnóstico correto às vezes leva um bom tempo

Após um primeiro ataque, a vítima deveria passar por um clínico-geral e por um check-up, afastando suspeitas de doenças físicas. E então ser encaminhada ao psiquiatra, que conduzirá a terapia ao lado de um psicólogo. O especialista precisa de um tempo para avaliar se é um caso de transtorno crônico ou de ataque isolado. Segundo Luiz de Mello, a síndrome se caracteriza pela ocorrência de três crises mensais, ou apenas uma, mas associada ao medo de sair de casa e outras limitações importantes.

O tratamento deve combinar remédios e psicoterapia. Não há garantia de que um novo ataque não dará as caras durante esse processo. Mas muito pior será desistir. Na hora do pânico, a pessoa deve pensar que tudo irá passar em poucos minutos, fixando nessa idéia como um touro no pano vermelho, mantendo a noção de que não irá morrer, por piores que sejam os sinais físicos. Será difícil. Mas só ela será capaz de apresentaraos seus próprios olhos o mundo real, não tão assustador assim.

Fonte: http://saude.abril.com.brtexto modificado para o site da Farmácia Dermus, em 10 de dezembro de 2010.

Sinusite: Variações Climáticas são Favoráveis à Obstrução das Fossas Nasais.

Mudanças bruscas de temperatura, excesso de poeira ou muita umidade. As variações climáticas são extremamente favoráveis à sinusite — ou, como preferem os especialistas, rinossinusite. Quem sofre com o problema conhece os sintomas tradicionais: dor de cabeça, sensação de peso na face, obstrução ou corrimento nasal. Aqueles que nunca passaram por eles não imaginam o quanto essas manifestações abalam o dia a dia.
Muito confundida com outras "ites" que afetam as vias aéreas superiores, a doença pode até provocar a perda da visão, quando não tratada.
A sinusite não escolhe idade. Comum em adultos e crianças, a patologia pode se apresentar de forma aguda depois de um resfriado ou de uma crise de rinite. Esses problemas alteram a função de defesa do nariz, permitindo que os germes que penetram nos seios da face se acumulem.
Diferentemente da rinite, a secreção produzida pela patologia é mais espessa e escura. A sensação é de peso na cabeça, especialmente na região da face, e, às vezes, febre.
De acordo com o otorrinolaringologista Luciano Freitas, o médico deve fazer uma rinoscopia — avaliação do interior do nariz e da garganta — para confirmar a sinusite e a dimensão do quadro.
Quando a avaliação clínica não é suficiente para o diagnóstico, os médicos lançam mão da tomografia facial ou da endoscopia nasal. Os exames indicam o tratamento e podem ainda descartar ou apontar outras doenças.
— É comum o paciente chegar ao consultório dizendo ter sinusite quando tem apenas rinite ou vice-versa. As pessoas se automedicam e isso posterga um tratamento adequado. A avaliação médica é essencial — alerta o especialista.
A rinite, uma inflamação leve da mucosa nasal, não provoca infecção. No entanto, se não cuidada, pode desencadear a sinusite.

:: Entenda a doença

Sintomas
Sensação de "peso na face", corrimento nasal, dores de cabeça, espirros, obstrução nasal, com presença de catarro, e febre
Como se adquire

Após infecção viral, inflamação de origem alérgica ou por poluentes, a mucosa da região nasal aumenta de volume e obstrui a comunicação das cavidades com as fossas nasais. A obstrução acarreta o início da colonização por germes e fungos. A sinusite quase sempre se manifesta depois de um resfriado.
Tratamento

Deve-se primeiro aliviar os sintomas de dor, febre e obstrução nasal. A aplicação de descongestionantes locais ou sistêmicos ajuda a melhorar as drenagens, mas o uso de vasoconstritores deve ser feito com cuidado, por tempo limitado.
— Além do descongestionante, são prescritos antibióticos orais e anti-inflamatórios que auxiliam no combate à dor.
— Às vezes, devido às condições anatômicas do nariz ou por tratar-se de germe mais resistente, é preciso uma intervenção cirúrgica.

Fonte: Manual Merck de Informação Médica e Academia Brasileira de Rinologia

Sarampo

Por causa da vacinação, a doença tem atingido cada vez menos crianças e adultos no país. Veja por que é importante manter o calendário de vacinas do seu filho em dia.

O sarampo era a maior dor de cabeça dos pediatras e uma das grandes causas de mortalidade infantil até o início dos anos 60. "Isso porque a doença provoca uma alteração muito impactante no sistema imunológico", afirma o pediatra Eitan Berezin. Ela pode atingir as pessoas em qualquer idade, mas tem mais gravidade se ocorrer em menores de 18 meses e em adultos. Mas hoje, felizmente, a doença está praticamente erradicada no Brasil.

Justamente por conta da erradicação da doença, o Ministério da Saúde enviou um relatório à OMS (Organização Mundial da Saúde) para pedir um certificado que comprove o fim do sarampo no Brasil. Com isso, o país passa a ser o primeiro das Américas a adquirir o documento. Entre 1998 e 2009 o número de casos caiu 99% no continente: foi de 136 doentes para 11.

A doença se caracteriza pelo aparecimento de febre alta durante três a quatro dias e tosse forte, geralmente com catarro. Em seguida, aparecem erupções cutâneas e conjuntivite. É contagiosa até o quarto dia de erupção cutânea e a criança fica bem "caidinha" por uma ou duas semanas. A principal responsável pela eliminação do sarampo no país é a vacinação. Desde a década de 90, a vacina contra o sarampo faz parte do calendário de imunização do ministério da saúde e encontra-se disponível de graça na rede pública. Ela é eficaz em cerca de 97% dos casos e deve ser aplicada em duas doses: a primeira aos 12 meses de idade e a segunda, de reforço, entre 4 e 6 anos. Por isso, a melhor maneira de proteger é manter a vacinação em dia.

Fonte: Revista Crescer, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Rosácea

Rosácea ("acne rosácea")

O que é?

A rosácea é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente os adultos após os 30 anos de idade, sendo mais frequente nas mulheres, com causa ainda desconhecida. O parasita Demodex folliculorum, presente nos folículos pilo-sebáceos, parece estar envolvido com a doença apenas de forma oportunista. Predisposição pessoal e alterações gastrointestinais também podem ter participação na causa da doença.

Certos alimentos podem piorar o quadro em alguns pacientes (café, bebidas alcoólicas, picles, pimenta e molhos quentes). Além disso, frio e calor intenso, assim como a exposição solar, podem estar implicados na piora das lesões. A pele danificada pelo sol ao longo dos anos também pode predispor ao surgimento da doença.

Manifestações clínicas

A doença atinge principalmente a região central da face. O quadro inicia-se por vermelhidão, a princípio transitória, mas que depois torna-se persistente. Com a progressão da doença, surgem também pequenos vasos sanguíneos dilatados (telangiectasias), lesões avermelhadas e elevadas (pápulas) e pústulas (pontos amarelos), que parecem espinhas, daí a denominação acne rosácea, pela semelhança com a acne. Casos mais graves podem atingir áreas extensas da face, com inflamação e edema da pele, formando placas avermelhadas e nódulos. Em alguns pacientes podem ocorrer alterações oculares inflamatórias, como conjuntivite ou inflamação da córnea, pálpebra e íris.

Nos homens, o quadro pode ser mais grave e a evolução da doença pode levar ao surgimento do rinofima, quando ocorre o aumento do volume do nariz, cuja pele se apresenta infiltrada, com os poros dilatados e com elevações na superfície.

Tratamento

A rosácea é uma doença de curso crônico e não existe um tratamento que a elimine definitivamente, mas ela pode ser mantida sob controle. Deve-se evitar os fatores que provocam a sua exacerbação, como: frio intenso, sol e os alimentos citados no início do texto, caso se perceba que pioram o quadro.

A medicação inclui o uso de antibióticos por via oral até se obter a melhora, quando a dose deve ser diminuída gradativamente. A manutenção pode ser feita com antibióticos específicos, de uso local. Eventualmente, se houver piora das lesões, deve ser restituída a medicação por via oral. A indicação do tratamento adequado e a sua duração vai depender da intensidade de cada caso, devendo ser definida pelo médico dermatologista.

 

Fonte: site www.dermatologia.net, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Ronco e Síndrome da Apnéia Obstrutiva

Todos nós sabemos que uma boa noite de sono é fundamental para nossa saúde. Quem já não experimentou a sensação de acordar com mau-humor após uma noite mal-dormida, amaldiçoando o despertador e passando o dia todo bocejando e sem disposição para o trabalho e outras atividades? Ou que tal ser "convidado(a)" a dormir na sala porque a esposa (ou o marido) não tolera dormir com você por causa do seu ronco?
Mas não basta deitar e dormir a noite toda (sem fazer barulho...) para acordar bem no dia seguinte.

Hoje em dia, é consenso entre os médicos que a qualidade do sono (e não apenas o número de horas em que o indivíduo dorme) também é importante para um repouso adequado, repondo as energias gastas na rotina diária. Assim, passou-se a estudar mais a respeito do sono, e descobriu-se que muitos pacientes dormiam durante toda a noite, porém, já acordavam "cansados" e continuavam com sono ao longo do dia. Essas pessoas têm uma doença denominada síndrome da apnéia obstrutiva do sono (apnéia é a palavra de origem grega que significa "vontade de respirar").

O que é síndrome da apnéia do sono?
Nessa síndrome, a dificuldade para respirar durante o sono (por causa de obstrução do nariz ou da garganta) chega a fazer a pessoa parar de respirar por alguns segundos, reduzindo a oxigenação sangüínea. Dessa forma, o cérebro emite um "sinal de alerta", ocasionando despertares rápidos durante a noite, muitas vezes não percebidos pela própria pessoa. Somando-se todos esses despertares, contudo, o tempo de sono "eficiente" é muito pequeno, e isso explica porque o indivíduo já acorda cansado.
Essa não é a única conseqüência da síndrome. A baixa oxigenação sangüínea durante a noite pode afetar o aparelho cardiovascular, levando à hipertensão arterial, arritmias cardíacas, impotência sexual, ou o próprio funcionamento cerebral, prejudicando a concentração em determinadas atividades e a memória. Para se ter uma idéia da gravidade da síndrome, os pacientes com a síndrome sofrem acidentes de trânsito sete vezes mais do que a população geral.
A síndrome pode ocorrer em qualquer faixa etária, com pico de incidência entre os 40 e 50 anos. A obesidade é o principal fator de risco para a síndrome; cerca de 2/3 dos pacientes com SAOS são obesos. É possível que existam fatores genéticos associados.
Será que eu tenho apnéia do sono?
Aqui cabe um lembrete: TODOS nós temos alguns episódios de apnéia durante o sono, sem maiores conseqüências. A síndrome da apnéia obstrutiva do sono, como o próprio nome indica, refere-se ao quadro global de má qualidade do sono por conta da obstrução das vias aéreas superiores (nariz, boca e garganta) e seus efeitos. Também existem outros tipos de apnéia, causados por alterações do sistema nervoso central.
Deve-se ficar atento para a possibilidade de haver síndrome da apnéia obstrutiva principalmente se a pessoa:
· ronca;
· é obesa ou hipertensa;
· permanece com sonolência diurna apesar de dormir várias horas por noite;
· tem irritabilidade ou dificuldade para se concentrar em atividades habituais (dorme lendo o jornal ou assistindo à televisão);
· tem redução da libido ou impotência sexual;
· levanta várias vezes durante a noite para urinar (nesse caso, é importante avaliar se não se trata de um sintoma de hiperplasia de próstata, muito comum nos homens de meia-idade).
O diagnóstico é feito através dos sintomas relatados pelo paciente; muitas vezes o próprio paciente não percebe que desperta ou pára de respirar durante a noite; assim, é importante que o cônjuge ou um familiar do paciente acompanhe a consulta médica. Também há, uma série de exames para avaliação das vias aéreas superiores (nariz, boca e garganta) e do aparelho cardiovascular. Você pode até ter ouvido falar de algum parente ou amigo que fez a polissonografia, exame em que o paciente dorme uma noite no hospital com vários sensores que registram batimentos cardíacos, oxigenação sangüínea, etc.

Como é o tratamento?

O tratamento é individualizado, ou seja, depende da intensidade da apnéia e das características de cada paciente, variando de caso para caso.
Perder de peso, evitar ingestão de bebidas alcoólicas antes de ir dormir, ter um quarto silencioso e horários regulares para dormir e acordar muitas vezes são medidas suficientes para melhorar os quadros de apnéia leve. Na verdade, essas recomendações são válidas para qualquer pessoa, não é mesmo?
Quando são diagnosticadas outras causas para a apnéia, como problemas anatômicos das vias aéreas superiores, o médico pode indicar o uso de medicamentos, aparelhos especiais para manter a respiração durante o sono (os CPAP's, sigla inglesa para aparelho de pressão positiva contínua) ou mesmo algum tipo de cirurgia, de acordo com a necessidade do paciente.

Eu ronco, e daí?

Se você pensa que ronca sozinho, está muito enganado. Existem estatísticas indicando que na população de 30 a 35 anos de idade 20% dos homens e 5% das mulheres roncam. Na faixa dos 60 anos de idade mais da metade das pessoas roncam.
O ronco praticamente só acontece na espécie humana, já que a quase totalidade dos animais - exceto o homem - dorme em decúbito ventral ou lateral, impedindo a queda da mandíbula em direção à garganta. Uma vez que os primatas adotaram o decúbito dorsal (barriga para cima) para dormir, adquiriram a inédita capacidade de roncar.
O ruído característico do ronco durante o sono pode se originar em qualquer ponto da via aérea, desde o nariz até a epiglote, na entrada da laringe. São causas do ronco:
· Flacidez da musculatura do palato (céu da boca), língua e faringe, incapaz de manter a via aérea aberta durante a inspiração. É a principal causa do ronco iniciado na idade adulta.
· Obstrução respiratória pelo tamanho aumentado das amídalas, adenóide, cistos, tumores, língua, etc. , comprometendo a passagem do ar.
· Comprimento excessivo do palato mole e úvula (campainha), produzindo vibrações durante a respiração.
O ronco pode ocorrer de forma isolada ou estar associado à síndrome de apnéia obstrutiva do sono. A interrupção abrupta do ronco durante alguns segundos pode indicar a ocorrência de um episódio de apnéia, seguindo-se um novo ronco de maior intensidade, forçando a abertura da via aérea e reiniciando a respiração.
O tratamento do ronco segue as mesmas orientações do tratamento da apnéia obstrutiva do sono.

Fonte: site Dr.Gilberto Guanaes Simões Formigoni. Médico Assistente e Doutorando do Curso de Pós-Graduação da Divisão de Clínica Otorrinolaringológica do HCFMUSP. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Bibliografia
1. Sher AE, Schechtman KB, Piccirillo JF. The Efficacy of Surgical Modifications of the Upper Airway in Adults with Obstructive Sleep Apnea Syndrome. Sleep 1996; 19(2): 156-177.
2. Wiegand L, Zwilich CW. Obstructive Sleep Apnea. In Bone RC ed. Disease-a-Month. St. Louis, Mosby Year Book; 1994; 25(4): 199-252.
3. Strollo PJ, Rogers RM. Obstructive Sleep Apnea. N Engl J Med 1996; 334(4): 99-104.
4. Strohl KP, Roth T, Redline S. Cardiopulmonary and Neurological Consequences of Obstructive Sleep Apnea. In Fairbanks DNF, Fujita S eds. Snoring and Obstructive Sleep Apnea, 2nd edition. New York, Raven Press, 1994; 31-43.
5. Fujita S. Pharyngeal Surgery for Obstructive Sleep Apnea and Snoring. In Fairbanks DNF, Fujita S eds. Snoring and Obstructive Sleep Apnea, 2nd edition. New York, Raven Press, 1994; 77-96.
6. Sanders MH. Nonsurgical Treatment of Snoring and Obstructive Sleep Apnea. In Fairbanks DNF, Fujita S eds. Snoring and Obstructive Sleep Apnea, 2nd edition. New York, Raven Press, 1994; 57-76.

Rinite Alérgica

1- O que é Rinite Alérgica?

O nariz é um dos componentes das vias respiratórias, sendo o primeiro local por onde a ar passa até alcançar os pulmões. Dentre outras atribuições, é responsável pela limpeza, umidificação e aquecimento do ar inspirado.

Para exercer essa função corretamente, o nariz possui um complexo mecanismo de defesa, o qual, ao entrar em contato com alguma substância tóxica desencadeia uma resposta que impedirá essa substância de alcançar os pulmões. Através do surgimento de obstrução nasal, teremos o bloqueio da passagem do agente agressor e, dos espirros e coriza, a remoção dessa substância. Isso é normal e todas as pessoas ao entrarem em contato com algumas substâncias tóxicas apresentam estes sintomas.

Por isso, quando fica gripada, a pessoa apresenta obstrução nasal, espirros e coriza, pois seu organismo está tentando protegê-la, impedindo que os vírus alcancem seus pulmões através do ar. Alergia, na realidade, não significa falta de defesa do organismo. Ao contrário, indica uma defesa exagerada contra agentes que não são potencialmente agressivos ao ser humano. Ou seja, uma pessoa alérgica é hiperreativa a  determinadas substâncias que para uma pessoa normal não despertam nenhuma resposta.

O sistema imunológico das pessoas alérgicas, por características genéticas, interpreta que determinada substância é tóxica, e que ele precisa proteger o organismo contra sua entrada. É por isso que algumas pessoas convivem normalmente com fatores que causam a alergia, como a poeira de casa, sem ter sintomas, ao passo que outras pessoas, ao entrarem em contato com esta mesma poeira, podem ter rinite e asma.

O paciente alérgico não nasce hiperreativo (com alergia), mas sim com a capacidade de sensibilizar-se a determinado fator. Tornar-se sensível significa passar a ter uma resposta de defesa a uma substância que antes era tolerada. Isto significa que podemos conviver com determinada substância por muitos anos, e vir a desenvolver sintomas apenas tardiamente. Esta característica é herdada dos pais. Quando um homem e uma mulher alérgicos tem um filho, a probabilidade dessa criança ser alérgica é de cerca de 50%. No entanto, mesmo que nenhum dos pais apresente alergia, a criança ainda assim pode ter manifestações alérgicas, como rinite, conjuntivite, asma e alguns tipos de alergia de pele. A forma mais comum, porém, é a rinite. Cerca de 10 a 25% das pessoas sofrem de rinite alérgica.

2- Quais os sintomas da Rinite Alérgica?

Os sintomas que os pacientes portadores de rinite alérgica apresentam são obstrução nasal (entupimento), coriza, espirros (algumas vezes o paciente espirra mais 20 vezes seguidas) e coceira no nariz. Esta coceira pode ser na garganta ou nos olhos. Todos os doentes apresentam tais sintomas minutos após o contato com o alérgeno, e cerca de metade deles terão novamente sintomas cerca de 4 a 6 horas depois.

3- Quais as causas da Rinite Alérgica?

Muitas substâncias podem causar alergia como a poeira de casa, pólens e alguns alimentos. Aqui no Brasi,l a poeira domiciliar é o fator mais importante. Ela é constituída por descamação da pele humana e de animais, restos de pelos de cães e gatos, restos de barata e outros insetos, fungos, bactérias e organismos microscópicos que são chamados ácaros (família dos aracnídeos).

O principal fator da poeira que causa alergia é o ácaro. Existem vários tipos de ácaros, e o que mais freqüentemente esta relacionado à alergia é o Dermatophagoides ssp., que significa, aquele que se alimenta de pele. Esse é o seu nome, pois uma de suas fontes de alimentos é a descamação da pele. No colchão de nossas camas e nos móveis estofados que existem em nossas casas, encontramos muita descamação de pele e é exatamente por essa razão que, nesses locais, existe grande quantidade de ácaros, aracnídeos que vivem nas camadas profundas dos tecidos, abraçados as fibras.Ácaros não são capazes de viver sobre uma superfície lisa, por exemplo, em paredes.

Em São Paulo e outras regiões do Brasil onde não há  clara definição das quatro estações do ano, a forma de rinite alérgica que predomina é causada por ácaros, e as pessoas alérgicas, em geral, apresentam sintomas durante o ano inteiro. Já em outras regiões (como no sul do país), na primavera, quando ocorre a polinização das flores, é comum surgir um tipo de rinite alérgica chamada, nos países do hemisfério norte, de febre do feno. Apesar do nome, os pacientes não apresentam febre e tampouco o feno é responsável pelos sintomas. Na verdade, são os fungos que proliferam nos maços de feno as substâncias que desencadeiam os sintomas.

4- Como tratar Rinite Alérgica?

O tratamento dos pacientes portadores de rinite alérgica é composto por três pontos fundamentais: A- Higiene ambiental. B- Tratamento medicamentoso. C- Vacinas anti-alérgicas.

A- Higiene ambiental.

A forma mais simples de tratar alergia é evitar o contato com a substância que desencadeia os sintomas. Por exemplo, se o paciente apresenta obstrução nasal, coriza e espirros quando ingere determinado alimento, o mais fácil a fazer é deixar de comê-lo.

O problema é que não é fácil evitar o contato com o ácaro, a principal causa de rinite alérgica. No entanto, algumas medidas simples podem ser adotadas para diminuir a proliferação desses insetos. A casa e principalmente o quarto onde o doente dorme devem ser limpos com bastante frequência. Infelizmente, a vassoura e espanador de pó apenas espalham o pó pelo ambiente. Os aspiradores são capazes de reter alguma sujeira, porém normalmente sue filtro não é desenvolvido para limpar o ar por completo e, muitas vezes, o que ele faz é uma pulverização de poeira no ambiente. Aspiradores com filtros especiais e de alta eficiência existem, mas tem custo elevado.

O ideal é que não existam carpetes, cortinas, tapetes, bichos de pelúcia, almofadas, móveis e outros  e utensílios que possam acumular poeira nos ambientes em que os portadores de rinite vivem. Nesse caso, o uso de pano úmido na limpeza é uma forma bastante eficaz para remover a poeira.

Deve-se evitar o uso e contato com travesseiros e almofadas de penas.  A utilização de capas protegendo os colchões e travesseiros, assim como de substâncias para eliminar os ácaros do ambiente apresentam eficácia quando aplicados corretamente.

Outro ponto importante a considerar é a existência de boa ventilação na casa e no quarto. Em ambientes ensolarados, é mais difícil o bolor (fungo) se desenvolver.

Outra medida fundamental é evitar o contato com substâncias capazes de irritar o nariz. Cheiros de perfumes, produtos de limpeza, produtos para deixar os ambientes com cheiro agradável, fumaça de cigarro, tintas, inseticidas e poluição, são alguns exemplos de substâncias capazes de irritar o nariz, e desencadear sintomas. Outros fatores inespecíficos como as mudanças bruscas de temperatura, frio e umidade do ar são também prejudiciais aos doentes  com rinite alérgica.

B- Tratamento medicamentoso.

A critério médico, se estas medidas não forem suficientes para controlar os sintomas do paciente, poderá ser receitado medicamentos. Existem dois grandes grupos de drogas que podem ser usadas. Um tipo funciona preventivamente e outro apenas alivia os sintomas. Do ponto de vista farmacológico, dispomos de descongestionantes, anti-histamínicos, estabilizadores de membranas, e corticosteróides. Cada uma destas drogas atuam de forma diferente, e nenhuma é isenta de efeitos colaterais que algumas vezes podem ser graves. Por isto, o ideal, é não realizar auto medicação e procurar seu médico.

C- Vacinas anti-alérgicas

Quando o tratamento feito nestas condições (higiene ambiental e medicamentos) falha, pode-se associar o uso de vacinas anti-alérgicas. Este tratamento é longo, porém, quando feito corretamente, diminuí a sensibilidade do doente àquela substância ao qual ele era alérgico. Muitas vezes, chegamos ao ponto onde não há mais necessidade do uso de medicamentos.

Fonte: site Dráuzio varela texto escrito por Dr. João Ferreira de Melo Júnior, médico otorrinolaringologista, especialista em alergias. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Retinopatia Diabética

Retinopatia diabética é uma complicação que ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dentro da retina. Caso o paciente não busque tratamento, a visão pode ficar seriamente comprometida.
1) A retinopatia diabética pode surgir sem que o paciente note diferença em sua visão. Com o passar do tempo, porém, a visão passa a piorar, podendo até mesmo chegar à cegueira, caso não seja tratada.

2) Ela tem quatro fases:
Fase Inicial (Não Proliferativa) – Ocorrem os microaneurismas, que são pequenas áreas de dilatação dos pequenos vasos sanguíneos da retina.

Fase Moderada (Não Proliferativa) - Nesta fase, alguns vasos sanguíneos são bloqueados.

Fase Severa (Não Proliferativa) - Mais vasos sanguíneos são bloqueados e várias regiões da retina param de receber sangue. Com isso, elas não recebem o oxigênio suficientes e enviam sinais ao organismo para formar novos vasos para sua nutrição (neovascularização).

Retinopatia Proliferativa – É considerada a fase mais avançada da doença. A retina envia sinais, solicitando melhor circulação de sangue. Isso provoca o crescimento de vasos sanguíneos defeituosos e frágeis.

3) A presença dos vasos sanguíneos com defeito não causa sintomas ou perda de visão. Por terem paredes frágeis, podem se romper e espalhar sangue pela cavidade vítrea. Isso sim resulta em perda de visão.
4) Para evitar os problemas de visão, além de manter um bom controle dos níveis glicêmicos, todo paciente com diabetes tipo 1 ou 2 deve fazer o exame do fundo de olho pelo menos uma vez por ano.
5) Na gravidez, os cuidados com a visão devem ser redobrados. Para proteger a vista, as mulheres grávidas com diabetes precisam fazer pelo menos um exame do fundo de olho a cada trimestre gestacional.
6) A retinopatia não costuma apresentar sintomas. No entanto, quando ocorre hemorragia vítrea, o paciente pode ver alguns pontos de sangue ou manchas flutuantes na visão. Ao primeiro sinal de visão borrada, ou qualquer outra alteração, procure um oftalmologista.
7) Durante as primeiras três fases da retinopatia diabética, não há necessidade de nenhum tratamento oftalmológico, exceto quando há edema macular. Mesmo assim, nuitas vezes, pode ser feita fotocoagulação parcial na fase 3.
8) A retinopatia proliferativa é tratada com panfotocoagulação a laser. Nesse tratamento, os vasos sanguíneos neoformados e as áreas sem oxigenação são fotocoagulados. Normalmente, são necessárias duas ou mais sessões de aplicação a laser. Caso haja hemorragia severa, pode precisar de um procedimento cirúrgico chamado vitrectomia, para remover o sangue do olho.
9) O National Eye Institute (NEI) é o órgão que gerencia e apóia pesquisas que tenham como objetivo encontrar novos métodos de diagnóstico, tratamento e prevenção da perda de visão em pacientes com diabetes. Há estudos sobre medicação que pode impedir a retina de enviar sinais para o organismo, evitando, assim, a neovascularização retiniana.
10) A melhor forma de prevenção da retinopatia diabética é manter os níveis de glicemia sob controle. Além disso, é preciso manter bons níveis de pressão arterial e das taxas de colesterol. Isso ajuda a proteger os olhos e a saúde como um todo.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Texto adaptado para o ssite da Farmácia Dermus.

Psoríase

O que é?

A psoríase é uma doença da pele bastante frequente. Atinge igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos, mas pode surgir em qualquer fase da vida.

Sua causa é desconhecida. Fenômenos emocionais são frequentemente relacionados com o seu surgimento ou sua agravação, provavelmente atuando como fatores desencadeantes de uma predisposição genética para a doença. Cerca de 30% das pessoas que têm psoríase apresentam história de familiares também acometidos.

Não é uma doença contagiosa e não há necessidade de evitar o contato físico com outras pessoas.

Manifestações clínicas

Pode apresentar-se de várias maneiras, desde formas mínimas, com pouquíssimas lesões, até a psoríase eritrodérmica, na qual toda a pele está comprometida. A forma mais frequente de apresentação é a psoríase em placas, caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas e descamativas na pele, bem limitadas e de evolução crônica

A psoríase em placas, em geral, se apresenta com poucas lesões mas, em alguns casos, estas podem ser numerosas e atingir grandes áreas do corpo.  Por serem lesões secas, as escamas da psoríase podem se tornar grossas e esbranquiçadas e as localizações mais frequentes são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco.

É comum ocorrerem fases de melhora e de piora. Quando as placas regridem, costumam deixar área de pele mais clara no local afetado. As lesões de psoríase são geralmente assintomáticas, mas pode haver prurido discreto (coceira).

Apresentações menos comuns são a psoríase ungueal, com lesões apenas nas unhas, a psoríase pustulosa, com formação de pústulas principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés e a artrite psoriásica que, mais comum nos dedos das mãos, caracteriza-se por inflamação articular que pode causar até a destruição da articulação.

Outra forma de apresentação é apsoríase gutata, com surgimento eruptivo de pequenas lesões circulares (em gotas), frequentemente associada com infecções de garganta.A psoríase palmo-plantar é uma manifestação na qual apenas as palmas das mãos e as plantas dos pés estão afetadas, provocando descamação e espessamento da pele, que se torna ressecada e áspera.

O diagnóstico da psoríase é geralmente clínico, mas pode ser confirmado através da realização de uma biópsia, que revelará um quadro bem característico da doença.

Tratamento

O tratamento da psoríase vai depender do quadro clínico apresentado, podendo variar desde a simples aplicação de medicações tópicas nos casos mais brandos até tratamentos mais complexos para os casos mais graves.

A resposta ao tratamento também varia muito de um paciente para outro e o componente emocional não deve ser menosprezado. Uma vida saudável, evitando-se o estresse vai colaborar para a melhora. A exposição solar moderada é de grande ajuda e manter a pele bem hidratada também auxilia o tratamento.

Não existe uma forma de se acabar definitivamente com a psoríase, mas é possível se conseguir a remissão total da doença, obtendo-se a cura clínica. Ainda não é possível, no entanto, afirmar que a doença não vai voltar após o desaparecimento dos sintomas.

Fonte: Dr. Roberto Barbosa Lima – Dermatologista, texto disponível no site www.dermatologia.net. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Prisão de Ventre

A prisão de ventre, ou obstipação, é cada vez mais comum entre as populações do mundo a ocidental. Elas envolvem uma defecação menos freqüente do que o habitual, com fezes duras e secas que tornam difícil a sua expulsão, além de provocar mal-estar generalizado pode ainda originar outros problemas como hemorróidas. Lembrando que pode ser sintoma de uma doença intestinal mais grave.

A última fase do processo digestivo se dá no cólon, a parte principal do intestino grosso, povoado por milhões de bactérias, leveduras e outros microorganismos. Um equilíbrio correto desses microorganismos evita a prisão de ventre e a diarréia.

A causa habitual da prisão de ventre é uma alimentação incorreta. Alimentos muito refinados e pobres em fibras e a ingestão insuficiente de líquidos tornam mais lento o processo digestivo. Entre outros possíveis fatores estão a falta de exercício, o estresse prolongado, a gravidez, e raramente problema mais grave como o câncer do cólon. Certos medicamentos como, antidepressivos, antibióticos e analgésicos, podem contribuir para a prisão de ventre.

Ressaltamos também que, paradoxalmente, o uso de laxantes podem levar à prisão de ventre. Dicas de Prevenção - Uma alimentação rica em fibras e pobre em produtos refinados, gordurosos e processados. - Beber o menos seis copos de água ao dia. - Comer alimentos ricos em magnésio (camarão, frutas secas, sementes, feijão, cereais integrais).

Pressão Arterial

É a pressão exercida pelo sangue sobre as artérias e pode ser medida por dois valores em milímetros de mercúrio (mm Hg): Máximo (pressão sistólica) - quando o coração se contrai para bombear o sangue para fora, em direção aos outros órgãos. Mínimo (pressão diastólica) - quando o sangue se acomoda nos vasos sanguíneos e o coração relaxa. Quanto maior for o esforço de seu coração para que o sangue passe através das artérias, maiores serão esses valores, o que faz aumentar a massa muscular do coração e isso não é bom.

O que é a hipertensão arterial? A pressão alta, ou hipertensão arterial, é diagnosticada quando a pressão que o sangue faz nos vasos sanguíneos está freqüentemente igual ou maior que 14 / 9 mm Hg, nas situações de repouso.

Como posso saber se tenho hipertensão? O diagnóstico mais simples é através da medida de sua pressão arterial com um aparelho próprio. Alguns fatores influenciam essa medida, por isso são necessários exames complementares para finalizar um diagnóstico. Quais são as causas da hipertensão? Em 90 a 95% dos casos não se sabe com exatidão qual é a causa da doença. Entretanto, são identificados muitos fatores que estão envolvidos com o seu aparecimento: Fatores que herdamos dos nossos pais; Obesidade Consumo de álcool Stress Sedentarismo Consumo de Sal Aumento da idade.

Quais são os sintomas da doença? De maneira geral, em aproximadamente 85% dos casos a Hipertensão Arterial não apresenta sintomas, é considerada uma “assassina silenciosa”. Porém, podem ocorrer dores de cabeça, sangramento nasal, tonturas e zumbidos no ouvido. O aparecimento de sintomas como inchaço, dores nas pernas, problemas urinários, dores no peito, palpitações, alterações visuais, perda de memória ou equilíbrio podem sinalizar perigo a vista, ou seja, que a pressão alta está comprometendo alguns órgãos vitais de seu organismo.

Quais são as complicações causadas pela hipertensão? São muitas e incluem várias potencialmente mortais. insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, aneurisma, insuficiência renal crônica e lesões na retina.

É possível prevenir essas complicações? É claro que sim!!! Apesar de não existir cura específica para maioria dos hipertensos, é possível diminuirmos as complicações causadas pela hipertensão.

Medidas Medicamentosas: Não tome medicamentos por conta própria .Tome regularmente os medicamentos prescritos pelo seu médico. Não interrompa o tratamento. Comunique seu médico e farmacêutico sobre qualquer reação não esperada do medicamento.

Medidas não Medicamentosas: Não Fume. Diminua o consumo de álcool. Aumente o consumo de alimentos ricos em fibra e potássio. Pratique exercícios físicos regularmente. Relaxe. Controle a obesidade, a diabetes e o colesterol.

Pancreatite - O que é?

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas. O pâncreas é uma glândula grande que se localiza atrás do estômago e junto ao duodeno. O duodeno é a parte alta do intestino delgado. O pâncreas secreta enzimas digestivas para o intestino delgado através de um canal chamado de ducto pancreático. Estas enzimas ajudam na digestão das gorduras, proteínas e carboidratos dos alimentos. O pâncreas também libera os hormônios insulina e glucagon na corrente sanguínea. Estes hormônios ajudam o corpo a utilizar a glicose que ele toma da comida para transformar em energia.
Normalmente as enzimas digestivas não se tornam ativas até que elas atingem o intestino delgado, onde começam a digerir os alimentos. Mas se estas enzimas tornarem-se ativas dentro do pâncreas, elas iniciam a "digestão" do pâncreas por si próprio (auto-digestão).
A pancreatite aguda ocorre subitamente e dura por um curto período de tempo e geralmente melhora. A pancreatite crônica não melhora por si só e conduz a uma destruição gradativa do pâncreas. Qualquer uma das formas pode causar complicações sérias. Nos casos graves, podem ocorrer hemorragia, lesão tecidual e infecção. Pseudocistos, que são acúmulos de líquido e restos de tecido, também podem se desenvolver. As enzimas e toxinas podem entrar na circulação sanguínea, lesar o coração, pulmões e rins, ou outros órgãos.

Pancreatite Aguda
Algumas pessoas têm mais que um ataque e se recuperam completamente após cada um deles, mas a pancreatite pode ser grave, com risco de vida e muitas complicações. Cerca de 80 000 casos ocorrem nos Estados Unidos a cada ano, cerca de 20% deles são graves. A pancreatite aguda ocorre, em nosso meio (Brasil), mais freqüentemente em mulheres que em homens.

Pancreatite Crônica
Se a agressão ao pâncreas continua, a pancreatite crônica pode se desenvolver. A escola européia (Dr. Sarles) e brasileira (Dr. Mott) defendem que a pancreatite crônica é uma doença diferente da pancreatite aguda. O alcoólatra, neste caso, já apresenta a pancreatite crônica desde a primeira manifestação da doença, não havendo necessidade de ataques repetidos de pancreatite aguda para a doença se desenvolver. Considera-se, neste caso, que o álcool não é responsável por pancreatite aguda mas por episódios de agudização de uma pancreatite crônica de base, desde o início. A pancreatite crônica ocorre quando as enzimas digestivas atacam e destroem o pâncreas e tecidos vizinhos, causando cicatrização e dor. A causa mais comum de pancreatite crônica é o uso abusivo do álcool por muitos anos, mas a forma crônica também pode ser causada por uma lesão do ducto pancreático, num único ataque de pancreatite aguda. Os ductos lesados fazem com que o pâncreas se inflame, o tecido seja destruído e o desenvolvimento de tecido cicatricial.

Pancreatite nas Crianças
A pancreatite crônica é rara nas crianças. O traumatismo do pâncreas e a pancreatite hereditária são duas causas conhecidas de pancreatite na infância. Crianças com fibrose cística, uma doença progressiva, incapacitante e incurável do pulmão, podem também ter pancreatite. Mas mais freqüentemente a causa é desconhecida.
Quais os sintomas da Pancreatite?
Pancreatite Aguda

A pancreatite aguda geralmente começa com dor no abdome superior que pode durar por poucos dias. A dor pode ser acentuada e pode tornar-se constante - só no abdome - ou pode se irradiar para as costas e outras áreas. Ela pode ser súbita e intensa ou começar como uma dor fraca que torna-se pior quando é ingerido o alimento. Algumas pessoas com pancreatite aguda freqüentemente sentem-se e aparentam muito doentes.
Outros sintomas:
Abdome distendido e sensível
Náuseas
Vômitos
Febre
Pulso rápido
Casos graves podem causar desidratação e queda da pressão sanguínea. O coração, pulmões ou rins podem falhar. Se ocorrer hemorragia no pâncreas, o choque e algumas vezes pode seguir-se até mesmo de morte.

Pancreatite Crônica
A maioria das pessoas com pancreatite crônica têm dor abdominal, algumas pessoas não têm nenhuma dor. A dor pode torna-se pior ao beber ou comer, espalhando-se para as costas ou tornado-se constante e incapacitante. Em certos casos, a dor abdominal desaparece com a progressão da doença, provavelmente porque o pâncreas não está mais produzindo enzimas digestivas. Outros sintomas presentes são as náuseas, vômitos, perda de peso e fezes gordurosas.
As pessoas com doença crônica freqüentemente perdem peso, mesmo que seu apetite e hábitos alimentares estejam normais. A perda de peso ocorre porque o corpo não secreta enzimas pancreáticas suficientes para fazer a digestão dos alimentos, de maneira que os nutrientes não são absorvidos normalmente. A digestão diminuída conduz à excreção de gorduras, proteína e açúcares para as fezes. Se as células produtoras de insulina do pâncreas foram lesadas, o diabete também pode se desenvolver nesta fase.
Quais são as causas da Pancreatite?
Pancreatite Aguda

A pancreatite aguda geralmente é causada por pedras na vesícula e é discutível se a ingestão excessiva de álcool pode causá-la. A escola americana acha que sim, enquanto a européia comandada pelo Prof. Sarles e em nosso meio pelo Prof. Mott, aceitam que o álcool somente causa pancreatite crônica. Mas estas não são as únicas causas. Outras causas possíveis de pancreatite devem ser cuidadosamente pesquisadas para que o tratamento adequado - se disponível - possa ser iniciado.
Pancreatite Crônica
Embora comum, o alcoolismo não é a única causa de pancreatite crônica. As principais causas de pancreatite crônica são:
Alcoolismo
Ducto pancreático estreitado ou bloqueado em virtude de traumatismo ou formação de pseudocisto
Hereditária
Causa desconhecida (idiopática)
A lesão pelo álcool pode não aparecer por muitos anos e então a pessoa, subitamente, ter um ataque de pancreatite. Em até 70% das pessoas nos Estados Unidos (90% no Brasil), a pancreatite crônica parece ser causada pelo alcoolismo. Esta forma é mais comum em homens que em mulheres e desenvolve-se entre as idades de 30 e 40 anos.
A pancreatite hereditária geralmente começa na infância mas pode ser diagnosticada após vários anos. Uma pessoa com pancreatite hereditária geralmente apresenta os sintomas típicos que aparecem e desaparecem com o tempo. Os episódios duram de dois dias a duas semanas.
Um fator determinante no diagnóstico de pancreatite hereditária é a presença de dois ou mais membros de uma família com pancreatite em mais de uma geração. O tratamento para ataques individuais é geralmente o mesmo que para pancreatite aguda. Qualquer dor ou problema nutricional é tratado exatamente igual à pancreatite crônica. A cirurgia pode, freqüentemente, aliviar a dor e ajuda a tratar as complicações.
Algumas pancreatites crônicas são idiopáticas, isto é, de causas desconhecidas.
Outras causas de pancreatite crônica são as condições congênitas, como o pâncreas divisum, fibrose cística, altos níveis de cálcio no sangue (hipercalcemia), altos níveis de gorduras no sangue (hiperlipidemia ou hipertrigliceridemia), algumas drogas e certas condições auto-imunes.

Cálculos da Vesícula e Pancreatite
Os cálculos (pedras) da vesícula podem causar pancreatite e eles geralmente requerem remoção cirúrgica. O ultra-som ou TCA podem detectar cálculos na vesícula e algumas vezes dar uma idéia da gravidade da pancreatite. Para quando poderá ser marcada a cirurgia da vesícula depende da gravidade da pancreatite. Se a pancreatite é leve, a cirurgia da vesícula pode ser realizada dentro de uma semana. Casos mais graves podem significar que a cirurgia seja retardada por um mês ou mais. Após a remoção dos cálculas da vesícula e a inflamação melhorar, o pâncreas geralmente retorna ao normal.

Quais são as complicações da Pancreatite?
Pancreatite Aguda

A pancreatite aguda pode causar problemas respiratórios. Muitas pessoas desenvolvem hipóxia, o que significa que as células e tecidos não estão recebendo oxigênio suficiente. Os médicos tratam a hipóxia dando oxigênio através de uma máscara. Apesar de receberem oxigênio, algumas pessoas ainda continuarão com insuficiência pulmonar e requerem um ventilador.
Algumas vezes uma pessoa não consegue parar de vomitar e necessita que seja colocada uma sonda no seu estômago para remover líquidos e ar. Em casos leves, o indivíduo pode ficar sem comer por 3 a 4 dias e receber líquidos (soro) e remédios para aliviar a dor através de uma linha endovenosa (na veia).
Se se desenvolver uma infecção, o médico pode receitar antibióticos. A cirurgia pode ser necessária para infecções extensas do pâncreas. A cirurgia também pode ser necessária para encontrar o local de uma hemorragia, para afastar doenças que lembram a pancreatite ou para remover tecido pancreático lesado gravemente.
A pancreatite aguda pode causar algumas vezes a falha dos rins. Se isto ocorre, a diálise será necessária para ajudar os rins a remover substâncias perniciosas do sangue.

Como é diagnosticada a Pancreatite?
Pancreatite Aguda

Além de fazer a história clínica da pessoa e realizar o exame físico, o médico solicitará um exame de sangue para diagnosticar pancreatite aguda. Durante os ataques agudos, o sangue contém pelo menos três vezes mais amilase e lípase que o normal.
A amilase e lípase são enzimas digestivas formadas no pâncreas. Podem ocorrer alterações também nos níveis sanguíneos da glicose, cálcio, magnésio, sódio, potássio e bicarbonato. Após o pâncreas se recuperar, estes níveis geralmente retornam ao normal. O médico pode também solicitar um ultra-som abdominal para procurar pedras na vesícula e uma tomografia computadorizada axial (TCA) para procurar por inflamação ou destruição do pâncreas. A TCA também é útil para localizar pseudocistos.
Pancreatite Crônica
O diagnóstico pode ser difícil, mas novas técnicas podem ajudar. Os testes de função pancreática ajudam ao médico avaliar se o pâncreas ainda está produzindo enzimas suficientes. Usando imagens de ultra-som, colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) e TAC o médico pode observar sinais indicativos de pancreatite crônica. Tais sinais podem ser a calcificação do pâncreas, nos quais o tecido endurece pelos depósitos de sais de cálcio insolúveis. Em estágios mais avançados da doença, quando ocorre o diabete e a mal absorção, o médico pode usar exames de sangue, urina e fezes para ajudar no diagnóstico de pancreatite crônica e para monitorar a sua progressão.

Como é tratada a Pancreatite?
Pancreatite Aguda

O tratamento depende da gravidade do ataque. Se não ocorrerem complicações do coração e dos rins, a pancreatite aguda geralmente melhora por si própria. O tratamento, em geral, é desenhado para dar suporte às funções vitais do corpo e prevenir as complicações. A internação hospitalar será necessária para repor os líquidos pela veia.
Se ocorrer pseudocisto do pâncreas e ser considerado muito grande para interferir com a cicatrização do pâncreas, seu médico poderá drena-lo ou remove-lo cirurgicamente.
Algumas vezes uma pessoa não pode parar de vomitar e necessita a passagem de uma sonda para remover líquidos e ar. Nos casos leves, a pessoa pode não comer por 3 a 4 dias e receber, ao invés, líquidos e remédios para aliviar a dor através do soro na veia.
A menos que o ducto pancreático ou o ducto biliar estejam bloqueados por pedras (cálculos), um ataque agudo geralmente dura somente uns poucos dias. Nos casos graves, a pessoa pode necessitar alimentação na veia por 3 a 6 semanas enquanto o pâncreas cicatriza vagarosamente. Este processo é chamado de nutrição parenteral total. Entretanto, para casos leves da doença, a nutrição parenteral total não oferece benefícios.
Antes de deixar o hospital, a pessoa será avisada para não beber álcool e não fazer grandes refeições. Após todos os sinais de pancreatite aguda melhorarem, o médico tentará encontrar o que a causou, com o objetivo de prevenir futuros ataques. Em algumas pessoas a causa do ataque é evidente, mas em outras, mas exames serão necessários.

Pancreatite Crônica
Aliviar a dor é o primeiro passo no tratamento da pancreatite crônica. O próximo passo é planejar uma dieta que seja alta em carboidratos e pobre em gorduras.
O médico pode prescrever enzimas pancreáticas que são ingeridas com as refeições se o pâncreas não secreta enzimas suficientes por si próprio. As enzimas devem ser tomadas com cada refeição para auxiliar a digestão dos alimentos e ganhar um pouco de peso. Algumas vezes pode ser necessário insulina ou outras drogas para controlar o açúcar no sangue.
Em alguns casos, é necessário a cirurgia para aliviar a dor. A cirurgia pode ser a drenagem de um ducto pancreático alargado ou a remoção de parte do pâncreas.
Para crises pequenas e moderadas, as pessoas com pancreatite precisam parar de beber álcool, aderir à dieta prescrita e tomar os medicamentos apropriados.

Fonte: Sociedade Brasileira de Gastroenterologia, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Osteoporose

Na osteoporose, o corpo perde massa óssea. Os ossos ficam frágeis e propensos a fraturas. Mas não dá para sentir que eles estão enfraquecendo. Por isso quem tem osteoporose pode nem desconfiar do problema até que uma fratura aconteça. O número de portadores, só nos Estados Unidos, ultrapassa 10 milhões. Todos nós, homens ou mulheres, devemos ficar alertas e, de acordo com indicação médica, fazer exames que detectem o problema no início.

Grupo de risco
A osteoporose ataca preferencialmente mulheres magras, de pele clara ou de origem asiática e que tenham parentes acometidos. A incidência se acentua após a menopausa, quando diminui a taxa de hormônios femininos. Sedentarismo, cigarro e bebidas alcoólicas aumentam a predisposição, assim como uma dieta pobre em cálcio ou carência de vitamina D.

Como se prevenir
- Certifique-se de que você está adquirindo a quantidade necessária de cálcio e vitamina D apropriada para sua idade.
- Faça exercícios físicos regularmente.
- Não fume.
- Evite o excesso de bebidas alcoólicas.
- Preocupe-se com a osteoporose. Converse com seu médico sobre isso e faça exame de densitometria óssea quando for indicado para você.

O sol
Sabemos que ele estimula nossa pele a produzir vitamina D, e que a vitamina D ajuda nosso organismo a absorver cálcio. Mas tomar sol não é a única maneira de se obter essa vitamina. Ela pode ser obtida através de alimentos ou sob a forma de comprimidos. Depois de muita discussão, levando em conta que não há uma dose mínima de sol que possa ser considerada não cancerígena, a Academia Americana de Dermatologia formalizou sua opinião, que é: não procure o sol para obter vitamina D; se você não ingere alimentos que suprem sua necessidade diária da vitamina, ao invés de tomar sol de maneira exagerada para cuidar de seus ossos, discuta com seu médico a possibilidade de você se submeter a um exame de sangue que verifique seu status de vitamina D. E se necessário faça uma suplementação desta vitamina conforme a orientação médica.

Fonte: www.veja.com.br; por Lucia Mandel, terça-feira dia 08 de dezembro de 2009.

 

Obesidade – O que é Importante Voce Saber

Obesidade significa excesso de gordura no organismo.

O grande problema é que ela aumenta o risco para uma série de patologias, como: • doenças articulares • distúrbios lipídicos • hipertensão arterial • diabetes Estas por sua vez aumentam os riscos de morte por doenças cardiovasculares, principalmente derrame cerebral, tromboses e infarto do miocárdio.

Quais são as causas da obesidade? A obesidade é causada por um “desbalanço” entre as calorias que são consumidas sob a forma de alimentos e as calorias que são gastas pelo indivíduo para o organismo funcionar. De uma maneira geral, a pessoa pode ser obesa porque:

1. Come exageradamente e/ou 2. Gasta poucas calorias e/ou 3. Tem mais facilidade de acumular gordura quando há sobra calórica e/ou 4. Tem menor facilidade para "queimar" gorduras Importante: Apenas 5% dos casos de obesidade são atribuídos a disfunções hormonais como distúrbios da tireóide, problemas pancreáticos, doenças do ovário, etc. Quem possui maiores possibilidades de ser obeso?

• Indivíduos com tendência genética a ser obesos - e isto é bastante freqüente • Indivíduos que mesmo sem tendência genética, exageram na quantidade de alimentos ingeridos, particularmente os alimentos gordurosos • Indivíduos que levam uma vida muita sedentária Quais as chances dos obesos terem filhos também obesos? A chance de obesidade nos filhos é de 80% quando ambos os pais são obesos, cerca de 50% quando um dos pais é obeso, e cerca de 10% quando nenhum dos pais é obeso. Qual o tratamento mais adequado para a obesidade?

O tratamento básico baseia-se principalmente na determinação de querer emagrecer. Outras maneiras de combater a obesidade: • Evitar o sedentarismo através de atividade física - não é preciso que se pratique um esporte específico. Pode ser apenas uma maior atividade no dia-a-dia, como se movimentar mais, não ficar muito tempo parado na frente da TV ou do computador, caminhar, etc. • Modificar o comportamento alimentar, seguindo alguns princípios: restrição às gorduras, preferência por verduras, legumes, frutas e carboidratos como arroz, macarrão, pão e farinha.

Também se recomenda ingerir alimentos ricos em fibras como pão e arroz integral. Como prevenir a obesidade? Mais importante que o tratamento da obesidade é a sua prevenção, particularmente tentando evitar a obesidade infantil, que também vem crescendo de uma maneira significativa. Hábitos alimentares saudáveis e uma vida menos sedentária certamente são prioridades para fazer com que a população tenha menores índices de obesidade. Tenha uma vida saudável, combata a obesidade!

Andropausa - O que é?

Entre as idades de 40 a 55 anos, os homens podem percebem sintomas semelhantes à menopausa. De modo diferente das mulheres, os homens não têm um sintoma específico como a interrupção da menstruação para marcar a transição. Ambos, no entanto, são caracterizados por uma queda nos níveis de hormônios. Estrógeno nas mulheres, testosterona nos homens. As mudanças ocorrem muito gradualmente nos homens e podem ser acompanhadas por mudanças em atitudes, humores, fadiga, perda de energia, libido e agilidade física.

Estudos mostram que este declínio de testosterona pode acarretar riscos em outros problemas de saúde, como doenças cardíacas e ossos frágeis. Com isto, tudo ocorre em uma época da vida em que muitos homens começam a questionar seus valores, realizações e objetivos de vida. É difícil perceber que as mudanças são ligadas mais a problemas hormonais do que só as condições externas.

Diferente da menopausa, que geralmente ocorre em mulheres entre 45 e 55 anos, a “transição” dos homens pode ser bem mais gradual e se estende por décadas. Atitudes, estresse psicológico, álcool, acidentes, cirurgias, medicação, obesidade e infecções podem desencadeá-la. Com a idade, o declínio nos níveis de testosterona vai ocorrer praticamente em todos os homens. Não há maneira de predizer quem vai ter sintomas de andropausa com intensidade suficiente para procurar ajuda médica.

Também não é previsível em que idade os sintomas vão ocorrer num determinado indivíduo. E os sintomas de cada homem podem ser também diferentes.

Fonte: site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Micoses de Pele

Há mais fungos, vírus e bactérias no céu e na Terra do que podemos imaginar. A todo instante nos deparamos com vários deles e, algumas vezes, o resultado do encontro é uma doença. É o caso da micose de pele, problema que ocorre pelo contato com fungos causadores de feridas na pele. Existem milhares de tipos de fungos, tantos que são até classificados como um reino biológico à parte. E é um reino bastante amplo. Há espécies boas de comer, como o cogumelo shiitake ou a caríssima trufa branca . Algumas são venenosas ou alucinógenas. Existem outras causadoras de doenças. Há fungos que, se inalados, atacam os pulmões. E existe um grupo de fungos, invisíveis a olho nu, que causam doenças exclusivamente na pele. Esses fungos se alimentam das células mortas que ficam na camada mais superficial da nossa pele. Ou então de restos de células que ainda estejam aderidos a ela. Em outras palavras, a pele é seu alimento. Circulam por aí e podemos nos deparar com eles no chão, em animais ou no contato com pessoas que estejam infectadas. Também podemos ter contato com estes fungos na piscina do clube, nos utensílios de salões de beleza, em toalhas contaminadas, ou em qualquer outro lugar.

Ocorrido o contato, se houver as condições apropriadas que você verá a seguir, a micose se desenvolverá. As condições apropriadas Para a infecção se desenvolver, além de alimento o fungo precisa de calor e umidade. Por isso, os locais mais comuns onde se desenvolve a micose são aqueles cobertos, abafados e quentes, como pés e virilha. Os sintomas A pele com micose coça, fica avermelhada e descama. Podem se formar bolhinhas d’água, principalmente nos pés. Se a micose for entre os dedos do pé, a pele amolece e fica esbranquiçada. Na virilha, a pele fica bem vermelha, e o limite entre pele com micose e pele sã costuma ser nítido. A micose da virilha vai aumentando de tamanho e chega a invadir a coxa. Unhas afetadas ficam espessas, opacas, amareladas e descamam. Ou então ficam com manchas brancas. Como se prevenir 1. Evite contato com o fungo Fugir completamente do contato com algo que a gente não enxerga é impossível, não é mesmo? Mas em alguns lugares a probabilidade de haver um fungo desses é maior. É o caso das piscinas: quando uma pessoa com micose nos pés caminha descalça, vai espalhando fungos pelo caminho. O mesmo vale para vestiários de clubes ou academias.

E também para os apetrechos de manicure e pedicure, se não forem devidamente esterilizados. Por isso, use chinelos nas piscinas e nos vestiários de clubes e academias. Não use toalhas, roupas, pentes ou calçados de outras pessoas. Sempre use seu próprio material de manicure. 2. Não deixe sua pele quente e úmida Seque-se bem depois do banho. Preste atenção especial na hora de secar os pés e os espaços entre os dedos. Capriche também na virilha. Se você tem maior predisposição à micose, seque essas regiões com papel higiênico, que absorve bem a umidade. No verão, sempre que possível, use calçados abertos, e ande descalço em casa. Prefira roupas de fibras naturais e evite tecidos sintéticos. Roupas ideais para o verão devem ser leves e ventiladas, que deixem a pele respirar. Homens devem evitar permanecer horas com o calção molhado na praia ou piscina porque isso aumenta o risco de se ter micose na virilha. 3. Outras dicas Esportistas devem variar o par de tênis ao longo da semana e deixar arejando aqueles que não estiverem sendo usados. Observe a pele do seu bichinho de estimação: a micose dele pode passar para você. Fonte: www.veja.com.br; por Lucia Mandel, terça-feira dia 08 de dezembro de 2009.

Lupus Eritematoso

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão. São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas e daí o nome lúpus eritematoso), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo ("V" do decote) e nos braços) e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos. Por ser uma doença do sistema imunológico, que é responsável pela produção de anticorpos e organização dos mecanismos de inflamação em todos os órgãos, quando a pessoa tem LES ela pode ter diferentes tipos sintomas e vários locais do corpo. Alguns sintomas são gerais como a febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros, específicos de cada órgão como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação da pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins.

Quem tem lúpus?
O lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são muito mais acometidas. Ocorre principalmente entre 20 e 45 anos, sendo um pouco mais freqüente em pessoas mestiças e nos afro-descendentes. No Brasil, não dispomos de números exatos, mas as estimativas indicam que existam cerca de 65.000 pessoas com lúpus, sendo a maioria mulheres. Acredita-se assim que uma a cada 1.700 mulheres no Brasil tenha a doença. Por essa razão, para os reumatologistas, o lúpus é uma doença razoavelmente comum no seu dia-a-dia.

O que causa o lúpus?
Embora a causa do LES não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento. Portanto, pessoas que nascem com susceptibilidade genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas. A principal delas é o desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo e causam inflamação em diversos órgãos como na pele, mucosas, pleura e pulmões, articulações, rins etc.). Dessa forma, entendemos que o tipo de sintoma que a pessoa desenvolve, depende do tipo de auto-anticorpo que a pessoa tem e, que como o desenvolvimento de cada anticorpo se relaciona às características genéticas de cada pessoa, cada pessoa com lúpus tende a ter manifestações clínicas (sintomas) específicas e muito pessoais.

Quais são os sintomas da doença?
Os sintomas do LES são diversos e tipicamente variam em intensidade de acordo com a fase de atividade ou remissão da doença. É muito comum que a pessoa apresente manifestações gerais como cansaço, desânimo, febre baixa (mas raramente, pode ser alta), emagrecimento e perda de apetite. As manifestações podem ocorrer devido à inflamação na pele, articulações (juntas), rins, nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão (pleura) e o coração (pericárdio). Outras manifestações podem ocorrer devido à diminuição das células do sangue (glóbulos vermelhos e brancos), devido a anticorpos contra essas células. Esses sintomas podem surgir isoladamente, ou em conjunto e podem ocorrer ao mesmo tempo ou de forma seqüencial. Crianças, adolescentes ou mesmo adultos podem apresentar inchação dos gânglios (ínguas), que geralmente é acompanhada por febre e pode ser confundida com os sintomas de infecções como a rubéola ou mononucleose.

Como o diagnóstico é feito?
O diagnóstico é feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas acima. Ao mesmo tempo, como algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, eles também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. Exames comuns de sangue e urina são úteis não só para o diagnóstico da doença, mas também são muito importantes para definir se há atividade do LES. Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza. Outros testes laboratoriais como os anticorpos anti-Sm e anti-DNA são muito específicos, mas ocorrem em apenas 40% a 50% das pessoas com LES. Ao mesmo tempo, alguns exames de sangue e/ou de urina podem ser solicitados para auxiliar não no diagnóstico do LES, mas para identificar se há ou não sinais de atividade da doença. Existem critérios desenvolvidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, que podem ser úteis para auxiliar no diagnóstico do LES, mas não é obrigatório que a pessoa com LES seja enquadrada nesses critérios para que o diagnóstico de LES seja feito e que o tratamento seja iniciado.

Como se trata o lúpus?
O tratamento da pessoa com LES depende do tipo de manifestação apresentada e deve portanto, ser individualizado. Dessa forma a pessoa com LES pode necessitar de um, dois ou mais medicamentos em uma fase (ativa da doença) e, poucos ou nenhum medicamento em outras fases (não ativas ou em remissão). Ao mesmo tempo, o tratamento sempre inclui remédios para regular as alterações imunológicas do LES e de medicamentos gerais para regular alterações que a pessoa apresente em conseqüência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor etc.
Geralmente, quando há envolvimento dos rins, do sistema nervoso, pulmões ou vasculite é necessário o emprego dos imunossupressores em doses variáveis de acordo com a gravidade do acometimento. Um aspecto importante no uso desses medicamentos é a atenção necessária quanto ao risco aumentado de infecções, já que eles diminuem a capacidade do indivíduo de defender-se contra infecções, incluindo a tuberculose. Em pacientes com LES grave, com rápida evolução, pode-se utilizar altas doses de glicocorticóide por via endovenosa.
Apenas o médico irá avaliar o tratamento adequado para cada pessoa.

Quanto tempo dura o tratamento?
O lúpus é uma doença crônica, assim como também o são a hipertensão, diabetes, várias doenças intestinais, alergias e outras doenças reumatológicas. Todas as pessoas que têm essas doenças necessitam de um acompanhamento prolongado, mas isso não quer dizer que a doença vai estar sempre causando sintomas, ou impedindo a pessoa de viver sua vida, trabalhar fora ou cuidar dos filhos e da casa, pois a evolução natural do lúpus, se caracteriza por períodos de maior e menor “atividade" (com quantidade maior ou menor de sintomas). Ao mesmo tempo, o uso regular dos medicamentos auxilia na manutenção da doença sob controle e, o uso irregular dos corticóides, antimaláricos (difosfato de cloroquina ou hidroxicloroquina), azatioprina e micofenolato de mofetila favorece a reativação da doença.
Quando a pessoa com lúpus, não aceita a existência da doença e não se conscientiza que são necessárias algumas mudanças no dia a dia, as coisas ficam bem mais difíceis, pois quem tem LES, deve manter um acompanhamento médico para sempre.
Algumas medidas são para a vida toda como proteção solar (chapéus, sombrinhas, etc., além dos cremes fotoprotetores já citados), não fumar, exercícios físicos regulares, controle alimentar, não faltar às consultas, realizar exames com a periodicidade recomendada e seguir as orientações e sempre retirar suas dúvidas com seu médico reumatologista.

Quanto ao uso dos remédios, isto varia de acordo com a fase da doença. O reumatologista, que é o médico especialista para o tratamento do LES, sempre vai tentar empregar os medicamentos nas menores doses possíveis, pelo menor tempo possível, mas a decisão quanto a que doses utilizar em cada momento, depende de uma avaliação especializada que é feita durante a consulta. Portanto, as doses prescritas não devem ser modificadas para que não haja retardo na melhora programada, mesmo que a pessoa esteja se sentindo bem a acredite que daria para reduzir os remédios. Antes de qualquer mudança na dose de qualquer medicamento, a pessoa com LES sempre deve conversar com o seu reumatologista.

Fonte: site da Sociedade Brasileira de Reumatologia , texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Linfoma não Hodgkin

Qual é a função do sistema linfático?

O sistema linfático consiste em pequenos vasos que percorrem todas as partes do corpo carregando a linfa, um líquido claro que contém os linfócitos (células brancas do sangue), responsáveis por combater infecções e doenças.A linfa é coletada nos linfonodos. Como os linfonodos e os vasos linfáticos são encontrados em praticamente todas as partes do corpo, o linfoma pode começar e acometer quase todos os lugares do organismo.

O que é Linfoma não Hodgkin?

Linfoma não Hodgkin é uma neoplasia do sistema linfático na qual as células linfáticas começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e formando tumores.Pode ser indolente (de crescimento lento), agressivo (de crescimento rápido) ou possuir características de ambos os tipos. O linfoma de células B é o tipo mais comum e o linfoma de células T o menos comum. Devido à existência de vários tipos e subtipos de linfoma, é muito importante saber o diagnóstico correto para se instituir o tratamento mais adequado.

Incidência

A incidência do linfoma não Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de quatro casos/100 mil indivíduos ocorrem na faixa dos 20 anos. A taxa de incidência aumenta até dez vezes, passando para 40 casos/100 mil indivíduos aos 60 anos, e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos/100 mil indivíduos após os 75 anos.

Fatores de Risco

Pessoas infectadas pelos vírus HIV, Epstein-Barr, HTLV1 e pela bactéria Helicobacter Pylori (que causa úlceras gástricas) apresentam maior risco de desenvolver linfoma. A exposição a componentes químicos de herbicidas e pesticidas também está associada à sua ocorrência, assim como a exposição à radiação.

Sintomas

Os sintomas mais comuns do linfoma não Hodgkin são o aumento do tamanho dos linfonodos do corpo, sobretudo em locais como axilas, pescoço e região inguinal. E, ainda, a presença de sudorese excessiva à noite, febre, perda de peso súbita e prurido (coceira na pele).

O que significa estadiamento?

O estadiamento é a forma de descrever o câncer, informando se está localizado e também se houve disseminação para outros locais. Além disso, informa se outros órgãos do corpo foram afetados. Existem quatro estágios para o linfoma não Hodgkin. A escala denominada Índice Prognóstico Internacional (IPI) é utilizada para ajudar a prever seu prognóstico e selecionar o tratamento mais adequado.

Tratamento

O tratamento depende do tipo do linfoma, do estágio e do estado de saúde geral da pessoa. Em pacientes idosos, com linfoma indolente e sem qualquer sintoma, pode ser indicado um seguimento rigoroso sem que seja iniciado tratamento imediato, salvo em progressão de doença e início de sintomas. A quimioterapia é, na maioria das vezes, o tratamento primário. Em pacientes em estágio inicial ou que apresentem linfonodos muito aumentados, a radioterapia pode ser empregada durante ou após a quimioterapia. Um anticorpo monoclonal é empregado no tratamento de muitos linfomas não Hodgkin de células B e, em conjunto com a quimioterapia, representa um dos grandes avanços no tratamento. Em alguns pacientes, utiliza-se a quimioterapia em altas doses, com resgate de células-tronco, também chamada Transplante Autólogo de Medula Óssea. Os efeitos colaterais do tratamento podem ser prevenidos ou controlados com a ajuda de seu oncologista e de sua equipe médica.

Fonte: Site www.cccancer.net– Adaptado para o site da Farmácia Dermus

Intolerância à Lactose

Quando vou a um restaurante ou à casa de amigos e pergunto se determinado prato leva leite ou algum derivado, as pessoas geralmente me olham com surpresa. “Por que ela quer saber?” devem se perguntar.

Intolerância à Lactose é o termo utilizado para pessoas que não conseguem digerir produtos lácteos (leite e seus derivados). Esta impossibilidade de digestão geralmente ocorre em pessoas que não produzem a enzima lactase ou produzem-na em quantidade insuficiente para realizar a digestão da lactose. A maioria das populações têm uma perda progressiva da capacidade de absorção da lactose que inicia-se após os primeiros anos de vida.

O QUE É LACTOSE E LACTASE?

A Lactose é o açucar do leite, um dissacarídeo que com a ação da enzima lactase, tranforma-se em dois monosacarídeos: glucose e galactose. Estes carbohidratos simples, após formados, são facilmente absorvidos pelo corpo. No entanto, a falta ou deficiência na produção da lactase faz com que a lactose chegue até o intestino grosso sem ser absorvida pelo organismo. Ela é fermentada por bactérias causando gases e sintomas típicos de indigestão.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE?

Os sintomas mais comuns são a diarréia (ou à vezes constipação), distensão abdominal, gases, náusea e sintomas de má digestão. A severidade dos sintomas dependerá da quantidade de lactose ingerida assim como da quantidade de lactose que seu organismo tolera.

COMO SABER SE VOCÊ TEM INTOLERÂNCIA À LACTOSE?

Em primeiro lugar é muito importante ressaltar que existem níveis de intolerância, pois a quantidade de enzima lactase produzida pelo corpo varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas possuem uma deficiência mínima na produção da enzima, ao passo que outras não a produzem. Isto irá afetar o seu nível de intolerância.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE EXAMES EXISTENTES?

1. Tolerância à lactose: a lactose depois de digerida produz duas moléculas: a glicose e a galactose. Para fazer este teste o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose e durante duas horas obtém-se várias amostras de sangue para medir o nível de glicose, que reflete a digestão do açúcar do leite. Se a lactose não é quebrada, o nível de glicose no sangue não aumentará e, conseqüentemente, o diagnóstico de intolerância à lactose será confirmado. Este exame não é indicado para crianças pequenas.

2. Inalação de hidrogênio: este exame mede a quantidade de hidrogênio expirado, que em situações normais é bem pequena. O quadro é diferente quando as bactérias do intestino grosso fermentam a lactose (que não foi digerida) e produzem vários gases, incluindo o hidrogênio, que por sua vez é absorvido e chegando aos pulmões e é exalado. Para fazer o exame, o paciente ingere uma bebida com dose concentrada de lactose e o hidrogênio expirado é medido em intervalos regulares. Níveis elevados de hidrogênio indicam uma digestão inadequada da lactose. Este exame não é indicado para crianças pequenas. Se um bebê ou criança muito pequena manifesta sintomas de intolerância à lactose aconselha-se trocar o leite de vaca pelo de soja e observar os sintomas.

3. Deposição de ácidos: trata-se de um exame indicado tanto para crianças pequenas como para crianças maiores. A lactose não digerida é fermentada pelas bactérias do intestino grosso e produzem ácido láctico e ácidos graxos de cadeias curtas e ambos podem ser detectados em uma amostra de deposição.

4. Exame Genético:este é um exame novo, que promete ser a melhor forma de diagnosticar a intolerância à lactose pois é rápido e não produz sintomas desagradáveis como no caso do exame de ingestão de lactose. Neste exame o paciente retira uma pequena amostra de sangue e seu DNA é estudado para verificar se há mutação em relação à produção da enzima lactase. O resultado sai em 5 dias. Saiba +

COMO TRATAR A INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Não existe cura para a intolerância à lactose, mas é possível tratar os sintomas limitando, ou em alguns casos, evitando produtos com leite ou derivados. Muitas pessoas com IL conseguem ingerir leites deslactosados e outros produtos com baixo teor de lactose sem sentir os sintomas da intolerância à lactose. Com o passar do tempo e uma adaptação aos hábitos alimentares, cada pessoa pessoa aprenderá sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas.

Uma outra opção bastante comum é o uso de cápsulas de lactase, um suplemento alimentar que auxilia na digestão da lactose.

REPOSIÇÃO DE CÁLCIO

Uma das maiores preocupações para pessoas com intolerância à lactose é adotar uma dieta que suplemente os nutrientes encontrados no leite, principalmente o cálcio. Cerca de 70% do cálcio da alimentação humana vêm do leite e seus derivados. Por esta razão, é importante, na medida do possível, manter uma dieta com ingestão de pelo menos alguns produtos lácteos, mantendo uma quantidade que seja bem tolerada pelo seu organismo. Além disso, é importante a orientação de um nutricionista para auxiliá-lo na readequação de seus hábitos alimentares.

 

Referências:

Tulla H. Lactose Intolerance. Journal of the American College of Nutrition, Vol. 19, No. 2, 165S–175S (2000)

International Foundation for Functional Gastrointestinal Disorders – www.iffgd.org

Site: WWW.semlactose.com

Insônia

Passar noites em claro pode soar poético. Mas mesmo os poetas reclamam das horas maldormidas: “Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo. E o meu sentimento é um pensamento vazio”, lamentou Fernando Pessoa, sob o heterônimo Álvaro de Campos, em Insônia. Fora da literatura, a insônia atrapalha o sono – e a vida – de uma parcela considerável das pessoas: entre 5% e 10% da população geral sofrem com o mal, segundo estimativas do neurolofisiologista Flávio Alóe, do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas de São Paulo. A incidência pode ser ainda maior entre alguns segmentos: de acordo com estudo da Sociedade Brasileira do Sono realizado na capital paulista, o problema atinge mais de 40% entre pessoas entre 20 e 80 anos. Mas, afinal, como saber se a falta de sono pode ser qualificada como um transtorno ou decorre de simples situação passageira? E quais riscos ao organismo as noites maldormidas podem provocar? Segundo o médico, a insônia se define pela “percepção subjetiva de dificuldade para começar ou continuar dormindo ou acordar cedo demais”, além de combinações de sintomas diurnos como cansaço e fadiga. “É um transtorno de 24 horas”, resume. “Não é porque a pessoa dorme mal e acha que fica bem durante o dia que não deve se preocupar: em algum momento, ela vai ter prejuízos”.

INSÔNIA, AS ORIGENS DO PROBLEMA De acordo com o Instituto do Sono, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), “a insônia é a ponta de um enorme iceberg” e deve ser analisada sob três aspectos: físico, psicológico e social. Ou seja, não se pode culpar unicamente as situações de ansiedade e stress pelas noites mal dormidas. Muitas vezes, a raiz do problema está escondida onde só um médico pode encontrar. Entre as possíveis causas da insônia, estão doenças físicas, uso de medicamentos e até distúrbios hormonais (hipertireoidismo). Doenças psiquiátricas e neurológicas como depressão, Parkinson, esquizofrenia, derrames cerebrais e Alzheimer também podem trazer dificuldades. Nesses casos, a ajuda especializada é fundamental. O coordenador do Instituto do Sono da Unifesp, Sérgio Tufik, acrescenta ainda outro elemento causador da insônia: o medo. “Medo, na natureza, é exatamente o contrário do sono: só dorme quem está tranqüillo”, afirma. Como se não bastassem esses fatores involuntários, pioramos ainda mais nossa qualidade de sono – ou até mesmo desencadeamos a insônia – com hábitos errados que adquirimos no dia-a-dia. Falta de rotina para dormir, ambiente inadequado e ingestão de bebidas alcoólicas são alguns erros comuns. O ambiente – A qualidade do sono depende em grande medida do ambiente em que se repousa. Por isso, características básicas como barulho, calor ou claridade excessivas devem ser levadas em conta. O médico lembra ainda que o sono é influenciado pelo ambiente “de uma forma perceptível e imperceptível”. “Em outras palavras, você pode achar que está dormindo bem em um lugar barulhento ou em um lugar não ideal e não perceber o problema”, explica. Ou seja, deve-se manter o quarto nas condições ideais sempre: escurecido, fresco e silencioso. Outra dica: desligue a TV, pois a luz da telinha prejudica a secreção da melotonina, um hormônio que induz o sono e só é produzido no escuro.

TRATAMENTOS PARA INSÔNIA Muitas vezes, a insônia é apenas o reflexo de uma série de comportamentos errados adquiridos durante o dia. Nesses casos, uma mudança de hábitos relativamente simples pode resolver o problema. Se não é possível pegar no sono, mesmo obedecendo as orientações, é hora de procurar um especialista. “Uma insônia que persiste de um a dois meses já está se encaminhando para uma insônia crônica”, alerta o neurologista Luciano Ribeiro, presidente da Associação Brasileira do Sono. Ele acrescenta: “Insônia não tem dica; tem tratamento”. Basicamente, o tratamento é dividido em não-farmacológico e farmacológico. No primeiro, a principal indicação é a terapia comportamental cognitiva (TCC). No ambulatório, o paciente é atendido por uma equipe médica, que fornece o diagnóstico e em seguida o encaminha para uma avaliação psicossocial – que avalia em detalhes o cotidiano do indivíduo. A TCC para insônia, por sua vez, é constituída de seis a oito sessões, feitas em grupo de até dez pessoas. Nelas, os pacientes recebem informações gerais sobre o distúrbio e sobre como deve ser uma noite ideal de sono. Também aprendem técnicas de alteração de comportamento. “São mudanças de pensamentos, de conceitos, de mitos, de crenças individuais que o indivíduo adquire. É onde ele se defronta com o seu próprio conhecimento”, explica o neurologista. Todo o tratamento, a contar da chegada do paciente no ambulatório até o fim da TCC, leva de três a quatro meses, calcula Ribeiro. O tratamento farmacológico, como diz o nome, apóia-se em administração de medicamentos. Neste caso, entram em cena, os hipnóticos, antidepressivos e tranquilizantes - alguns até um pouco controversos, como os benzodiazepínicos. A escolha do medicamento correto vai depender fundamentalmente do diagnóstico, já que a insônia pode estar associada a outros transtornos, como depressão e ansiedade. Nesses casos, que são enquadrados na chamada insônia secundária, a falta de sono é tratada como um sintoma. O tratamento, então, é direcionado à doença de origem. Na opinião de Ribeiro, a grande chave no tratamento da insônia é uma mudança de pensamento. “O insone vê a insônia como protagonista da vida dele e ele tem que deslocar esse sintoma como coadjuvante; ver o que realmente está acontecendo na vida desse indivíduo, qual é o problema maior que talvez ele tenha. Esse é o grande segredo”, diz. Fonte: http://veja.abril.com.br/especiais_online/insonia/index.shtml, texto adaptado para Dermus Farmácia Dermatológica e Cosmética Ltda.

Infecção Urinária

O que é infecção urinária?
Ela é caracterizada pela a presença de micro-organismos na urina. O líquido que enche a bexiga é estéril – ou seja, livre de bactérias. Mas, quando esses bichinhos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, desencadeiam uma infecção. “Em 85 % dos casos, o problema é provocado pela bactéria Escherichia coli, que integra a flora intestinal”, ressalta Fernando Almeida, professor de urologia da Universidade Federal de São Paulo.

Existem tipos diferentes?
Sim. O mais comum é a infecção na bexiga, a famosa cistite. Mas os micro-organismos também podem atacar os rins, o que é chamado de pielonefrite.

Quais são os sintomas?
“Os clássicos são dor e ardor na hora de urinar”, afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Pode haver também um aumento da frequência de idas ao banheiro, sensação de bexiga cheia, sangramento ou um simples mal-estar acompanhado de febre.

A doença é transmissível?
“Definitivamente, não”, assegura Fernando Almeida. Mas é mais comum que ela dê as caras depois de relações sexuais, porque o pH da região fica alterado. Entre mulheres que variam muito de parceiro, a incidência é comprovadamente maior.

Por que esse tipo de infecção é mais frequente em mulheres?
Elas têm o canal da uretra mais curto e, por isso, é mais fácil as bactérias chegarem aonde não devem. Além disso, elas costumam ter o péssimo hábito de segurar a urina por mais tempo que os homens – um prato cheio para as bactérias se proliferarem.

Por que algumas pessoas têm o problema com mais frequência?
Isso envolve fatores hereditários e imunológicos. A atenção com a higiene é essencial, mas a infecção pode aparecer mesmo em quem toma todo o cuidado do mundo.

Por que as grávidas ficam mais sujeitas a esse tipo de infecção?
Estima-se que de 15% a 20% das gestantes terão ao menos uma vez esse tipo de infecção. Isso acontece porque, durante esse período, o aumento da circulação sanguínea na região pélvica faz a umidade vaginal aumentar, facilitando a passagem das bactérias do ânus para a uretra.

Os homens estão livres da doença?
Não é bem assim. É verdade que esse é um problema tipicamente feminino, mas a infecção também acomete a ala masculina.

Ela é mais frequente em pessoas idosas?
Sim. “A resistência diminui com a idade e, no caso das mulheres, há uma queda de hormônios que deixam a região pélvica mais sensível”, diz Eduardo Zlotnik.

Existe alguma forma de prevenir?
Segundo Zlotnik, a recomendação é beber muita água para que as idas ao banheiro não fiquem muito espaçadas. “Assim você vai limpando o trato urinário”, explica. Urinar depois das relações sexuais e evitar banhos de imersão também ajudam

Fonte: Revista Saúde é Vital, adaptado para o site da Farmácia Dermus.

HPV - Mitos e Verdades

1- O que é HPV?

O Papilomavírus Humano, conhecido como HPV, é um vírus bastante comum que pode provocar o aparecimento de verrugas na pele ou mucosas ou pode promover alterações nas células do colo do útero leves ou graves, podendo levar ao câncer de colo uterino.
Existem aproximadamente 100 tipos de HPV identificados. Os tipos encontrados nas áreas genitais são de transmissão sexual. Os tipos de HPV que causam verrugas nas mãos ou pés, por exemplo, não causam verrugas genitais ou alterações nas células do colo uterino, ao mesmo tempo em que os tipos de HPV que infectam as áreas genitais não se espalham para o resto do corpo.

2- O que é o Exame de Papanicolaou?

O exame de Papanicolaou (colpocitologia oncótica) é um teste que identifica alterações nas células do colo do útero. A técnica consiste na coleta de uma pequena amostra de células da superfície do colo do útero, as quais são então enviadas ao laboratório onde são preparadas e examinadas microscopicamente por uma patologista. A realização do teste de forma rotineira é uma forma de prevenção do câncer de colo uterino, já que permite a identificação de alterações precoces das células cervicais.

3- Quais os sintomas do HPV?

O HPV raramente causa sintomas. As verrugas externas geralmente são o sinal mais comum, mas algumas podem ser tão pequenas que às vezes passam despercebidas. Ocasionalmente, pode ocorrer prurido (coceira) ou queimação na vulva. Nos casos mais avançados (câncer de colo do útero) pode ocorrer sangramento durante ou após relação sexual, sangramento vaginal fora do período menstrual, corrimento persistente com odor fétido. Entretanto, esses sintomas não são característicos desta doença e ocorrem geralmente por outras causas.

4- Qual a freqüência da infecção pelo HPV?

O HPV é o vírus de transmissão sexual mais comum. A probabilidade de se adquirir HPV em algum momento, durante toda a vida, é estimada em 75% ou mais. Isto significa que qualquer pessoa que já teve relação sexual tem uma grande chance de ser exposta ao vírus, mas apenas um pequeno número de mulheres infectadas pelo HPV desenvolve alterações celulares que necessitam tratamento. Na maior parte dos casos, o sistema imunológico mantém o vírus sob controle ou o elimina. Entretanto, nos casos em que o vírus não é eliminado após certo tempo, existe maior chance de desenvolvimento de alterações celulares que podem levar ao câncer de colo do útero.

5- A infecção pelo HPV pode ser tratada?

Não existe tratamento disponível para o vírus em si. Entretanto, existem boas opções de tratamento para os problemas que o HPV pode causar, como alterações das células cervicais ou verrugas genitais. Cada caso deve ser avaliado individualmente e a paciente deve poder discutir com seu médico as opções de conduta disponíveis.

6- A infecção pelo HPV dura para sempre?

Provavelmente não. Na maior parte dos casos, o vírus é eliminado e até 1 ou 2 anos.

7- O que são HPV de alto e baixo risco?

Os tipos de HPV genitais podem ser divididos em 2 grandes grupos (alto e baixo risco), dependendo da sua associação com o desenvolvimento de câncer do trato genital inferior. Os tipos principais de HPV de baixo grau são os tipos 6 e 11, que são muito encontrados nas verrugas genitais. Já os tipos principais de HPV de alto grau são os tipos 16 e 18, que podem ser identificados nos carcinomas de colo uterino, vulva, vagina, ânus e pênis.

8- Já existe vacina contra o HPV?

Sim. A vacina contra o HPV, lançada em 2006, já está disponível, mas somente na rede particular. O objetivo da vacina é prevenir a infecção dos principais tipos de HPV (6, 11, 16, 18), os quais são responsáveis pela maior parte dos casos de verrugas genitais e câncer de colo uterino.

Dr. Marcelo Luis Steiner
Dra. Carolina Corsini

Fonte: Site Dra. Denise Steiner (http://www.denisesteiner.com.br/) adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Herpes Simples

O que é?

O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex virus. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma latente, até que venha a ser reativado.

A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica.

Algumas pessoas tem maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento.

Manifestações clínicas

As localizações mais frequentes são os lábios e a região genital, mas o herpes pode aparecer em qualquer lugar da pele. Uma vez reativado, o herpes se apresenta da seguinte forma:

  • inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as lesões.
  • a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada.
  • as bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença.
  • a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização.
  • a duração da doença é de cerca de 5 a 10 dias.

Tratamento

Os seguintes cuidados devem ser tomados durante um surto de herpes:

  • o tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração;
  • evite furar as vesículas;
  • evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial;
  • evite relações sexuais se for de localização genital;
  • lave sempre bem as mãos após manipular as feridas pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.

O tratamento deve ser orientado pelo seu médico dermatologista. É ele quem pode determinar os medicamentos mais indicados para o seu caso que, dependendo da intensidade, podem ser de uso local (na forma de cremes ou soluções) ou de uso via oral, na forma de comprimidos.

Quando as recidivas do herpes forem muito frequentes, a imunidade deve ser estimulada para combater o vírus. Os fenômenos desencadeantes devem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível.

A eficácia das vacinas contra o herpes são muito discutidas, mostrando bons resultados em alguns pacientes mas nenhum resultado em outros.

 

Fonte: site www.dermatologia.net, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Estresse - Ninguém está a Salvo desse Mal Moderrno

No início do século passado acreditava-se que, com os avanços da tecnologia, iríamos trabalhar cada vez menos e teríamos mais tempo para o lazer e a família. Ocorreu exatamente o contrário. As facilidades da vida moderna, como computador, internet, fax, telefone celular, TV a cabo, e a melhoria no sistema de transportes tornaram a vida muito mais rápida – e acrescentaram doses extras de estresse à vida de todos nós. Para sobrevivermos no dia-a-dia, seja no trânsito, seja no trabalho, precisamos ter reflexos rápidos e pensar de forma acelerada para dar o próximo passo. A maioria das pessoas acumulou mais tarefas, fica ligada 24 horas por dia e vive angustiada num emprego que não sabe por quanto tempo será capaz de manter. A insegurança impera dentro de edifícios com sistemas de segurança dignos de fortalezas, e ninguém sai à noite sem um arrepio de medo. Em vez de relaxarmos, ficamos cada vez mais alertas e tensos. "Parece que o mundo todo opera em intervalos de cinco minutos", costuma dizer Bill Gates, dono da Microsoft.

O século XXI nasceu com fatores inesperados que aumentam a ansiedade geral, como o terrorismo. A ameaça não afeta apenas os lugares potencialmente alvos de ataques, como os Estados Unidos. Acaba por infernizar também as férias do turista brasileiro que precisa embarcar num avião ou tirar visto para viajar. Um instituto especializado estima que o nível de estresse na população brasileira esteja 50% mais elevado que há quarenta anos. Os pesquisadores tiveram dificuldade em encontrar um brasileiro que não tivesse sentido pelo menos uma vez os músculos tensos, a respiração acelerada e a paciência prestes a ir para o espaço, sintomas típicos da tensão. "A sensação de impotência diante de um episódio banal do cotidiano, como enfrentar congestionamentos e não poder fazer nada para mudar a situação, é uma das principais angústias do homem moderno", disse a VEJA o médico sueco Lennart Levi, consultor da Organização Mundial de Saúde.

Com a pressão vindo de todos os lados, é natural que, num momento ou noutro, passe pela cabeça da maioria a ambição de largar tudo isso aí e ir viver uma vida tranqüila em outro lugar. Mudar de vida pode ser uma excelente solução para a tensão, dependendo evidentemente da vida que se leva. Qualquer decisão nesse sentido, porém, deve levar em conta um fato da natureza: ninguém pode evitar completamente situações eestresseantes. O estresse não é doença, e, sim, uma reação instintiva ao perigo real ou imaginário ou a uma situação de desafio. "Uma cascata bioquímica que prepara o corpo para lutar ou fugir", na definição do manual de técnicas para aliviar o estresse elaborado pela Escola de Medicina de Harvard, um centro de excelência nos Estados Unidos.

O reflexo automático diante do perigo foi implantado em nossos genes para evitar que sejamos feridos ou coisa pior. Sem ele, teria sido impossível a sobrevivência da espécie. Visto sob a perspectiva da evolução, o estressee psicológico é uma invenção recente. Nós, humanos, raramente somos obrigados a escapar de um predador faminto. Por outro lado, estamos expostos a assaltos, brigas de trânsito e desastres de carro. Nas três situações há risco de morte. O problema é que a vida moderna tem outros momentos estressantes em decorrência de reações emocionais a situações que não existem na natureza, como demissão, divórcio, reprovação na escola, pressão no trabalho e disputas com colegas. Nessas circunstâncias, o corpo libera adrenalina como se estivéssemos em perigo na natureza. Estima-se que o gatilho de adrenalina do morador de uma grande cidade seja acionado em média meia centena de vezes por dia. Na esmagadora maioria das vezes, como resultado da importância que damos aos incidentes comuns do cotidiano.

Um estudo recente da Universidade da Califórnia, em Berkeley, concluiu que aborrecimentos diários, como pais ou filhos doentes, colegas irritantes, engarrafamentos e longos trajetos de ônibus, são às vezes mais estresseantes até que eventos grandes e dramáticos, como a perda do emprego, o divórcio ou a morte do cônjuge. O que se tira desse estudo é uma mensagem otimista. Está certo que não é razoável esperar uma vida sem eventos estresseantes. Mas é perfeitamente possível para cada um de nós determinar até certo ponto como essas situações nos afetam no cotidiano. É nesses casos, em que não estão envolvidas questões de vida e morte, que as técnicas anti-estresse funcionam. Quatro anos atrás, uma promoção tirou do eixo a vida do mineiro Alexandre Prates Pereira. O aumento de responsabilidade na indústria de colchões da família coincidiu com o fim de seu casamento. Ele se dobrou ao peso do estresse. Perdeu a motivação, via problemas em tudo. À noite, não dormia, e durante o dia não conseguia ficar acordado. "Consultei um psicanalista que me ajudou a perceber que eu fazia dos pequenos incidentes do dia-a-dia uma tempestade em copo d'água", diz Pereira. Como recurso para combater a ansiedade, ele voltou a fazer o que mais gostava nas horas livres. "Comecei a praticar enduro eqüestre, fazer ginástica regularmente e viajar mais, a lazer", diz Pereira. Em alguns meses, notou que a ansiedade estava sob controle.

O estresse não é necessariamente negativo. O aumento gradativo da adrenalina melhora o desempenho físico e intelectual de maneira estrondosa – afinal, é para isso mesmo que serve. Quando bem usado, ajuda a superar desafios. É a adrenalina – um dos hormônios do estresse – que faz com que atletas consigam superar limites numa competição ou que consultores de multinacionais terminem um projeto em tempo recorde. "Quando o estresse é percebido como um desafio, pode despertar o que há de melhor numa pessoa", diz a antropóloga americana Susan Andrews, autora do livro Estresse a Seu Favor. "Se traz emoções negativas, pode levar a doenças." O conselho de Susan para tirar proveito da energia do estresse é aprender a intercalar os períodos de tensão, que são essenciais para o desempenho, com pausas de relaxamento para se recuperar. Quem não se permite descansar acaba pifando. Em outras palavras, só tira vantagem da adrenalina quem mantém o estresse sob controle.

Do ponto de vista físico, o estresse é um banho de pura energia. Ao soar o sinal de alarme, doses maciças de adrenalina são despejadas na corrente sanguínea. A respiração acelera-se para fornecer dose extra de oxigênio. O coração bate mais rápido – cinco vezes o normal – e a pressão sanguínea sobe. Reservas de açúcar são convertidas em glicose para fornecer energia extra ao organismo. O sistema circulatório desvia para o cérebro e para os músculos o sangue de funções não-essenciais para a batalha, como a digestão, que é interrompida. A visão, a audição e até o raciocínio ficam aguçados.

Numa situação normal, o ritmo do coração e a pressão do sangue se restabelecem e o processo digestivo recomeça, repondo a energia queimada na emergência. Infelizmente, nos dias atuais, não podemos contar com tal alívio. A civilização nos deu a oportunidade de experimentar essa descarga de adrenalina a cada semáforo. Como se está sentado ao volante do carro, todos esses preparativos para o combate são desperdiçados. E há dezenas de sinais de trânsito para provocar descargas inúteis de adrenalina. Se ocorre com freqüência e por períodos prolongados, o estresse torna-se devastador para a saúde e para a qualidade de vida. Cada batida do coração com a pressão sanguínea acima do normal cobra um preço das artérias. O alto nível de glicose é um passo em direção ao diabetes e à obesidade. A mucosa do intestino fica vulnerável ao aparecimento de úlceras. A inundação de hormônios causa mau humor, ansiedade, irritabilidade. Um deles, o cortisol, permanece muito tempo em circulação e se transforma numa toxina que mata neurônios – daí os lapsos de memória associados ao estresse crônico.

A produtividade melhora quando estamos sob tensão constante – mas só até certo ponto. "Atingimos o rendimento máximo quando estamos próximos do nosso limite físico e psicológico. Depois que chegamos a esse limite, despencamos", disse a VEJA o médico americano Paul Rosch, presidente do Instituto Americano de Estresse e autor de vários livros sobre o assunto, entre eles Identificando e Reduzindo o Estresse em Sua Vida. Nãohá medida científica capaz de dizer o nível de pressão que cada um pode suportar antes de desabar num abismo emocional. O limite só pode ser estabelecido individualmente pelo modo com que cada um responde a situações eestresseantes. Para alguns, fechar negócios no pregão da bolsa de valores é motivo de tensão constante e meio caminho para uma gastrite nervosa. Para outros, é o estímulo necessário para superar obstáculos e crescer na carreira. O médico carioca Samuel Zuinglio de Biasi Cordeiro, de 50 anos, chefe do serviço de emergência do Instituto Nacional de Câncer, convive diariamente com a impotência diante do desespero de doentes incuráveis. Ainda assim, segundo ele, essa não é a principal causa de estresse entre os médicos. "Há a competição profissional, a falta de tempo para a família e a dupla jornada de trabalho", comenta. A maioria dos médicos trabalha em mais de um hospital e no consultório e ainda fica de prontidão permanente para qualquer emergência. "E, no fim do mês, o salário nem sempre é suficiente para pagar todas as contas", diz Cordeiro.

O americano James Campbell Quick, professor da Universidade do Texas e especialista em controle da pressão no ambiente de trabalho, costuma usar um exemplo da vida real para explicar a diferença entre o estresse positivo e o negativo. "Quando um engenheiro canaliza toda sua energia para solucionar um problema de produção na fábrica em um curto espaço de tempo, significa que está usando o estresse a seu favor", disse a VEJA o especialista americano. "Quando essa tensão não encontra saída ou não leva à solução do problema, o resultado é o estresse negativo." É o que acontece quando um gerente recebe a meta de dobrar as vendas e não tem meios de cumprir o desafio. A conseqüência é um gerente transformado numa pilha de nervos. Ele grita com os subordinados, não consegue dormir à noite e pode até desmaiar de tanto estresse. O exemplo corporativo não foi escolhido ao acaso. Serve para lembrar que as características atuais do trabalho contribuem, e muito, para a transformação do estresse na praga dos tempos modernos.

O trabalho duro é visto como uma virtude moderna, e todo mundo anda pressionado pela sensação de não ter cumprido integralmente sua cota pessoal de sacrifício. A ordem é aumentar a produtividade, e cobra-se responsabilidade nos resultados até dos empregados que ocupam as funções mais banais. Como se não bastasse, o fenômeno global do desemprego aumenta a pressão sobre os trabalhadores, para não falar da competição entre colegas. A maioria das empresas está sofrendo os efeitos da chamada "síndrome dos sobreviventes das demissões", na qual a desconfiança e a ansiedade substituíram os sentimentos de lealdade e segurança. "A situação deve piorar na próxima década", diz Ana Maria Rossi, presidente da filial brasileira da International Estresse Management Association (Isma), instituição presente em doze países. "Hoje, a carga horária média de trabalho é de 52 horas por semana. Nossas pesquisas mostram que daqui a dez anos vamos trabalhar pelo menos duas horas mais."

O estresse é um sinal dos tempos em mais de um sentido. No passado, em situações similares de impotência diante do inevitável, as pessoas conformavam-se em viver na pobreza ou suportavam com maior serenidade as piores desgraças, porque acreditavam que essa era a vontade divina. Hoje, a responsabilidade pela vida profissional e pessoal está inteiramente nas mãos de cada um. "A possibilidade de escolha, em vez de facilitar a vida, trouxe angústias que antes não existiam", teoriza o médico Levi, da Organização Mundial de Saúde. "O livre-arbítrio é uma das principais causas de estresse." Ninguém está a salvo, nem as crianças. Segundo o Instituto Americano de Estresse, oito em cada dez consultas pediátricas nos Estados Unidos estão relacionadas a tensão. Pesquisas mostram que isso se deve a uma mudança de comportamento. Antigamente, as crianças ficavam mais soltas na rua e descarregavam a tensão em brincadeiras que envolviam exercícios físicos nos quais se exigiam menos resultados que nos esportes atuais. Hoje, brinca-se em apartamentos ou playgrounds de condomínios. A prática esportiva, por sua vez, quase sempre envolve competição e avaliação de desempenho. Entre os idosos também houve dramático aumento nos casos de estresse. Antes, as famílias moravam numa mesma casa, com marido, mulher, sogros e avós. Atualmente, é comum que os mais velhos morem sozinhos ou em asilos, mantendo pouco ou nenhum contato com os familiares.

A estrutura do casamento também mudou bastante nesse aspecto nos últimos trinta anos. Antes, o matrimônio era uma força poderosa para combater as tensões do trabalho. Hoje é comum que ambos, marido e mulher, trabalhem fora. Os efeitos disso são antagônicos. Por um lado, aumenta a renda familiar. Por outro, levou para dentro do lar as pressões profissionais e provocou um desequilíbrio nos papéis domésticos tradicionais. A mulher passou a ter peso igual ao do homem nas decisões domésticas e isso fez aflorar novas tensões. O mundo também está virado do avesso no que diz respeito à qualidade de vida. Momentos de lazer, que deveriam ser usados para "deseestressear" quem trabalha muito, podem ter o efeito inverso. Férias são o exemplo. O objetivo, como se sabe, é proporcionar descanso para que o trabalhador ou estudante se recomponha para retornar a sua atividade com novas energias. A popularização do turismo, no entanto, superlotou os destinos turísticos, os vôos saem com atraso ou se enfrentam engarrafamentos nas estradas. Férias podem ser uma fonte de dores de cabeça.

Situações eestresseantes no trabalho costumam colocar a questão da mudança: se o nível de estresse está alto demais, deve-se mudar "de" emprego ou mudar "o" emprego? O ideal é seguir uma ordem de ação. O primeiro passo é ver que mudanças podem ser feitas no ambiente de trabalho para eliminar a fonte de estresse. O problema são prazos muito apertados? Que tal antecipar as tarefas? É o mesmo princípio do trânsito congestionado: evita-se saindo alguns minutos antes de casa. O funcionário está sobrecarregado? Que tal sugerir à chefia nova divisão das tarefas? Claro que nem sempre é possível ajustar o ambiente de trabalho e, nesse caso, talvez o melhor seja procurar o sustento em outro lugar. Mas esse é só o segundo passo. Um bom conselho aos eestresseados é deixar para pedir demissão no dia seguinte. Ou seja, nunca fazer isso no auge do estresse.

Mudanças nem sempre são para o bem. Na verdade se mostram grande fonte de estresse. Quem muda para uma cidadezinha ou para a praia – sonho favorito dos eestresseados urbanos – pode descobrir que o tipo de tensão que se pode ter no campo é apenas diferente daquele que se tem na cidade. Uma vida tranqüila demais pode ser um tormento para alguém acostumado com a agitação da metrópole. E nem pense numa ilha semideserta: a solidão é uma causa clássica de estresse. As mudanças que realmente estão à mão são aquelas que envolvem hábitos de vida. O ideal é se preparar para enfrentar o estresse antes que ele tenha ficado grande demais. Ou seja, tomar providências para reduzir os riscos de sucumbir às pressões. Não é tão complicado nem exige decisões radicais. Um corpo saudável, por exemplo, ajuda a reagir melhor às situações eestresseantes. A prática regular de atividades físicas auxilia no controle da pressão sanguínea e mantém o coração funcionando em ritmo adequado.

Muito do que se sabe sobre o controle do estresse é resultado da observação direta, feita por especialistas, do comportamento de pessoas que parecem naturalmente mais resistentes à pressão. Um estudo baseado na experiência de gente que sobreviveu com invejável serenidade a experiências devastadoras – seqüestro, tortura, doença e perda de pessoas queridas – concluiu que resiste melhor ao estresse quem tende a manter o foco nos assuntos imediatos (o conforto de uma criança doente, por exemplo) e não nos aspectos globais (a perspectiva da morte). Se há um ensinamento nessa pesquisa, é o de que o melhor remédio para o estresse é não encarar cada obstáculo como se fosse o fim do mundo.

Fonte: Texto de Rosana Zakabi para o site  www.veja.abril.com.br, fevereiro de 2004. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Esclerose Múltipla

O que é?

Esclerose múltipla é doença inflamatória crônica bastante rara que acomete, em geral, indivíduos jovens e provoca dificuldades motoras e sensitivas que comprometem muito a qualidade de vida de seus portadores. Não se conhecem ainda as reais causas da doença. Sabe-se, porém, que sua evolução difere de uma pessoa para outra e que é mais comum em mulheres e em indivíduos de pele branca. A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisibilidade dos surtos. O diagnóstico é basicamente clínico, mas já existem exames laboratoriais e de imagem que ajudam a confirmá-lo e a acompanhar a evolução da doença.

O que causa?

Não existem causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise por enzimas.

Observações de casos familiares sugerem suscetibilidade genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens.

Podemos dizer que atualmente há maior número de casos do que nos anos 50, e que as manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo que essa enfermidade teria menor prevalência e incidência na América Latina, principalmente no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais.

O que se sente?

Os pacientes referem problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força, fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades, dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor.

A evolução é imprevisível e muito variada. No início podem haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados. Quando a doença se apresenta na meia-idade a progressão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico possível e provável dependerá da experiência do neurologista que, auxiliado por exames para-clínicos pertinentes, tais como: Ressonância Magnética, líquido cefalorraquidiano, potenciais evocados e outros, chegará ao diagnóstico definitivo, sem praticamente precisar do exame anátomo-patológico.

Qual é o tratamento?

Quanto ao tratamento, além dos cuidados gerais, recomenda-se fisioterapia e psicoterapia. Usam-se antivirais, imunossupressores, corticóides que, se não curam, poderão melhorar às vezes sensivelmente a sintomatologia. Atualmente há muitos estudosealguns tratamentos recentes mas apenas o médico quem iráescolhar o melhor tratamento.

 

Fonte:  http://www.abcdasaude.com.br, texto adaptado para o site da farmácia Dermus.

Dor de Cabeça ou Enxaqueca nas Crianças

Um dia, seu filho aponta o dedo para a cabeça indicando dor. Se a cena se repete outras vezes pode ser enxaqueca, uma doença que tem levado cada vez mais crianças aos consultórios. Saiba como diferenciar um problema do outro.

É horrível ver seu filho sofrer de dor na cabeça, principalmente se ele não entende o que está acontecendo. Então, você dá um analgésico e tudo fica bem. Quando o quadro se repete outras vezes, seu medo aumenta: “Será o sintoma de um tumor ou de algo pior?” Mesmo sabendo que os problemas graves são minoria, você nem pensa emenxaqueca. Pois deveria. A doença atinge 5% das crianças brasileiras com idade até 8 anos e a frequência dessas crises vem aumentando. A culpa é dos novos (e maus) hábitos de vida, como alimentação ruim, sono desregulado e até estresse.

O mais difícil, porém, é distinguir uma simples dor de cabeça de uma enxaqueca. Existem mais de 150 tipos de dor de cabeça, que também é um sintoma comum de outros problemas como mudanças metabólicas, contaminações tóxicas e doenças infecciosas. Além de tudo, sua origem está ligada às alterações bioquímicas cerebrais, algumas genéticas.

Pode-se dizer que a diferença básica está na frequência com que as crises ocorrem: as cefaleias primárias, como a enxaqueca, se repetem com regularidade. Na maioria das vezes, a dor é unilateral, latejante, forte e se acentua com os esforços físicos. Em algumas pessoas, as crises podem ser desencadeadas por fatores como emoção, alimentos, mudanças no horário de sono ou calor excessivo.

Só pelo Ambulatório de Cefaleia, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), passam cerca de 80 crianças por mês. Todas com a mesma queixa de crises recorrentes. A doença sempre existiu, mas nem sempre os pais a levam a sério. Alguns acham que a criança só quer chamar atenção ou imitar o comportamento dos adultos e vários casos não chegam aos especialistas. Por isso, a estatística de enxaqueca infantil pode ainda estar subestimada.

Os mecanismos exatos que ocorrem durante uma crise de enxaqueca não são totalmente conhecidos, apesar de estudos realizados todos os anos. A doença é tida pela Organização Mundial da Saúde como uma das dez mais debilitantes do mundo. Costuma causar enjoos, vômitos, intolerância à luz, aos ruídos e até a cheiros. A criança fica apática, para de brincar, muda de humor e, muitas vezes, perde aula. Acredita-se que o componente genético esteja presente em 90% daqueles que têm parentes de primeiro grau com o mesmo problema, mas o gene responsável não foi identificado.

Lógico que manter a tranquilidade vendo o sofrimento de um filho não é fácil. Diante da cena, dá vontade de pegar logo um analgésico. Os médicos alertam que isso funciona como um mero paliativo e, se usado de forma excessiva, pode deixar de fazer efeito. Além disso, a automedicação é perigosa mesmo em uma situação aparentemente inocente, como uma dor de cabeça. A enxaqueca não é uma doença maligna, mas quem deve dar o diagnóstico e o tratamento é o médico. O que se pode e deve fazer é observar se a dor vem seguida de outros sintomas, como febre, vômitos, visão dupla e perda de força, que possivelmente indicam algo mais sério.

Esses casos graves são raros e o mais comum são as enxaquecas que costumam aparecer entre os 6 e 7 anos, embora não exista uma idade mínima. Nas crianças é mais difícil reconhecer o problema, mas mudanças de comportamento e demonstrações de irritabilidade do nada são boas pistas. O pediatra deve lidar com o quadro descartando inicialmente as causas clínicas até chegar a um diagnóstico. Uma ideia é que os pais mantenham um diário, anotando a frequência das dores de cabeça, a intensidade e a duração, além dos fatores que podem ter desencadeado a crise. Outros sintomas, como uma dor abdominal ou nas pernas e até vertigens, sem estarem acompanhados de dor na cabeça, também devem ser levados ao médico.

Infelizmente, a enxaqueca não tem cura. Mas há tratamentos que melhoram a qualidade de vida, diminuindo a frequência das crises e a intensidade. São usados medicamentos do grupo de bloqueadores de canais de cálcio, betabloqueadores, antidepressivos e antiepiléticos, em um período mínimo de seis meses. O tratamento leva em conta a história de cada um. Muitas vezes, é necessário tembém modificar o tipo de alimento consumido, pois, alguns deles, como a salsicha, o shoyu, os queijos amarelos e o chocolate, podem desencadear uma crise. O que não quer dizer que todo mundo que tenha enxaqueca precisa deixar de comer esses alimentos.


Fontes: Marcelo Masruha Rodrigues, neuropediatra e professor adjunto do Setor de Neurologia Infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Yechiel Moises Chencinski, pediatra e autor dos livros Homeopatia mais simples do que parece e Gerar e Nascer, um canto de amor e aconchego; e Marcelo Ciciarelli, neurologista e diretor da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Escrito para revista Crescer, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Doença do Sono

O que fazer para ter uma noite bem dormida?
Chegar em casa pelo menos três horas antes do horário de dormir. Deixar bem claro para você mesmo que seu dia de trabalho acabou pelo menos duas horas antes de dormir, quando então deverá tomar banho, ler e relaxar. Não se deve ir para a cama sem sono. Não se deve usar a cama para planejar o dia seguinte, ler, assistir TV. A atividade sexual não traz problemas. Ter sempre um horário regular para se deitar e levantar. Evitar uso de alimentos excitantes ou comer muito próximo ao horário de dormir. Se não pegar no sono após 15 ou 30 minutos, levante-se e vá para outro recinto ler. Ao acordar, deixe a luz do sol entrar em seu quarto. Não realizar exercícios intensos próximo ao horário de dormir. Não ingerir álcool após as 18:00 horas. Manter as regras inclusive nos finais de semana. Se estiver roncando, mesmo que lhe pareça o contrário, você pode não estar dormindo bem. Talvez você precise fazer um exame para analisar seu sono. Procure seu neurologista.

Por que o neurologista é o profissional a lidar com problemas de sono? Outros especialistas também podem tratar de insônia?
O neurologista recebe treinamento clínico e neurofisiológico específico, aprendendo as bases do funcionamento cerebral e suas conseqüências no comportamento humano. O treinamento clínico permite ao neurologista cuidar das repercussões sistêmicas das doenças do sono e as bases neurológicas permitem que faça diagnósticos diferenciais e investigue outras possíveis causas neurológicas para as manifestações do paciente. O sono normal ou seus distúrbios estão associados ao bom ou mau funcionamento cerebral, respectivamente, e o neurologista conhece profundamente a anatomia, fisiologia, fisiopatologia e clínica do sistema nervoso. Outros especialistas que podem cuidar de insônia são os psiquiatras. A apnéia do sono também pode ser cuidada por pneumologistas e otorrinolaringologistas com treinamento em distúrbios do sono.

Quais os distúrbios comuns do sono?
Os distúrbios de sono mais comuns são a insônia, a apnéia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas. São comuns também o sono insuficiente e o atraso de fase de sono.

A Apnéia Obstrutiva do Sono caracteriza-se pela obstrução da via aérea ao nível da garganta durante o sono, levando a uma parada da respiração, que dura em média 20 segundos. Após esta parada no fluxo de ar para os pulmões, o paciente acorda, emitindo um ronco muito ruidoso. A apnéia obstrutiva do sono pode ocorrer várias vezes durante a noite, havendo pacientes que apresentam uma a cada um ou dois minutos. Durante a apnéia, a oxigenação sangüínea pode cair a valores críticos, expondo o paciente a problemas cardíacos. A apnéia obstrutiva do sono ocorre em cerca de 5% da população geral e em 30% dos indivíduos acima dos 50 anos de idade, sendo também mais comum em homens.

A Síndrome das Pernas Inquietas é a mais comum das doenças do sono, da qual poucos ouviram falar. Afeta cerca de 7% da população e se caracteriza principalmente por uma sensação desagradável nas pernas, profunda, nos ossos às vezes, como se fosse uma coceira ou friagem, choque, formigamento, e eventualmente dor. Estes sintomas são acompanhados de uma sensação de angústia e imensa necessidade de mover as pernas, ou ainda massageá-las, alongá-las ou mesmo espancá-las em algumas situações. Os sintomas ocorrem principalmente na hora de se deitar, mas podem ocorrer em qualquer momento em que o indivíduo fica parado (sentado ou deitado), seja para descansar ou qualquer outra atividade que não exija movimentos. Os sintomas da síndrome das pernas inquietas podem ser tão intensos que o paciente não consegue iniciar o sono.

O que é insônia?
A insônia é simplesmente a dificuldade de iniciar o sono, mantê-lo continuamente durante a noite ou o despertar antes do horário desejado. Estes episódios de insônia podem estar relacionados a vários fatores, e são bastante individuais: expectativas (viagem, compromissos, reuniões, prova, etc.), problemas clínicos, problemas emocionais passageiros, excitação associada a determinados eventos. Mas pode tornar-se crônica e provocar muito sofrimento ao longo dos anos.

Quais os fatores que levam à insônia?
A insônia está associada a múltiplos fatores e muitas vezes estão somados em um mesmo paciente. Algumas pessoas apresentam estruturalmente maior propensão à insônia (são os fatores predisponentes), e quando expostas a condições de estresse, doenças ou mudança de hábitos, desenvolvem episódios de insônia (fatores precipitantes). Estes episódios de insônia podem se perpetuar, principalmente porque o paciente tende a associar suas dificuldades de dormir a uma série de comportamentos: esforço para dormir, permanência na cama só para descansar, elaboração de pensamentos e planejamentos na hora de dormir, atenção a suas preocupações, atenção a fenômenos do ambiente, como ruídos e pessoas que estão dormindo, havendo sempre uma hipervalorização destes fatos, o que realimenta a insônia.

Como se reconhece quando uma pessoa dorme mal? Quais os sintomas?
A principal manifestação de um problema crônico de sono é a sonolência diurna exagerada. As primeiras manifestações dos distúrbios do sono são as alterações do humor e as alterações de memória e capacidades mentais (cognitivas), como aprendizado, raciocínio e pensamento. Para alguns, basta uma noite mal dormida para que a pessoa esteja mal no dia seguinte, principalmente menos tolerante, irritadiça, e com dificuldades de memória, podendo surgir também dor de cabeça. Um sintoma muito característico de distúrbio de sono é o ronco. O ronco ainda hoje é interpretado popularmente como sinal de que o indivíduo dorme bem, mas é justamente o contrário.

Quem ronca está esforçando sua musculatura respiratória para além de seus limites, e está sobrecarregando o coração de trabalho. Ao longo do tempo o indivíduo que ronca pode ficar hipertenso e/ou apresentar infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Quem ronca pode ter apnéia obstrutiva do sono, e outros indícios desta doença podem ser a obesidade, prejuízo de memória, dificuldade de raciocínio, diminuição da libido, disfunção erétil (impotência), pescoço grosso, circunferência abdominal elevada, boca pequena, queixo para traz, amígdalas grandes.

A longo prazo, quais os problemas que a apnéia pode vir a ocasionar ao indivíduo?
A longo prazo, pacientes com apnéia obstrutiva do sono podem desenvolver doenças nas artérias, pois estão submetidos a uma inflamação subclínica (perceptível apenas através de exames laboratoriais), facilitando acúmulo de colesterol na parede das artérias, além de precipitar a ocorrência de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame). Em longo prazo também se desenvolve a síndrome metabólica, que é a ocorrência de distúrbios dos lípides e glicose sangüínea, hipertensão arterial e aumento da circunferência abdominal. Quem apresenta esta síndrome tem maior tendência a ter infarto do miocárdio e derrame cerebral.

Fonte: site da Sociedade Brasileira de Neurologia, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Doença da Tireóide

A tireoide ou tiroide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Comparada a outros órgãos do corpo humano é relativamente pequena ela. É responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

Hipotireoidismo

Se a produção de “combustível” é insuficiente provoca hipotireoidismo. Tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem, também, diminuição da capacidade de memória; cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol no sangue; e até depressão. Na verdade, o organismo nesta situação tenta "parar o indivíduo", já que não há “combustível” para ser gasto.

Hipertireoidismo

Se há produção de “combustível” em excesso acontece o contrário, o hipertiroidismo. Nesse caso, tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara; o intestino solta; a pessoa fica agitada; fala demais; gesticula muito; dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

Tanto no hipo como no hipertireoidismo, pode ocorrer um aumento no volume da tireoide, que chama-se bócio, e que pode ser detectado, através do exame físico. Problemas na tireoide podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e em mulheres.

Diagnosticar as doenças da tireoide não é complicado e o tratamento pode salvar a vida da pessoa.

Nódulos de Tireoide

Um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. O que não significa que sejam malígnos. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos. O reconhecimento deste nódulo precocemente pode salvar a vida da pessoa e a palpação da tireoide é fundamental para isso. Este exame é simples, fácil de ser feito e pode mudar a história de uma pessoa. Uma vez identificado o nódulo, o endocrinologista solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não do câncer.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

Doença do Refluxo Gastro-esofágico

Sinônimos e nomes populares: Esofagite de refluxo, hérnia de hiato, azia, regurgitação e refluxo.

O que é?

É um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal, naturalmente ácido, para o esôfago.

Como se desenvolve ou como se adquire?

O esôfago do adulto é um canal de 35 a 40 cm, que liga a boca ao estômago. Ele é elástico e na espessura de sua parede contém camadas musculares recobertas internamente por uma delicada pele com o nome de mucosa, parecida com o revestimento da boca. O início do esôfago fixa-se na parte inferior da garganta, desce pelo mediastino e cruza o diafragma através de um orifício chamado hiato, poucos centímetros antes de se abrir no estômago. O mediastino é a região entre os dois pulmões e o diafragma; é uma calota muscular que divide o tórax do abdome. O esôfago tem ligamentos para prendê-lo junto ao hiato diafragmático e que contribuem para formar um tipo de válvula de retenção para impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago.

Quando o esôfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm., traciona o estômago e ambas as estruturas se deslocam para o tórax. Decorre dessa alteração anatômica a Hérnia Hiatal que, por sua vez, prejudica a válvula anti-refluxo. Quando o conteúdo do estômago, em geral muito ácido, atinge a mucosa esofágica, este tecido reage - inflama - originando a Esofagite de Refluxo.

O que se sente?

A azia é a principal queixa e raramente não ocorre. Seu nome técnico é pirose. Pode piorar, por exemplo, quando se dobra o peito sobre a barriga e quando se deita com o estômago cheio. É referida como ardência ou queimação, em algum ponto entre a "boca do estômago" e o queixo, correndo por trás do esterno, o "osso do peito". A azia pode ser tão intensa como uma dor no peito, causando impressão de infarto cardíaco. Pode ocorrer também um aumento da salivação, a sialorréia, que é um reflexo natural porque a deglutição dessa saliva alivia a queimação, como se fosse um antiácido natural.

A regurgitação é a percepção da volta do conteúdo estomacal no sentido da boca, sem enjôo ou vômito, freqüentemente, com azedume ou amargor. Não raro determina tosse, pigarro e alterações da voz. O engasgo - tosse forte e súbita, atrapalhando a respiração - pode despertar do sono e representar uma situação de refluxo gastro-esofágico. A ocorrência de falta de ar com chiado no peito, como a asma, pode ser desencadeada pelo refluxo.  Sensações, desde bola na garganta e desconforto ao engolir até fortes dores em aperto - espasmos - no meio do peito, representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levarem ao estômago aquilo que ingerimos. Esses sintomas são considerados complicações do refluxo e levam o nome geral de dismotricidade esofágica.

Na criança, ainda no primeiro ano de vida, pode ocorrer um refluxo gastro-esofágico excessivo, levando à devolução da mamada, a engasgos, a choro excessivo, a sono interrompido e quando repetitivo, predispõe a infecções e distúrbios respiratórios.

Como o médico faz o diagnóstico?

O relato do paciente adulto jovem pode levar ao diagnóstico, sem necessidade de exames num primeiro evento. A radiografia da transição esofagogástrica, enquanto se deglute um contraste rádio-opaco, pode demonstrar tanto a hérnia, quanto o refluxo.

A Endoscopia Digestiva Superior é um exame para visualizar o esôfago, estômago e duodeno, passando um fino feixe de fibras óticas através da boca. A evolução da qualidade dos equipamentos, da eficiência da anestesia local da garganta, a eficácia e a segurança da sedação do paciente, tornaram a endoscopia um exame simplificado, do qual se acorda “sem ressaca”. Além disto, pode ser repetida para controle de resultado de tratamento e, mais recentemente, para procedimentos terapêuticos especiais. Uma tela recebe e amplifica com nitidez as imagens das áreas sob inspeção direta, permitindo também fotos e filmes para reexaminar os achados. Pode mostrar a incompetência da válvula de retenção gastro-esofágica e a hérnia. O mais importante é que permite ver manchas vermelhas, placas branquicentas e úlceras, principalmente na mucosa do esôfago inferior, sugestivas de graus variados da Esofagite de Refluxo. A endoscopia facilita a coleta de material destas lesões para exame microscópico, no qual se pode definir a inflamação, avaliar um potencial cancerígeno e até diagnosticar o câncer.

A Cintilografia do trânsito esôfago-gástrico é um método que tem sido usado mais na criança. Administra-se uma mamadeira normal, contendo uma quantidade inofensiva de substância radioativa. A cintilografia capta e registra imagens da radioatividade descendo para o estômago ou do estômago refluindo para o esôfago. É uma metodologia não invasiva, indolor e ambulatorial. Entretanto, nem sempre capta o refluxo, pois este não é permanente.

O estudo da pressão interna ao longo do esôfago (Manometria) e a verificação do refluxo da acidez do estômago para o esôfago (pHmetria de 24 horas) detectam variações naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE. São métodos que chegaram à rotina clínica há relativamente poucos anos. Precisam ser usados quando os demais tem resultados insatisfatórios e para estudar parâmetros antes e depois do eventual tratamento cirúrgico da doença do refluxo.

Como se trata?

Em geral, o tratamento é clínico, com medidas educativas associadas aos medicamentos. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico, aplicado a casos selecionados, com resultados muito bons. Além de combater a obesidade, é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos pés da cabeceira, em 20 a 25 cm. Outras, não se adaptam à posição: incham os pés, doem as costas, etc. Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos, particularmente, cítricos, doces e gordurosos. Ajudam no controle dos sintomas, algumas medidas, como: evitar a bebida alcoólica, não deglutir líquidos muito quentes, ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições, evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio.

Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago ("antiácidos sistêmicos"). Outros remédios de um grupo chamado de pró-cinéticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal para o intestino, minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago.

Uma queixa importante dos pacientes é a recidiva dos sintomas, particularmente da azia, poucos dias após o término dos medicamentos. Nesse momento, surge a questão do tratamento por tempo indeterminado ou do tratamento cirúrgico.

Atenção:Vale dizer que o tratamento clínico combate muito bem os sintomas, mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico, propriamente dito.

Como se previne?

Na prática clínica há a prevenção da recidiva dos sintomas, que se resume no seguimento das medidas ditas educativas instituídas quando do primeiro tratamento.

 

Fonte: Site sociedade brasileira de otorrinolaringologia. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam, graças à presença dessa substância em nossos cérebros. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos, que veremos adiante.

Qual é a causa dessa intensa diminuição na quantidade de dopamina?
Com o envelhecimento, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e conseqüentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença. Não se sabe exatamente quais os motivos que levam a essa perda progressiva e exagerada de células nervosas (degeneração), muito embora o empenho de estudiosos deste assunto seja muito grande. Admitimos que mais de um fator deve estar envolvido no desencadeamento da doença. Esses fatores podem ser genéticos ou ambientais.

A DP é genética?
Embora já sejam conhecidos alguns genes relacionados com a ocorrência da Doença de Parkinson, ela habitualmente não é uma doença hereditária. Apenas ocasionalmente há diversos casos da doença numa mesma família e, em geral, trata-se de casos com início precoce (abaixo dos 40 anos de idade). Assim, devemos entender que não há como definir um risco real para filhos de pacientes também virem a desenvolver a doença, ou seja, a presença de um doente na família não aumenta o risco da doença em nenhum indivíduo. Os genes que favorecem o desenvolvimento da doença possivelmente devem agir de forma indireta, juntamente com outros fatores. Entre estes, destacam-se fatores ambientais, como contaminação com agentes tóxicos (agrotóxicos e resíduos químicos, por exemplo).

Quais são os sintomas da DP?
O quadro clínico basicamente é composto de quatro sinais principais: tremores; acinesia ou bradicinesia (lentidão e diminuição dos movimentos voluntários); rigidez (enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações); instabilidade postural (dificuldades relacionadas ao equilíbrio, com quedas freqüentes). Para o diagnóstico não é necessário entretanto que todos os elementos estejam presentes, bastando dois dos três primeiros itens citados.

Esses sinais e sintomas estão presentes somente na DP?
Esse conjunto de sinais e sintomas neurológicos é chamado de síndrome parkinsoniana ou parkinsonismo. Doenças diferentes e causas muito diversas podem produzir essa síndrome parkinsoniana. Entretanto, a principal causa dessa síndrome é a própria Doença de Parkinson, em aproximadamente 70% dos casos. Os demais casos relacionam-se a enfermidades ou condições clínicas nas quais os sintomas são semelhantes, porém outras características estão presentes e a história clínica e a evolução vão ajudar no diagnóstico diferencial. Portanto, quando um médico faz menção ao parkinsonismo ou síndrome parkinsoniana, ele não estará necessariamente se referindo à Doença de Parkinson. Uma causa importante de parkinsonismo secundário é o uso de certos medicamentos (por exemplo, algumas das drogas usadas para vertigens, tonturas e doenças psiquiátricas e alguns remédios para hipertensão). A importância de se identificar esses casos é que os sintomas são potencialmente reversíveis com a interrupção dos medicamentos que os causaram.

Como os sintomas da DP se manifestam?
A Doença de Parkinson costuma instalar-se de forma lenta e progressiva, em geral em torno dos 60 anos de idade, embora 10% dos casos ocorram antes dos 40 anos (parkinsonismo de início precoce) e até em menores de 21 anos (parkinsonismo juvenil). Ela afeta ambos os sexos e todas as raças. Os sintomas aparecem inicialmente só de um lado do corpo e o paciente normalmente se queixa que “um lado não consegue acompanhar o outro”. O tremor é caracteristicamente presente durante o repouso, melhorando quando o paciente move o membro afetado. Não está, entretanto, presente em todos os pacientes com Doença de Parkinson, assim como nem todos os indivíduos que apresentam tremor são portadores de tal enfermidade. O paciente percebe que os movimentos com o membro afetado estão mais difíceis, mais vagarosos, atrapalhando nas tarefas habituais, como escrever (a letra torna-se pequena), manusear talheres, abotoar roupas. Sente também o lado afetado mais pesado e mais enrijecido. Esses sintomas pioram de intensidade, afetando inicialmente outro membro do mesmo lado e, após alguns anos, atingem o outro lado do corpo. O paciente também pode apresentar sintomas de dificuldade para andar (anda com passos pequenos) e alterações da fala.

São necessários exames complementares para o diagnóstico da DP?
O diagnóstico da Doença de Parkinson é basicamente clínico, baseado na correta valorização dos sinais e sintomas descritos. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, que é capaz de diferenciá-los do que ocorre em outras doenças neurológicas que também afetam os movimentos. Os exames complementares, como tomografia cerebral, ressonância magnética etc., servem apenas para avaliação de outros diagnósticos diferenciais. O exame de tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan) pode ser utilizado como um programa especial para o diagnóstico de Doença de Parkinson, mas é, na maioria das vezes, desnecessário, diante do quadro clínico e evolutivo característico.

A DP tem tratamento?
A Doença de Parkinson é tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes. Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença. Há diversos tipos de medicamentos antiparkinsonianos disponíveis, que devem ser usados em combinações adequadas para cada paciente e fase de evolução da doença, garantindo, assim, melhor qualidade de vida e independência ao enfermo. Também existem técnicas cirúrgicas para atenuar alguns dos sintomas da Doença de Parkinson, que devem ser indicadas caso a caso, quando os medicamentos falharem em controlar tais sintomas. Tratamento adjuvante com fisioterapia e fonoaudiologia é muito recomendado. O objetivo do tratamento, incluindo medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico e nutricional, é reduzir o prejuízo funcional decorrente da doença, permitindo que o paciente tenha uma vida independente, com qualidade, por muitos anos.

Procure um Neurologista. Ele é o profissional mais indicado para orientá-lo.

Fonte: http://www.cadastro.abneuro.org, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Doença de Alzheimer

Em geral, a Doença de Alzheimer acomete inicialmente a parte do cérebro que controla a memória, o raciocínio e a linguagem. Entretanto, pode atingir inicialmente outras regiões do cérebro, comprometendo assim outras funções. A causa da doença ainda é desconhecida e, embora ainda não haja medicações curativas, já existem drogas que atuam no cérebro tentando bloquear sua evolução, podendo, em alguns casos, manter o quadro clínico estabilizado por um tempo maior. Seu médico é o melhor conselheiro e apenas ele é capaz de avaliar a necessidade do uso dessas medicações.

Sintomas:

A Doença de Alzheimer afeta todos os grupos da sociedade, não tendo influência a classe social, o sexo, o grupo étnico ou a localização geográfica. Embora seja mais comum em pessoas idosas, também as pessoas jovens podem ser afetadas. A Doença de Alzheimer afeta cada pessoa de diferentes maneiras: em princípio, o impacto da doença sobre o sistema familiar pode ter maior ou menor grau, dependendo da percepção – pelo cuidador – dos déficits apresentados pelo portador. Por exemplo: mudanças cognitivas (memória, atenção, linguagem, etc.), funcionais ou comportamentais (agitação, agressividade, etc.), e de como e em que proporção estes déficits estão interferindo no cotidiano do portador. Os sintomas podem ser mais bem entendidos no contexto dos estágios de seu desenvolvimento: inicial, intermediário e avançado. Nem todos os portadores terão os mesmos sintomas – não existe um padrão único de evolução para todos os vitimados pela doença. A determinação de estágios ou fases serve como guia para verificar a progressividade da doença e ajudar os familiares/cuidadores a conhecerem os problemas potenciais, permitindo assim que seja feito um planejamento das necessidades futuras.

Estágio Inicial:dificuldades com linguagem, desorientação de tempo e espaço, dificuldades para tomar decisões, dificuldades para lembrar fatos recentes, perda de iniciativa e motivação, sinais de depressão, perda de interesse nos hobbies e outras atividades.

Estágio Intermediário:dificuldades com as atividades do dia-a-dia, além de esquecimento de fatos recentes e nomes das pessoas; maior dificuldade em administrar a casa ou negócios; necessita assistência na higiene pessoal; maior dificuldade na comunicação verbal; apresentar problemas de vagância (andar sem parar) e alterações de humor e de comportamento como agitação, agressividade, que pode ser física e/ou verbal), delírios (acreditar que está sendo roubado, que é traído pelo cônjuge, etc.), apatia, depressão, ansiedade, desinibição (despir-se em público, indiscrições sexuais, linguagem maliciosa, etc.).

Estágio Avançado:a dependência se torna mais severa, os distúrbios de memória são mais acentuados e o aspecto físico da doença se torna mais aparente. Pode apresentar dificuldades para alimentar-se de forma independente, não reconhecer familiares, amigos e objetos conhecidos, dificuldade em entender o que acontece ao seu redor, dificuldade de locomoção, incontinência urinária e fecal, comportamento inadequados em público, agressividade e agitação.

Tratamento:

Até o momento não existe um tratamento curativo para a Doença de Alzheimer. Algumas medicações específicas podem retardar a progressão da doença; outras podem ajudar a minimizar a freqüência e a gravidade dos distúrbios de humor e comportamento. Portanto, lembre-se: apenas o médico é capaz de fazer a opção terapêutica mais adequada em cada caso. Entretanto, saiba que uma série de atividades poderá ser desenvolvida pelo portador e junto a ele, estimulando-o e preservando habilidades atuais, facilitando assim o dia-a-dia do familiar/cuidador. A comunidade científica vem trabalhando arduamente em pesquisas que, ao final, talvez possam oferecer melhores condições para o tratamento, especialmente aquelas relacionadas ao tratamento medicamentoso. Os familiares/cuidadores devem procurar atualizar-se sobre a Doença de Alzheimer, buscando informações sobre novos medicamentos junto ao médico que atende ao portador.

Doença Celíaca

O que é a doença celíaca?

A doença celíaca é uma condição crônica que afeta principalmente o intestino delgado. É uma intolerância  permanente ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte. Nos indivíduos afetados, a ingestão de glúten causa danos às pequenas  protrusões, ou vilos, que revestem a parede do intestino delgado. Esta condição possui outros nomes, tais como espru celíaco e enteropatia glúten-sensível.

A doença celíaca é considerada uma desordem autoimune, na qual o organismo ataca a si mesmo. Os sintomas podem surgir em qualquer idade após o glúten ser introduzido na dieta.

Quais são os sintomas da doença celíaca?

Os sintomas intestinais incluem diarréia crônica ou prisão de ventre, inchaço e flatulência, irritabilidade, e pouco ganho de peso. Os pacientes podem apresentar atraso de crescimento e da puberdade, anemia da carência de ferro, osteopenia ou osteoporose, exames anormais de fígado, e uma erupção na pele que faz coçar chamada dermatite herpetiforme. A doença celíaca também pode não apresentar nenhum sintoma.

Como a doença celíaca é diagnosticada?

A doença celíaca pode levar anos para ser diagnosticada. Os exames de sangue são muito utilizados na detecção da doença celíaca. Os exames do anticorpo anti-transglutaminase tecidular (AAT) e do anticorpo anti-endomício (AAE) são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para um diagnóstico.  A doença celíaca deve ser confirmada encontrando-se certas mudanças nos vilos que revestem a parede do intestino delgado. Para ver essas mudanças, uma amostra de tecido do intestino delgado é colhida através de um procedimento chamado endoscopia com biópsia. (Um instrumento flexível como uma sonda é inserido através da boca, passa pela garganta e pelo estômago, e chega ao intestino delgado para obter

pequenas amostras de tecido).

Como é o tratamento da doença celíaca?

O tratamento consiste em evitar por toda a vida  alimentos que contenham glúten (tais como pães,cereais, bolos, pizzas, e outros produtos alimentícios, ou aditivos, que contenham trigo, centeio, aveia e cevada).  Medicamentos e outros produtos também podem conter glúten. Assim que o glúten é removido da dieta, a cura costuma ser total. Apesar da dieta sem glúten parecer extremamente difícil a princípio, algumas famílias tem tido muito sucesso com ela. É possível substituir as farinhas proibidas por fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho doce ou azedo, farinha ou creme de arroz,  farinha de araruta ou  fubá. Nutricionistas e grupos de apoio podem ajudar as famílias a se ajustar a essa dieta radical. Mesmo assim, pode levar vários meses até que elas se acostumem com a dieta sem glúten.

O que você pode esperar do tratamento?

Os pacientes podem começar a apresentar melhora 1 ou 2 semanas após o início da dieta. A intolerância à lactose causada pelo dano intestinal também diminui. Na maioria das pessoas, os sintomas desaparecem e a parede do intestino se recupera totalmente de 6 a 12 meses após o início da dieta sem glúten. Nas crianças, o crescimento e a força dos ossos volta ao normal. Visitas regulares a um nutricionista e a uma equipe de profissionais de saúde com experiência no tratamento da doença celíaca são importantes para ajudar a manter a dieta e monitorar possíveis complicações.  Apesar de algumas pessoas serem capazes de voltar a consumir glúten sem sintomas imediatos, elas não “superaram” a doença celíaca, e não estão “curadas”. A dieta sem glúten deve ser seguida por toda a vida.

A doença celíaca é comum?

Estima-se que 1 em cada grupo de 100 a 200 pessoas nos EUA e na Europa tenha a doença celíaca. No Brasil ainda não temos um número oficial, mas na última pesquisa publicada pela UNIFESP, em um estudo feito com adultos doadores de sangue, o resultado  apresentou  incidência de 1 celíaco  para cada grupo de 214, moradores de São Paulo.

Quem corre o risco de contraí-la?

As pessoas com maior risco de contrair a  doença celíaca são aquelas que têm diabete do tipo 1, doença autoimune da tiróide, síndrome de Turner, síndrome de Williams, ou parentes com a doença celíaca. Você pode ter a doença celíaca mesmo sem fazer parte de um dos grupos de maior risco.

Fonte: FENACELBRA  -  Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil - Texto traduzido de material do Centro de pesquisa da doença celíacada Escola de Medicina da Universidade de Maryland

Dislipidemia

A dislipidemia é caracterizada pela presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue. Colesterol e

triglicérides estão incluídos nessas gorduras, que são importantes para que o corpo funcione. No entanto, quando em excesso, colocam as pessoas em alto risco de infarto e derrame.

Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre dislipidemia:

  1. Nos dias atuais – onde predominam o sedentarismo; alimentação rica e abundante em gordura e açúcar livre; a obesidade; o estresse; e o tabagismo – os estudos têm mostrado que as placas de gordura nas artérias (circulação) começam muito cedo. A estimativa é a de que, aos 20 anos, cerca de 20% das pessoas estarão afetadas de alguma forma. Assim, os eventos finais deste processo, infarto e derrame, são as maiores causas de mortalidade.
  2. O risco de aterosclerose coronariana aumenta, significativamente, em pessoas com níveis de colesterol total e LDL acima dos patamares da normalidade. Para colesterol HDL, a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco.
  3. Níveis de colesterol HDL maiores do que 60 mg/dL caracterizam um fator protetor. Já os níveis de triglicérides maiores do que 150 mg/dL elevam o risco de doença aterosclerótica coronariana.
  4. Algumas formas de dislipidemia também podem predispor à pancreatite aguda.
  5. Existem as dislipidemias primárias e as secundárias. As primárias são de causa genética.
  6. As secundárias podem ser provenientes de outros quadros patológicos, como o diabetes, por exemplo, e também podem ser originadas por medicamentos – diuréticos, betabloqueadores e corticosteróides – tomados devido a problemas como o hipertiroidismo e a insuficiência renal crônica ou ainda em situações como o alcoolismo e uso de altas doses de anabolizantes.
  7. O diagnóstico da dislipidemia é feito, laboratorialmente, medindo-se os níveis plasmáticos de colesterol total, LDL, HDL e triglicérides.
  8. A obesidade tem influência significativa no metabolismo lipídico e deve ser encarada como importante fator na sua interpretação e tratamento.
  9. Pessoas com diabetes tipo 2 têm maior prevalência de alterações do metabolismo dos lipídios. Assim, o tratamento da dislipidemia nesses pacientes pode reduzir a incidência de eventos coronários fatais, entre outras manifetações de morbimortalidade cardiovascular.
  10. Uma dieta hipocalórica, pobre em ácidos graxos saturados e colesterol, é fundamental para o tratamento da dislipidemia. A atividade física moderada, realizada durante 30 minutos, pelo menos quatro vezes por semana, auxilia na perda de peso e na redução dos níveis de colesterol e triglicérides. Mesmo assim, ainda pode ser necessária a administração de medicamentos.

 

Fonte: site sociedade brasileira de endocrinologia. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Diabete Gestacional

Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.

Causas

Como nos outros tipos, a causa exata do diabetes gestacional é desconhecida. Contudo, os especialistas acham que o diabetes gestacional pode ser uma etapa do diabetes tipo 2, pelas semelhanças clínicas existentes entre ambos.

Os Fatores de Risco são Parecidos com Aqueles do Diabetes Tipo 2 e Incluem:

  • Idade acima de 25 anos;
  • Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;
  • Deposição central excessiva de gordura corporal (gordura em excesso no tronco);
  • História familiar de diabetes em parentes de 1o grau;
  • Baixa altura (1,50cm);
  • Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;
  • Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo do bebê) ou de diabetes gestacional.

Hormônios

No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz algumas substâncias (hormônios) em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam resistência (dificuldade) à ação da insulina no organismo materno. Todas as mulheres grávidas têm algum grau de resistência insulínica, mas as mulheres com diabetes gestacional apresentam uma resistência mais exagerada.O diabetes gestacional costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana de gravidez, exatamente quando a placenta começa a produzir grandes quantidades de hormônios. Por isso  o rastreamento para o diabetes gestacional ocorre nesse período.

Genética

Acredita-se que  os genes do diabetes gestacional e do diabetes tipo 2 são semelhantes. Em ambos, o que ocorre não é a deficiência acentuada na  produção da insulina, mas uma resistência à ação dessa substância. Além disso, o diabetes gestacional aumenta as chances de a mulher desenvolver o diabetes tipo 2 no futuro.

Os médicos acreditam que algumas mulheres com  níveis glicêmicos mais elevados no início da gravidez (primeiro trimestre)  provavelmente já estavam com  diabetes antes do início da gravidez. Por esse motivo, e pela semelhança que o diabetes gestacional apresenta com o diabetes tipo 2, todas as mulheres que tiveram diabetes são orientadas a fazer a reavaliação das taxas de glicose após o parto.

 

Tratamento

Existem vários critérios para se fazer o diagnóstico do diabetes gestacional. De uma maneira geral, a indicação do tratamento inclui desde elevações mais leves das taxas de glicose até o diabetes franco, como diagnosticado fora da gravidez.
O tratamento do diabetes gestacional tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia (peso elevado do bebê ao nascer), evitar a queda do açúcar ao nascer (hipoglicemia) do bebê e diminuir a taxa de cesareana.

No passado, esses bebês podiam apresentar outras complicações no nascimento, mas essas complicações estão menos freqüentes hoje em dia. Para o lado materno, além de aumento do risco de cesareana, o diabetes gestacional pode estar associado à toxemia, uma condição da gravidez que provoca pressão alta e geralmente tem como acompanhante a inchação de pernas e que pode causar um parto mais prematuro.

O diabetes gestacional, é inicialmente tratado com planejamento alimentar, que idealmente deve ser orientado por nutricionista. Os exercícios físicos podem fazer parte do tratamento e serão orientados por seu médico. De maneira geral, mulheres que já faziam atividade física podem continuar a fazê-la normalmente. . Caso essas medidas não surtam os efeitos esperados por seu médico, será indicado o tratamento com insulina. Isso ocorre porque os efeitos dos antidiabéticos orais não estão bem estabelecidos na gravidez, então eles não podem ser usados nesse momento.

Outra observação importante está relacionada aos objetivos glicêmicos. No diabetes gestacional está recomendado um controle mais estreito das taxas de glicose. Seu médico combinará com você quais são as metas de tratamento.

Terapia Nutricional

A terapia nutricional é um aliado importante. Para muitas mulheres é suficiente para manter a glicemia dentro dos valores recomendados pelo médico. Na gravidez, a mulher deve ganhar um mínimo de peso, em geral entre 10 e 12 quilos para mulheres que estão com o peso adequado. Suas escolhas alimentares devem ser saudáveis.

Elas terão um papel singular para o tratamento do diabetes gestacional. Provavelmente, será necessário relembrar os conhecimentos básicos de nutrição. Por isso, a procura por um nutricionista torna-se interessante.

A dieta pode ser acompanhada de exercícios leves. Mesmo pessoas com algumas carências especiais durante a gravidez podem nadar ou caminhar. Seu médico orientará sobre as contra-indicações à prática de atividade física.

Entre os objetivos da terapia nutricional pode constar, também, um limite para ganhar peso, recomendado às mulheres obesas. Isso é imprescindível, porque é mais freqüente que mulheres obesas desenvolvam diabetes durante a gestação. O ganho de peso mínimo recomendado para essa situação é de 6,8kg.

Terapia Insulínica

O médico poderá recorrer à terapia insulínica caso haja dificuldade para atingir resultados satisfatórios somente com dieta. É comum que a resistência à insulina atinja o auge durante o terceiro trimestre.

O tratamento com insulina está, em geral, indicado quando as taxas de glicose em jejum fiquem acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 130 mg/dl. O momento de iniciar a insulina será orientado por seu médico, dependendo de cada situação.

O uso da insulina pode incluir uma mistura de insulinas de ação curta e intermediária. Em geral, está recomendado o uso fracionado das doses de insulina. Seu médico combinará com você o melhor esquema de tratamento para o seu caso.

É comum haver a necessidade de aumento das doses de insulina mais no final da gravidez (a partir do terceiro trimestre). Isso simplesmente significa que a sua resistência à insulina está aumentando.

No terceiro trimestre da gravidez, os níveis baixos de glicose que levariam à hipoglicemia chegam a ser raros. Contudo, mulheres que usam insulina estão em risco de apresentar hipoglicemia. Para prevení-la, siga seu planejamento alimentar com atenção aos horários e faça as adequações necessárias à prática de exercício em função das alimentações.

Exames

O controle do tratamento do diabetes gestacional é feito com a monitorização da glicose. Isso pode ser feito em laboratório com a retirada de sangue ou em casa, com as tiras reagentes e glicosímetro. Recomenda-se que as mulheres em uso de insulina façam o controle das taxas de glicose com maior freqüência, para ajuste do tratamento. Seu médico indicará a melhor maneira de monitorizar as taxas de glicose.

Nas mulheres que usam insulina, pode ser necessário examinar o sangue com freqüência, talvez quatro ou mais vezes por dia. As medidas integradas de glicose (a mais importante é a taxa da glico-hemoglobina) em geral são de pouca utilidade no diabetes gestacional, pois elas estão, na grande parte das vezes, normais. Lembre que o diabetes gestacional é de duração curta, então isso faz com que a glico-hemoglobina não se modifique nesse período curto.

No final da gravidez você será orientada a fazer exames que avaliam o bem estar do bebê com mais freqüência. Seu médico conversará com você a respeito de quando iniciar essa avaliação. Ela depende do tipo de tratamento que você faz.

Lembre, por fim, que a mulher que apresenta diabetes gestacional precisa ser reavaliada após 2 meses do parto com um exame das taxas de glicose.
Apesar de o diabetes gestacional ser considerado uma situação de gravidez de alto risco, os cuidados médicos freqüentes e os cuidados tomados pela pessoa que o apresenta possibilitam que a gestação corra tranqüila e que os bebês nasçam no momento adequado e em boas condições de saúde.

 

Referências Bibliográficas

Site:  http://www.diabetes.org.br/diabetes/index.php

Diabete - o que você ainda não sabe

O canadense Frederick Banting (1891–1941), vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1923 por ser um dos descobridores da insulina, nasceu em um 14 de novembro. Seu trabalho foi tão importante para quem sofre com altas doses de açúcar no sangue que hoje a data é reservada para o Dia Mundial do Diabete. Nela, lançam-se campanhas para informar a população sobre essa ameaça à saúde. No entanto, a julgar pelos dados recentes, muitos outros dias deveriam ser marcados no calendário para discutir o transtorno.
Ao redor do globo, 285 milhões de pessoas são diabéticas, sendo que 12 milhões delas estão no nosso país — 15% dos brasileiros padecem do problema. “E o pior é que apenas metade dessas sabe disso”, ressalta Carlos Eduardo Barra Couri, endocrinologista da Universidade de São Paulo, a USP, em Ribeirão Preto. Um dos motivos para esse desconhecimento tem a ver com o fato de o distúrbio geralmente ser silencioso. Ou seja, na maioria dos casos, seus estragos só serão sentidos muitos anos depois de a doença ter se instalado.
Muita gente nem desconfia que pequenas mudanças no dia a dia fazem uma grande diferença quando o assunto é diabete. “Pesquisas indicam que pessoas sob risco de ter esse distúrbio diminuem em cerca de 60% a probabilidade de desenvolvê-lo ao modificarem seus hábitos”, relata o endocrinologista Jairo Hidal, vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

1. O diabete tipo 2 não tem só a ver com maus hábitos
A doença se manifesta de duas formas. O chamado tipo 1 está relacionado à incapacidade do pâncreas de produzir um hormônio, a insulina, que tem a missão de botar a glicose para dentro das células. Essa deficiência costuma ser causada pelas próprias defesas do organismo. Já no diabético do tipo 2 — que representa 90% dos casos —, as membranas celulares resistem à entrada do açúcar, exigindo uma maior produção de insulina. Aí o pâncreas se sobrecarrega e, após um tempo, entra em colapso. Esse quadro é provocado na maioria das vezes pela dupla obesidade e sedentarismo, que tem tudo a ver com maus hábitos. Daí a pergunta: será que o tipo 2 tem um fator genético menos preponderante? Nada disso. “Cerca de 50% dos pacientes com a segunda modalidade do mal têm um histórico familiar marcante. Essa incidência diminui para 30% no tipo 1”, diz Couri. Ou seja, a tendência genética pesa até mais no tipo 2.

2. Ele causa cegueira, amputações…
Já é sabido que a doença está por trás de perda de visão ou amputações não traumáticas — isto é, as que não ocorrem em razão de um acidente. Mas aqui vem a novidade: ela é a principal causa desses infortúnios no mundo. Nos olhos, o excesso de glicose prejudica a passagem de sangue pelos capilares da retina. Com isso, a região fica desnutrida. Os membros, principalmente os inferiores, também são afetados pela falta de irrigação. Também acabam sendo acometidos por uma perda de sensibilidade. Assim, um pequeno ferimento que passa despercebido pode tomar grandes proporções. “Os dois problemas, no entanto, só acontecem quando o mal está completamente fora de controle”, ressalta Hidal.

3. Põe em risco a gravidez e os recém-nascidos
Todas as gestantes precisam estar atentas a esse item, incluindo as não diabéticas. Isso porque, nessa etapa da vida, há uma tendência natural para que as taxas de açúcar no sangue subam. Quando o aumento é significativo, ocorre o diabete gestacional, um transtorno que eleva a probabilidade de um parto prematuro. “Como recebe um grande aporte de glicose através do cordão umbilical, o feto passa a produzir insulina demais”, aponta César Pereira Lima, obstetra da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. E daí? Daí que, assim que nasce, o bebê, geralmente maior do que a média, continua cheio de insulina. Resultado: hipoglicemia, ou seja, os níveis de açúcar no sangue despencam. “O jeito é controlar de perto a gravidez, aplicando a versão sintética do hormônio sempre que necessário. Já o bebê será avaliado e tratado para normalizar a atividade do pâncreas”, indica Lima.

4. O tipo 2 é cada vez mais comum na moçada
Muitos acham que o tipo 2 está restrito aos mais maduros — tanto assim que já foi chamado de senil — e que só o tipo 1 daria as caras desde a infância. Isso não é verdade. Devido à má alimentação e ao sedentarismo, o tipo 2 também vem sendo flagrado em crianças. “Já diagnostiquei o problema em pacientes com 10 anos”, exemplifica, preocupado, Carlos Eduardo Barra Couri. É por essas e por outras que os médicos suplicam aos pais para estimular seus filhos a praticar exercícios físicos e a comer de maneira equilibrada. Essa combinação de atitudes saudáveis ajuda a evitar a obesidade, um dos principais desencadeadores do mal na infância.

5. Está ligado a doenças neurodegenerativas
“O diabete é considerado um grande fator de risco para demências em geral”, arremata, logo de cara, Sonia Brucki, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia, em São Paulo. Essa encrenca, quando descontrolada, compromete os vasos que irrigam o cérebro. Isso deixa os neurônios sem combustível para operar normalmente. E, como um carro, eles eventualmente param de trabalhar. Em outras palavras, a massa cinzenta perde, aos poucos, sua capacidade de armazenar e transmitir informações. Pensa que é pouco? Pois saiba que essa doença também financia derrames, que podem culminar em perdas motoras e cognitivas.

6. Não é motivo para proibições radicais à mesa
Preste atenção no que a nutricionista Gisele Goveia diz: “A lista do permitido e do proibido não existe”. As frutas, por exemplo, possuem um tipo de açúcar chamado frutose. Mesmo assim, não devem ser banidas do cardápio. Pelo contrário. Como qualquer outro indivíduo, o diabético deve manter uma alimentação balanceada, com opções variadas no prato. “Se ele respeitar o limite de ingestão de carboidratos, que deve ser estabelecido por um profissional, pode se dar ao luxo de comer até um doce de vez em quando”, informa Gisele.

7. Muito além da glicemia
É vital manter os níveis de açúcar sob rédeas curtas. Os médicos pedem, pelo menos a cada três meses, exames para ver suas taxas. “Medimos o índice em jejum e duas horas após a ingestão de um copo com 75 gramas de glicose”, conta Couri. “E fazemos o teste de hemoglobina glicada, que nos acusa se o paciente controlou direito a doença por meio da análise dos glóbulos vermelhos.” Mas, como o diabete está ligado a turbulências no coração — 80% das suas vítimas morrem de problemas cardiovasculares —, ele deve ser acompanhado. O LDL, a versão ruim do colesterol, que fomenta os entupimentos arteriais, precisa estar abaixo dos 70 mg/dL. A pressão e os triglicérides também têm que se manter dentro dos conformes.
DIAGNÓSTICO PRECOCE

Essa é a melhor maneira de combater o diabete. E, para isso, basta ficar atento aos tópicos desta lista: sedentarismo, hipertensão, taxas de colesterol ou triglicérides altas, ovário policístico, obesidade, histórico familiar. Se você se encaixa em algum deles, está mais propenso a essa baita chateação. Por isso, é imprescindível consultar um médico para receber as orientações adequadas. Outro ponto que merece atenção é a idade. A Associação Americana de Diabetes recomenda a indivíduos acima de 45 anos que, mesmo sem apresentar nenhum dos fatores descritos acima, façam exames para medir a glicose pelo menos a cada três anos

Fonte: Revista Saúde ÉVital, por Theo Ruprecht. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Alzheimer e Envelhecimento - Dez Sinais para você Diferenciar os Sintomas

Esquecimentos, mudança brusca de humor e falta de iniciativa pedem atenção O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que ataca o cérebro e provoca a perda das funções cognitivas, como memória, capacidade de orientação no tempo e/ou espaço e capacidade de planejamento. O problema se inicia com alterações na memória e avança progressivamente até a dependência total do paciente. De acordo com a entidade norte-americana Alzheimer´s Association, mais de 5 milhões de pessoas têm Alzheimer em todo o mundo. Apesar da doença não ter cura, alguns hábitos simples podem prevenir e retardar o avanço do problema. Segundo o neurologista do Samaritano, Dr. Getúlio Daré Rabello, existem algumas regras para combater o mal de Alzheimer. A prevenção desse mal envolve, além dos cuidados gerais para manter uma boa saúde (controle de pressão arterial , açúcar no sangue, colesterol), a prática de esportes, atividades intelectuais, e cuidados redobrados para evitar traumas na cabeça , afirma o especialista.

Os exercícios físicos ajudam a melhorar a qualidade de vida e atenuar os efeitos do Alzheimer. A doença é muitas vezes negligenciada nas fases iniciais, pois é facilmente confundida com o processo normal de envelhecimento. O problema afeta, normalmente, idosos com mais de 65 anos. Nas primeiras fases, a maioria dos pacientes será capaz de realizar exercícios normalmente, mas enfrentam a dificuldade provocada pelos efeitos da depressão e perda de memória, explica a fisioterapeuta Luciane Galego Almeida, do Hospital Samaritano de São Paulo Saiba como identificar a doença Com o avançar da idade, alterações na memória são comuns. Porém, os sintomas do Alzheimer vão além do simples esquecimento do dia-a-dia. Portadores da doença têm dificuldade para se comunicar, aprender e raciocinar. Problemas impactam o trabalho e atividades sociais e familiares.

A Alzheimer Association desenvolveu um teste para ajudar a diferenciar sinais normais da idade com o mal de Alzheimer. Como a doença é difícil de diagnosticar, é fundamental que pessoas com mais de 60 anos procurem um médico para entender melhor os sintomas. O diagnóstico precoce é chave para uma melhor qualidade de vida e controle da doença. 1. Perda de memória Esquecer informações aprendidas recentemente é um dos primeiros sintomas da doença. Não se assuste, esquecer nomes e compromissos ocasionalmente é normal. Fique atento caso a pessoa comece a esquecer as coisas com mais freqüência e fique incapaz de relembrar o assunto posteriormente. 2. Dificuldade para realizar atividades rotineiras Portadores de Alzheimer têm dificuldade para planejar e completar tarefas do dia-a-dia, como preparar uma refeição, fazer uma ligação ou jogar um jogo. Porém, esquecer, ocasionalmente, o que você ia dizer ou o que você ia fazer é normal. 3. Esquecimentos Pacientes com Alzheimer podem se esquecer de onde estão e de como chegaram até lá. Além disso, perder-se na própria vizinhança ou esquecer o caminho de casa são comuns lapsos comuns entre os portadores da doença. 4. Poder de julgamento e raciocínio abaixo do normal Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios. Pacientes mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico. 5. Problemas com pensamento abstrato Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais, como esquecer para que servem os números ou como devem ser usados, é outro sinal do problema. Porém, achar difícil decifrar ou desenvolver uma fórmula matemática é normal. 6. Errar o lugar as coisas Pessoas com Alzheimer podem errar o lugar de coisas usuais. Por exemplo, colocar o ferro de passar no freezer é um sintoma comum da doença. Entretanto, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando. 7. Mudanças de humor e comportamento Rápida alternância de humor e comportamento também é um sinal de doença. Pacientes mudam de humor muito rápido e sem motivos aparentes. Podem ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo. 8. Transformações de personalidade A personalidade de pessoas com Alzheimer pode mudar drasticamente. Podem se tornar confusos, desconfiados, medrosos ou dependentes de um membro da família. Entretanto, com o passar dos anos, é normal alguma mudança na personalidade. Fique atento se a transformação for mais severa que o usual. 9. Perda de iniciativa nas atividades As pessoas com Alzheimer tornam-se muito passivos. Ficam, por exemplo, em frente a TV por horas, dormem mais que o normal e, normalmente, não têm disposição para realizar tarefas usuais. 10. Problemas com a linguagem Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal da doença. Por exemplo, um portador do problema não consegue encontrar a escova de dente e, ao invés de perguntar onde está minha escova de dente? , perguntaria onde está o objeto de limpar a boca.

Depressão Masculina

Os homens sofrem tanto de depressão quanto as mulheres, mas para eles é mais difícil admitir a angústia.

As estatísticas mostram que para cada homem há duas mulheres com depressão. A explicação estaria no fato de elas serem mais sujeitas a variações hormonais – menarca, parto, tensão pré-menstrual e menopausa. Os cientistas estão cada vez mais convencidos de que esses números não são confiáveis. Nesse caso, o que separa homens e mulheres não é a vulnerabilidade à depressão, mas a capacidade de admiti-la. Enquanto as mulheres vão ao médico nos primeiros sintomas da doença, os homens só procuram tratamento quando a depressão já está em estágio avançado. "Geralmente o homem chega ao consultório após a segunda ou a terceira crise", diz o neuropsiquiatra Rubens Pitliuk, de São Paulo. É quase natural que seja assim. Masculinidade, seja lá onde se viva, é entendida como uma manifestação de força, independência, eficiência e autocontrole. Essa é uma atitude de alto risco. De acordo com estimativas internacionais, os homens tentam o suicídio quatro vezes mais que as mulheres – e com maior possibilidade de sucesso. Enquanto as mulheres tomam de preferência uma dose alta de comprimidos e, em teoria, têm maiores chances de sobreviver, os homens adotam recursos radicais, como um tiro na cabeça.


Muitos homens vivem em estado de desânimo crônico – e se acostumam de tal forma com esse sentimento que acreditam que se trata apenas de uma característica de personalidade. O sentimento de culpa e a melancolia são constantes, mas os sintomas de depressão podem ser mascarados por curtos períodos de animação motivados por um namoro novo ou pela vitória do time favorito. Em pouco tempo, o entusiasmo é substituído pelo sentimento de decepção e frustração consigo e com os outros. No trabalho, não importa que seja considerado pelos colegas competente e diligente, o deprimido tende a se ver como alguém à beira de ser desmascarado como uma fraude.


A depressão tem forte componente hereditário, mas ninguém está livre de ser atingido. A crise pode ser detonada por um acontecimento objetivo, como a perda de um ente querido ou dificuldades profissionais. Nessas circunstâncias, só se torna preocupante quando se prolonga em demasia.

Acredita-se que a depressão seja causada por um desequilíbrio na química cerebral. Decorre de uma queda nos níveis de serotonina e noradrenalina, os neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar. O desarranjo prejudica a memória e a concentração e provoca fortes alterações de humor. Os remédios são a primeira opção de tratamento em casos de depressão, pois têm a função de reequilibrar a química cerebral. Os medicamentos mais modernos, lançados no fim da década de 80, agem apenas na serotonina, com menos efeitos colaterais.



A experiência de consultório mostra outra diferença entre os sexos. "Os homens reagem melhor com os medicamentos mais antigos, que são mais potentes nas depressões graves; as mulheres se dão melhor com os mais recentes", diz o psiquiatra Ricardo Moreno, coordenador do Grupo de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em geral, os remédios demoram entre três e seis semanas para fazer efeito.



Sessões com psicólogos ou psicanalistas funcionam bem como tratamento coadjuvante. Em casos leves, apenas a terapia é suficiente. Os homens sempre foram mais reticentes a ela, apesar de estudos comprovarem que o apoio psicológico pode ajudá-los a se recuperar mais rapidamente da doença. Quando procuram ajuda, muitos deles relutam em expor seus sentimentos, a ponto de o médico ser incapaz de diagnosticar a depressão. Nos últimos cinco anos surgiram vários grupos de auto-ajuda para depressivos formados só por homens. São organizados nos moldes dos alcoólatras anônimos e dão bons resultados.



Fonte: Retirado do site www.veja.abril.com.br , texto adaptado para o sita da Farmácia Dermus.

Conjuntivite

É a inflamação da conjuntiva, parte branca do olho. Existem vários tipos de conjuntivite: viral, bacteriana, alérgica, traumática, tóxica, química, entre outras. Algumas formas de conjuntivite podem apresentar sequelas ou a necessidade de um tratamento mais complexo por isso é importante procurar atendimento oftalmológico ao primeiro sinal do problema.

Causas

O tipo mais comum de conjuntivite é a infecciosa, que pode ser causada por um vírus ou bactéria. Espalha-se rapidamente, como a gripe, sendo transmitida através do ar em ambientes fechados.

Sintomas

Sensação de areia nos olhos, secreção, lacrimejamento,vermelhidão e coceira.

Tratamento

Cada tipo de conjuntivite necessita de uma forma adequada de tratamento, portanto, evite a automedicação e busque o atendimento especializado de um oftalmologista.

Fonte:site do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Caspa e Seborreia - Quais as Causas?

A dermatite seborreica ou seborréia é uma doença inflamatória superficial da pele com algumas áreas de predileção como o couro cabeludo, face, meio das costas, e região pubiana. Sua etilogia não está bem definida, mas deve-se considerar fatores hormonais, alimentares, fungos e o estresse emocional.

No couro cabeludo, a dermatite manifesta-se por descamação seca em flocos, que começa como pequenas placas e se estende rapidamente por toda a superfície, liberando escamas em pó fino popularmente conhecido como caspa.

Fonte: LEONEL, Carla. et al.Medicina: mitos e verdades. 56.ed. São Paulo: Editora Cip, 2002.

Câncer de Mama

FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DE MAMA Fatores Genéticos e Gerais • Histórico familiar constitui o fator de risco mais importante, especialmente se o câncer ocorreu na mãe ou em irmã (duas a três vezes mais risco), se foi bilateral e se desenvolveu antes da menopausa. • Ingestão regular de álcool. • Hiperplasias mamárias (alterações funcionais benignas da mama). • Dieta rica em gorduras, pobre em fibras e em vitaminas. • Radiações ionizantes sobre as mamas. Fatores Hormonais e Reprodutivos • Menarca precoce - primeira menstruação antes dos 11 anos de idade • Menopausa tardia - última menstruação após os 55 anos • Idade do primeiro parto após os 30 anos de idade • Nuliparidade - nenhuma gestação • Lactação, pílula anticoncepcional e terapia de reposição hormonal possuem papéis não claramente estabelecidos. SINAIS E SINTOMAS Aparecimento de nódulo ou caroço no seio, com ou sem irritação e dor no local. O câncer de mama ocorre com maior freqüência nas mulheres, numa proporção de 100 casos femininos para 1 masculino, sendo descoberta entre os 40 e os 60 anos de idade. DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA Procedimentos básicos: • Auto-exame das mamas • Exame clínico • Mamografia CÂNCER DE MAMA UM TOQUE QUE SALVA Procedimentos auxiliares: • Ultra-sonografia • Exame citológico • Exame histopatológico O AUTO-EXAME DAS MAMAS (AEM) É o exame das mamas efetuado pela própria mulher. Conhecendo suas mamas você pode verificar qualquer alteração. Ele não substitui o exame clínico de rotina. Quando fazer? Faça o auto-exame uma vez por mês. A melhor época é logo após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15. O QUE PROCURAR E COMO EXAMINAR AS MAMAS? Diante do espelho: Eleve e abaixe os braços. Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou retrações. Durante o banho: Com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila. Faça o mesmo na mama esquerda. Procure por caroço nas mamas e axilas. Deitada: Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parte interna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe da mesma forma a mama direita. Com o braço esquerdo posicionado ao lado do corpo, apalpe a parte externa da mama esquerda com os dedos da mão direita. Procure por caroço nas mamas e axilas.

Autismo

O que é?

Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal. É uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças. Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

Causas:

A causa do autismo não é conhecida. Estudos mostram que pode ser, em parte, genética. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico:

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.

Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral. A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).

Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade. Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Prognóstico e tratamento:

Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida. Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos. Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial. Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia. A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores maisdedicados.

Asma

O que é asma?

Distúrbio inflamatório crônico dos pulmões que afeta pessoas de todas as idades. Estima-se que a doença atinja mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Embora não haja cura para a asma, ela pode ser controlada, permitindo que a maioria das pessoas leve uma vida produtiva e ativa. Sintomas de uma crise de asma Típica Falta de ar progressiva, tosse, chiado no peito, ou uma combinação desses sintomas Aguda Pode vir acompanhada por taquicardia (batimentos cardíacos rápidos) e taquipnéia (freqüência rápida de respiração), causando suor frio, ansiedade, agitação e angústia. Atenção: Estes sintomas variam de pessoa para pessoa, inclusive dentre os membros de uma mesma família Quais os principais fatores que podem desencadear as crises de asma? • Alérgenos inalantes perfumes, talcos, produtos de limpeza, polens, mofo, poeira doméstica etc • Alérgenos alimentares - chocolate, camarão, amendoim, ovo, leite etc • Medicamentos - principalmente aspirina • Fatores irritantes - mudanças climáticas, odores intensos e fumaça de cigarro • Fatores infecciosos - gripe viral anterior • Exercícios exagerados • Fatores emocionais É possível controlar e tratar a asma? A estratégia mais importante para o controle diário da asma é manter um ambiente livre dos fatores desencadeadores de asma, ou seja, investir na prevenção! Por vezes, a medicação pode ser essencial para controlar a natureza crônica e episódica da asma e incluem: inalações e xaropes. A maioria dos asmáticos consegue reconhecer que terá uma crise. Portanto, esteja alerta e saiba que prevenção é fundamental. Como é feito o diagnóstico de asma? A maneira mais adequada de certificar-se do diagnóstico de asma é procurar um médico. Este diagnóstico envolve: História clínica do paciente • Informações sobre os sinais e sintomas: tosse, chiado, falta de ar, sensação de “aperto” no tórax (opressão torácica), coriza, espirros, coceira no nariz etc • Características dos ambientes em que vive: carpete, mofo, acúmulo de poeira, cigarro, odores, giz, animais etc • Quadros semelhantes e/ou internações anteriores pelo mesmo problema • História familiar de asma, rinite ou conjuntivite alérgica Piora dos sintomas à noite e com mudanças bruscas de temperatura Exame físico do paciente: Predomínio de respiração mais rápida que o normal e coração “acelerado” Ausculta do tórax evidenciando sibilos (chiado) e roncos Exames complementares: • Raio X de tórax • Exame de sangue • Testes cutâneos • Medida do fluxo expiratório e espirometria

Artrose

A artrose (artrite degenerativa, doença degenerativa das articulações) é uma pertubação crónica das articulações caracterizada pela degenerescência da cartilagem e do osso adjacente, que pode causar dor articular e rigidez.

A artrose, a perturbação articular mais frequente, afeta em algum grau muitas pessoas por volta dos 70 anos de idade, tanto homens como mulheres. Contudo, a doença tende a desenvolver-se nos homens numa idade mais precoce. A artrose também pode aparecer em quase todos os vertebrados, inclusive peixes, anfíbios e aves. A doença está tão amplamente difundida no reino animal que alguns médicos pensam que pode ter evoluído a partir de um antigo método de reparação da cartilagem.

Persistem ainda muitos mitos sobre a artrose, por exemplo que é um traço inevitável de envelhecimento, como os cabelos grisalhos e as alterações na pele; que conduz a incapacidades mínimas e que o seu tratamento não é eficaz. Embora a artrose seja mais frequente em pessoas de idade, a sua causa não é a simples deterioração que implica o envelhecimento. A maioria dos afetados por esta doença, especialmente os mais jovens, apresentam poucos sintomas ou nenhum; contudo, algumas pessoas adultas desenvolvem incapacidades significativas.

 

Artrose da coluna vertebral
Os círculos indicam as articulações mais frequentemente afetadas pela artrose a nível da coluna vertebral (cervical e lombar), das mãos, dos pés, das ancas e dos joelhos.

 

Causas

As articulações têm um nível tão pequeno de fricção que não se desgastam, salvo se forem excessivamente utilizadas ou danificadas. É provável que a artrose se inicie com uma anomalia das células que sintetizam os componentes da cartilagem, como o colágeno (uma proteína resistente e fibrosa do tecido conjuntivo) e os proteoglicanos (substâncias que dão elasticidade à cartilagem). A cartilagem pode crescer demasiado, mas finalmente torna-se mais fina e surgem gretas na sua superfície. Formam-se cavidades diminutas que enfraquecem a medula do osso, debaixo da cartilagem. Pode haver um crescimento excessivo do osso nos bordos da articulação, formando tumefações (osteófitos) que podem ver-se e sentir-se ao tacto. Estas tumefações podem interferir no funcionamento normal da articulação e causar dor.

Por fim, a superfície lisa e regular da cartilagem torna-se áspera e esburacada, impedindo que a articulação se possa mover com facilidade. Produz-se uma alteração da articulação pela deterioração de todos os seus componentes, quer dizer, o osso, a cápsula articular (tecidos que envolvem algumas articulações), a membrana sinovial (tecido que reveste a articulação), os tendões e a cartilagem.

Existem duas classificações da artrose; primária (idiopática), quando a causa é desconhecida, e secundária, quando a causa é outra doença, como a de Paget, uma infecção, uma deformidade, uma ferida ou o uso excessivo da articulação. São especialmente vulneráveis os indivíduos que forçam as suas articulações de forma reiterada, como os operários de uma fundição ou de uma mina de carvão e os condutores de autocarros. Contudo, os corredores profissionais de maratona não têm um maior risco de desenvolvimento desta perturbação. Embora não exista uma evidência concludente a esse respeito, é possível que a obesidade seja um fator importante no desenvolvimento da artrose.

Sintomas

Ao chegar aos 40 anos de idade, muitas pessoas manifestam sinais de artrose nas radiografias, especialmente nas articulações que sustentam o peso (como a anca), mas relativamente poucas apresentam sintomas.

Em geral, os sintomas desenvolvem-se gradualmente e afetam inicialmente uma ou várias articulações (as dos dedos, a base dos polegares, o pescoço, a zona lombar, o dedo grande do pé, a anca e os joelhos). A dor é o primeiro sintoma, que aumenta em geral com a prática de exercício. Em alguns casos, a articulação pode estar rígida depois de dormir ou de qualquer outra forma de inatividade; contudo, a rigidez costuma desaparecer 30 minutos depois de se iniciar o movimento da articulação.

A articulação pode perder mobilidade e inclusive ficar completamente rígida numa posição incorreta à medida que piora a lesão provocada pela artrose. O novo crescimento da cartilagem, do osso e outros tecidos pode aumentar o tamanho das articulações. A cartilagem áspera faz com que as articulações ranjam ou crepitem ao mover-se. As protuberâncias ósseas desenvolvem-se com frequência nas articulações das pontas dos dedos (nódulos de Heberden).

Em alguns sítios (como o joelho), os ligamentos que rodeiam e sustentam a articulação distendem-se de tal maneira que esta se torna instável. Tocar ou mover a articulação pode ser muito doloroso.

Em contraste, a anca torna-se rígida, perde o seu raio de ação e provoca dor ao mover-se. A artrose afeta com frequência a coluna vertebral. A dor de costas é o sintoma mais frequente. As articulações lesadas da coluna costumam causar apenas dores leves e rigidez.

A artrose segue um desenvolvimento lento na maioria dos casos depois do aparecimento dos sintomas. Muitas pessoas apresentam alguma forma de incapacidade, mas, em certas ocasiões, a degenerescência articular detém-se.

Tratamento

Tanto os exercícios de estiramento como os de fortalecimento e de postura são adequados para manter as cartilagens em bom estado, aumentar a mobilidade de uma articulação e reforçar os músculos circundantes de maneira que possam amortecer melhor os impactos.

O exercício deve ser compensado com o repouso das articulações dolorosas; contudo, a imobilização de uma articulação tende mais a agravar a artrose do que a melhorá-la. Os sintomas pioram com o uso de cadeiras, reclinadores, colchões e assentos de automóvel demasiado moles. Recomenda-se o uso de cadeiras com costas direitas, colchões duros ou estrados de madeira por baixo do colchão. Os exercícios específicos para a artrose da coluna vertebral podem ser úteis; contudo, são necessários suportes ortopédicos para as costas em caso de problemas graves. É importante manter as atividades diárias habituais, desempenhar um papel ativo e independente dentro da família e continuar a trabalhar.

Também são úteis a fisioterapia e o tratamento com calor local.. As talas ou suportes podem proteger articulações específicas durante atividades que gerem dor. Quando a artrose afeta o pescoço, podem ser úteis as massagens realizadas por terapeutas profissionais, a tração e a aplicação de calor intenso com diatermia ou ultra-sons.

Os medicamentos são o aspecto menos importante do programa global de tratamento. Um analgésico como o paracetamol (acetaminofeno) pode ser suficiente. Um anti-inflamatório não esteróide como a aspirina ou o ibuprofeno pode diminuir a dor e a inflamação.Se uma articulação se inflama, incha e provoca dor repentinamente, os corticosteróides podem ser diretamente injetados nela, embora isto só possa proporcionar alívio a curto prazo.

A cirurgia pode ser útil quando a dor persiste apesar dos outros tratamentos. Algumas articulações, sobretudo a anca e o joelho, podem ser substituídas por uma artificial (prótese) que, em geral, dá bons resultados: melhora a mobilidade e o funcionamento na maioria dos casos e diminui a dor de forma notória. Portanto, quando o movimento se vê limitado, pode considerar-se a possibilidade de uma prótese da articulação.

Apnéia do Sono

O termo apnéia refere-se à interrupção da respiração pela boca e/ou pelo nariz, por um período maior do que 10 segundos. Normalmente, durante o sono, ocorrem alguns episódios de apnéia, mas quando esses episódios são muito freqüentes e prolongados, a ponto de interferirem na qualidade do sono da pessoa, configura-se o quadro denominado Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). Existem basicamente três tipos de apnéia: • Apnéia central: não ocorre entrada e nem saída de ar dos pulmões porque a pessoa não faz nenhum esforço para respirar. • Apnéia obstrutiva: a pessoa tenta respirar, mas não consegue porque alguma região da garganta está obstruída. • Apnéia mista: inicialmente a pessoa não faz esforço para respirar; depois, quando começa a tentar respirar, não consegue porque existe uma obstrução. A SAOS é uma doença relativamente comum, atingindo cerca de 2% das mulheres e 4% dos homens, na idade adulta. Muitas dessas pessoas são roncadoras, mas frequentemente não suspeitam da doença porque os sintomas são muito inespecíficos e poderiam ser explicados por outros problemas. A doença é crônica e progressiva e causa repercussões neurológicas e comportamentais. A associação com a obesidade é marcante. Por que ocorre? A SAOS é causada pelo fechamento anormal da via aérea, durante o sono. Os músculos que fazem parte da garganta auxiliam na fala e na alimentação, porém exercem também um papel fundamental na respiração, pois mantêm as vias aéreas superiores abertas e permitem a passagem do ar. Se durante o sono esses músculos relaxam-se de maneira inadequada, ou se a garganta é muito estreita, o fluxo de ar é parcialmente obstruído. Esse fenômeno resulta no famoso ronco, e também em uma redução do fluxo de ar para os pulmões. Quando esse fechamento da via aérea é completo, ocorre a parada de todo o fluxo de ar, originando a apnéia obstrutiva. Essas paradas na respiração fazem com que ocorram alterações na quantidade de oxigênio no sangue e com que a pessoa faça um esforço maior para respirar. O cérebro detecta esses problemas, e faz com que a pessoa acorde, o que leva à contração dos músculos da garganta, levando à sua abertura e permitindo o fluxo do ar. A pessoa volta a dormir rapidamente, e nem percebe que acordou. Ao dormir novamente, ocorre o mesmo processo de novo, e esse ciclo pode repetir-se por dezenas de vezes durante a noite. Todos esses fatores fazem com que a pessoa tenha um sono de má qualidade. Nos indivíduos obesos, o peso da gordura do pescoço associa-se ao relaxamento da musculatura, favorecendo a ocorrência dos episódios de apnéia obstrutiva. Além disso, algumas drogas podem tornar esses episódios mais freqüentes e de maior duração: álcool; calmantes; anestésicos; narcóticos (morfina, codeína). Quais são os sintomas? Os principais sintomas da SAOS são os roncos e a sonolência diurna, porém muitos pacientes não percebem esses sintomas. A sonolência diurna é explicada porque os vários episódios de apnéia que levam o paciente a acordar fragmentam o sono e impede que o mesmo progrida para as fases mais profundas, aquelas nas quais o descanso é maior. Com isso, o sono do paciente não é reparador, fazendo com que ele sinta muito sono durante o dia. Outros sintomas da síndrome são: • Acordar com sensação de sufocamento, ofegante; • Acordar com dor no peito ou desconforto; • Acordar pela manhã com a boca seca ou dor de garganta; • Acordar confuso; • Dor de cabeça ao acordar; • Alterações da personalidade; • Dificuldade de concentração; • Problemas de memória; • Impotência sexual; • Acordar frequentemente durante a noite para urinar; • Suar muito durante a noite; • Irritabilidade. Como é feito o diagnóstico? O médico suspeita da doença frente ao relato dos sintomas acima descritos. É importante que o companheiro compareça à consulta, pois ele pode fornecer informações importantes sobre o sono do paciente. De posse de todas essas informações, o médico então solicita um exame chamado “Polissonografia”, que consiste na observação do sono do paciente.

Ansiedade

Ansiedade

 

Estudo mostra que, em doses elevadas,a ansiedade aumenta em até 43% o risco
de um homem saudável ter um infarto

Hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, depressão. À já extensa lista de fatores de risco para a saúde do coração, a ciência agora acrescenta mais um: o excesso de ansiedade. Um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou pela primeira vez que, em altas doses e de maneira crônica, a ansiedade é suficiente para provocar infartos até mesmo em indivíduos que não pertencem a nenhum grupo de risco associado a doenças cardíacas. Morrer de ansiedade, portanto, não é apenas uma expressão: trata-se de uma possibilidade real. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam por doze anos um grupo de 735 homens saudáveis. Com idade média de 60 anos, eles tiveram seus hábitos monitorados por questionários e foram submetidos a exames médicos periódicos. A metodologia permitiu aos pesquisadores avaliar o efeito da ansiedade sobre o coração de duas formas: isoladamente e em conjunto com outras variáveis, como hábitos de comportamento e índices metabólicos. O resultado do trabalho mostrou que os indivíduos excessivamente ansiosos – com ou sem outras características que elevam a propensão a doenças cardíacas – têm entre 31% e 43% mais probabilidade de sofrer um infarto do que pessoas com um grau de aflição normal.

Quando os pesquisadores se referem a "indivíduos excessivamente ansiosos", não estão falando, evidentemente, daqueles cujos batimentos cardíacos aceleram diante da visão do ser amado ou dos que sentem os músculos tensionarem em situações de grande stress. A ansiedade exagerada é definida por um conjunto de características e comportamentos específicos que foram descritos em 1942, por um grupo de pesquisadores da Universidade de Minnesota. Eles dividiram os ansiosos em quatro grupos: fóbicos, somatizadores, psicastênicos e introvertidos. Os primeiros se caracterizam por um medo irracional e exagerado de determinados objetos ou situações. Os segundos são aqueles que, em momentos estressantes, demonstram sintomas físicos, como falta de ar, diarréia e forte taquicardia. O terceiro grupo, o dos psicastênicos, é formado por indivíduos com pensamentos obsessivos e compulsões absolutamente irracionais. O quarto grupo é o dos introvertidos – pessoas que se sentem inseguras ou extremamente desconfortáveis quando precisam interagir socialmente. Desses quatro tipos, os fóbicos são os que estão mais sujeitos a infartos, segundo o estudo da Universidade do Sul da Califórnia.

A ansiedade exagerada é um transtorno psicológico que atinge 12 milhões de brasileiros. Para os que têm propensão ao problema, especialistas recomendam terapia e atividades físicas. "As melhores são aquelas que, em vez de estimular a competição, induzem ao relaxamento e ao convívio com outras pessoas", afirma o cardiologista Ibraim Pinto. Apaziguar o coração, diz ele, ajuda a conservá-lo. O que era intuição popular ganhou o aval da medicina.

Quem corre mais riscos

A psicologia divide os indivíduos exageradamente ansiosos em quatro grupos. Ao lado, a descrição de cada um e o risco de infarto a que estão sujeitos

1º lugar
Fóbicos:sentem grande desconforto ou medo diante de determinados animais, objetos ou situações

2º lugar
Somatizadores:em situações que consideram estressantes, apresentam tensão e alterações físicas, como dor de cabeça, diarréia ou suor frio

3º lugar
Psicastênicos:têm dúvidas em excesso, pensamentos obsessivos e compulsões irracionais

4º lugar
Introvertidos:sentem grande insegurança e desconforto em situações sociais ou que envolvam interação com outras pessoas

Fonte: Pesquisa Anxiety Characteristics Independently and Prospectively Predict Myocardial Infarction in Man, da Universidade do Sul da Califórnia (2008).

Anemia Ferropriva

Anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência. As anemias podem ser causadas por deficiência de vários nutrientes como Ferro, Zinco, Vitamina B12 e proteínas. Porém, a Anemia causada por deficiência de Ferro, denominada Anemia Ferropriva, é muito mais comum que as demais (estima-se que 90% das anemias sejam causadas por carência de Ferro).

Funções
O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo.

Consequências da carência de Ferro
A carência de ferro é denominada Anemia Ferropriva ou Anemia por Carência de Ferro. É uma deficiência nutricional grave que afeta grande parcela da população mundial de praticamente todos os estratos sociais. Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes, mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados pela doença, muito embora homens -adolescentes e adultos- e os idosos também possam ser afetados por ela.
A Anemia Ferropriva está associada a maior mortalidade entre mulheres parturientes e ao aumento do risco de nascimento de crianças prematuras e de crianças de baixo peso ao nascer. Alguns estudos relatam a queda de produtividade dos trabalhadores como estando associada a Anemia Ferropriva.
A Anemia Ferropriva e a deficiência de ferro influenciam a resistência dos indivíduos às infecções. Existe uma maior propensão às infecções e maior mortalidade entre crianças com deficiência de Ferro. Além disso, alguns estudos revelam atrasos no crescimento associado à Anemia Ferropriva.

 

Sinais da carência
Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos, necessitando-se de exames laboratoriais (sangue) para que seja confirmado o diagnóstico de Anemia Ferropriva. Os principais sinais e sintomas são: fadiga generalizada, anorexia (falta de apetite), palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas), menor disposição para o trabalho, dificuldade de aprendizagem nas crianças, apatia (crianças muito "paradas").

Causas da Deficiência
A deficiência de Ferro pode ser causada por:
ingestão insuficiente de alimentos ricos em ferro: os indivíduos podem ingerir alimentos em quantidades insuficientes, levando a uma ingestão também insuficiente de ferro. Isso ocorre porque as pessoas/famílias não dispõem de recursos financeiros para adquirirem os alimentos necessários a sua sobrevivência e também porque podem desconhecer os alimentos que são as fontes mais ricas de Ferro. O ferro originado de alimentos de origem animal (carnes, por exemplo) é muito melhor aproveitado pelo nosso organismo do que aquele de origem vegetal. Por isso, é importante ter uma alimentação que contenha alimentos de origem animal e vegetal, principalmente para aqueles indivíduos que apresentam uma necessidade aumentada desse nutriente (crianças em fase de crescimento, adolescentes, mulheres gestantes e lactantes, mulheres em idade reprodutiva, indivíduos que exercem atividade física intensa);

falta de saneamento básico: o saneamento básico (água limpa e tratada, destino adequado para o esgoto e para o lixo) é uma das medidas mais importantes para evitar as parasitoses (doenças causadas por vermes). Os indivíduos adquirem parasitoses em contato com ambientes infectados por vermes ou quando ingerem água não tratada e alimentos contaminados por parasitos (vermes). As parasitoses podem causar Anemia Ferropriva ou agravar a deficiência de ferro do indivíduo;
perdas excessivas de sangue (hemorragias, menstruação excessiva, verminoses);
aumento das necessidades orgânicas de ferro: crescimento, gestação e lactação.

Principais fontes alimentares de Ferro
O Ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vemelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; carnes de aves e de peixes, mariscos crus. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de Ferro. Contudo, no mercado já existem os leites enriquecidos com Ferro.
Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se como fonte de ferro os folhosos verdes-escuro (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana, rapadura, açúcar mascavo. O açaí é uma fruta mutio rica em ferro. Também existem disponíveis no mercado alimentos enriquecidos com ferro como farinhas de trigo e muilho, cereais matinais, entre outros.

Fonte: Ministério da Saúde, publicado em 27 de abril de 2002. Texto adaptado para osite da Farmácia Dermus.

Alergia Alimentar

A alergia alimentar é uma reação adversa a determinado alimento. Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrintestinal e respiratório. As reações podem ser leves com simples coceira nos lábios até reações graves que podem comprometer vários órgãos. A Alergia Alimentar resulta de uma resposta exagerada do organismo a determinada substância presente nos alimentos.

O que é Reação Adversa a Alimentos?
É qualquer reação indesejável que ocorre após ingestão de alimentos ou aditivos alimentares. Estas podem ser classificadas em reações tóxicas e não-tóxicas. As reações não-tóxicas podem ser de Intolerância ou Hipersensibilidade.
Exemplo de reação não-alérgica são as reações por ingestão de alimentos contaminados por microorganismos. Estas se apresentam agudamente com febre, vômitos, diarréia e geralmente acometem várias pessoas que ingeriram os alimentos contaminados.

A Intolerância à Lactose é uma reação alérgica?

A intolerância à lactose é uma desordem metabólica onde a ausência da enzima lactase no intestino determina uma incapacidade na digestão de lactose (açúcar do leite) que pode resultar em sintomas intestinais como distensão abdominal e diarréia. Esta intolerância geralmente é dose dependente e o indivíduo pode tolerar pequenos volumes de leite por dia ou se beneficiar dos leites industrializados com baixos teores de lactose. Portanto, a Intolerância à Lactose não é uma Alergia Alimentar apesar de frequentemente confundida pelos familiares e profissionais de saúde. Torna-se importante esta diferenciação, pois a orientação nutricional é distinta. Enquanto na intolerância à lactose, eventualmente, é possível ingerir pequenas quantidades de leite, na Alergia às proteínas do leite, a alimentação não deve conter leite ou derivados.

Qual a prevalência da Alergia Alimentar?
Estima-se que as reações alimentares de causas alérgicas verdadeiras acometam 6-8% das crianças com menos de 3 anos de idade e 2-3% dos adultos.

Os indivíduos com outras doenças alérgicas apresentam maior incidência de Alergia Alimentar?
Pacientes com doenças alérgicas apresentam uma maior incidência de Alergia Alimentar sendo encontrada em 38% das crianças com Dermatite Atópica e em 5% das crianças com quadro de asma.

Quais os fatores envolvidos na Alergia Alimentar?
A predisposição genética, a potência antigênica de alguns alimentos e alterações a nível do intestino parecem ter importante papel. Existem mecanismos de defesa principalmente a nível do trato gastrintestinal que impedem a penetração do alérgeno alimentar e conseqüente sensibilização. Estudos indicam que de 50 a 70% dos pacientes com Alergia Alimentar possuem história familiar de alergia. Se o pai e a mãe apresentam alergia, a probabilidade de terem filhos alérgicos é de 75%.

Quais os alimentos mais frequentemente envolvidos na Alergia Alimentar?
Qualquer alimento pode desencadear reação alérgica. No entanto, leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixe e crustáceos são os mais envolvidos. A sensibilização a estes alimentos (formação de anticorpos IgE) depende dos hábitos alimentares da população. O amendoim, os crustáceos, o leite de vaca e as nozes são os alimentos que com maior freqüência provocam reações graves (anafiláticas).
Os alimentos podem provocar reações cruzadas, ou seja, alimentos diferentes podem induzir respostas alérgicas semelhantes no mesmo individuo. O paciente alérgico ao camarão pode não tolerar outros crustáceos. Da mesma forma, pacientes alérgicos ao amendoim podem também apresentar reação ao ingerir a soja, ervilha ou outros feijões.

E quanto aos corantes e aditivos alimentares?
As reações adversas aos conservantes, corantes e aditivos alimentares são raras, mas não devem ser menosprezadas. O corante artificial tartrazina (FD&C amarelo#5), sulfitos e glutamato monossódico são relatados como causadores de reações. A tartrazina pode ser encontrada nos sucos artificiais, gelatinas e balas coloridas enquanto o glutamato monossódico pode estar presente nos alimentos salgados como temperos (caldos de carne ou galinha). Os sulfitos são usados como preservativos em alimentos (frutas desidratadas, vinhos, sucos industrializados) e medicamentos tem sido relacionados a crises de asma em indivíduos sensíveis.

Quais as principais manifestações clínicas da Alergia Alimentar? São mais comuns as reações que envolvem a pele (urticária, inchaço, coceira, eczema), o aparelho gastrintestinal (diarréia, dor abdominal, vômitos) e o sistema respiratório, como tosse, rouquidão e chiado no peito. Manifestações mais intensas, acometendo vários órgãos simultaneamente (Reação Anafilática), também podem ocorrer.
Nas crianças pequenas, pode ocorrer perda de sangue nas fezes, o que vai ocasionar anemia e retardo no crescimento. Sintomas nasais isolados não são comuns.

O que é Reação Anafilática?
É uma reação súbita, grave que impõe socorro imediato por ser potencialmente fatal. A Reação Anafilática pode ser provocada por medicamentos, venenos de insetos e alimentos. Na Alergia Alimentar, o alimento induz a liberação maciça de substâncias químicas que vai determinar um quadro grave de resposta sistêmica associado à coceira generalizada, inchaços, tosse, rouquidão, diarréia, dor na barriga, vômitos, aperto no peito com queda da pressão arterial, arritmias cardíacas e colapso vascular ("choque anafilático").

O exercício físico pode provocar reação anafilática?
Exercício físico pode provocar reação anafilática muito raramente. Associação de ingestão de alimento e exercício físico extenuante também tem sido observada.

O que é Síndrome de Alergia Oral?
É uma manifestação de Alergia Alimentar que ocorre após contato de determinados alimentos com a mucosa oral. As manifestações ocorrem imediatamente após contato do alimento com a mucosa da boca, ocasionando coceira e inchaço nos lábios, palato e faringe. O edema de glote não é freqüente. Ocorre principalmente em pacientes com alergia aos polens e os alimentos mais frequentemente envolvidos são: melão, melancia, banana, maçã, pêssego, cereja, batata, cenoura, ameixa, amêndoa, avelã e aipo.

Como o médico pode fazer o diagnóstico de Alergia Alimentar?
O diagnóstico depende de história clínica minuciosa associada a dados de exame físico que podem ser complementados por testes alérgicos.
Na história clínica, é fundamental que o paciente ou seus pais, no caso das crianças, auxilie fornecendo detalhes sobre os alimentos ingeridos rotineiramente ou eventuais. Em algumas situações é possível correlacionar o surgimento dos sintomas com a ingestão de determinado alimento. Em outras ocasiões o quadro não é tão evidente, necessitando de história mais detalhada. Isso ocorre principalmente quando as reações ocorrem horas após a ingestão do alérgeno.
A Alergia Alimentar ocorre mais frequentemente nas crianças pequenas onde o leite de vaca e o ovo são os alimentos mais comuns. Apesar de muitas vezes incriminado (pelos pais e avós) como causa de Alergia Alimentar, o chocolate raramente causa alergia. Nestes casos, se torna necessário pesquisar alergia às proteínas do leite de vaca ou da soja, usadas em sua fabricação. Nos adultos, o camarão é queixa freqüente em nosso meio.

O que é o teste alérgico?
É um método diagnóstico seguro e geralmente indolor. Deve ser realizado pelo médico especialista que após história clínica e exame físico, determinará quais substâncias podem ter importância no quadro clínico e, portanto, deverão ser avaliadas. O desconforto pode ocorrer pelo prurido (coceira) localizado à área do teste, no caso da reação positiva.
Na maioria das vezes é realizado no antebraço após higiene local com algodão e álcool. O resultado é obtido em 15 a 20 minutos e a reação positiva consiste na formação de uma pápula vermelha, semelhante à uma picada de mosquito. Esta reação indica presença de IgE específica ao alimento testado. Algumas vezes torna-se necessário realizar o teste com o próprio alimento in natura .
Em algumas situações, o teste cutâneo deve ser substituído pela dosagem de IgE específica no sangue. São elas: necessidade de uso diário de anti-histamínicos (antialérgicos), não disponibilidade de material para teste, presença de eczema severo ou história sugestiva de reação intensa (reação anafilática) a determinado alimento. Muitas vezes o alergista realiza as duas formas de avaliação para ter maior segurança no diagnóstico.

Como tratar a Alergia Alimentar?
Até o momento, não existe um medicamento específico para prevenir a Alergia Alimentar. Uma vez diagnosticada, são utilizados medicamentos específicos para o tratamento dos sintomas (crise) sendo de extrema importância fornecer orientações ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o alimento desencadeante. As orientações devem ser fornecidas por escrito visando a substituição do alimento excluído e evitando-se deficiências nutricionais até quadros de desnutrição importante principalmente nas crianças. O paciente deve estar sempre atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeou a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato apontam para a presença de leite de vaca. Todas as orientações devem ser fornecidas aos pacientes e familiares.

O que fazer caso venha ocorrer a ingestão acidental do alimento?
A exclusão de um determinado alimento não é tarefa fácil e a exposição acidental ocorre com certa freqüência. Os indivíduos com Alergia Alimentar grave (reação anafilática) devem portar braceletes ou cartões que os identifiquem, para que cuidados médicos sejam imediatamente tomadas. As reações leves desaparecem espontaneamente ou respondem aos anti-histamínicos (antialérgicos). Pacientes com história de reações graves devem ser orientados a portar medicamentos específicos (adrenalina), mas torna-se obrigatório uma avaliação em serviço de emergência para tratamento adequado e observação, pois em alguns casos pode ocorrer uma segunda reação, tardia, horas após.

O paciente que apresenta reação a determinado alimento poderá um dia voltar a ingeri-lo?
Aproximadamente 85% das crianças perdem a sensibilidade à maioria dos alimentos (ovos, leite de vaca, trigo e soja) que lhes provoca alergia alimentar entre os 3-5 anos de idade. O teste cutâneo permanece positivo apesar do aparecimento da tolerância ao alimento. A sensibilidade ao amendoim, nozes, peixe e camarão raramente desaparece.
Em alguns casos, principalmente nas crianças, a exclusão rigorosa do alimento parece promover a diminuição da alergia. O alimento deve permanecer suspenso por aproximadamente 6 meses. Após este período o médico especialista poderá recomendar uma reintrodução do alimento e observar os sintomas. Se o indivíduo permanecer assintomático e conseguir ingerir o alimento, o mesmo pode ser liberado. Caso ocorra qualquer sintoma, a dieta de eliminação deve ser mantida. A presença de reação alérgica grave, como a anafilaxia ao amendoim, contra-indica esta reintrodução. Nos pacientes altamente sensibilizados, a presença de quantidades mínimas do alimento pode desencadear reação de extrema gravidade.

Existe algum meio de prevenir a Alergia Alimentar?
Algumas orientações devem ser dadas aos recém-nascidos de pais ou irmãos atópicos. O estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida é fundamental assim como a introdução tardia dos alimentos sólidos potencialmente provocadores de alergia. Recomenda-se a introdução dos alimentos sólidos após o 6º mês, o leite de vaca após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe, somente após o 3º ano de vida.

Fonte: Site Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Linfoma não Hodgkin

Qual é a função do sistema linfático?

O sistema linfático consiste em pequenos vasos que percorrem todas as partes do corpo carregando a linfa, um líquido claro que contém os linfócitos (células brancas do sangue), responsáveis por combater infecções e doenças.

A linfa é coletada nos linfonodos. Como os linfonodos e os vasos linfáticos são encontrados em praticamente todas as partes do corpo, o linfoma pode começar e acometer quase todos os lugares do organismo.

O que é Linfoma não Hodgkin?

Linfoma não Hodgkin é uma neoplasia do sistema linfático na qual as células linfáticas começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e formando tumores.

Pode ser indolente (de crescimento lento), agressivo (de crescimento rápido) ou possuir características de ambos os tipos. O linfoma de células B é o tipo mais comum e o linfoma de células T o menos comum. Devido à existência de vários tipos e subtipos de linfoma, é muito importante saber o diagnóstico correto para se instituir o tratamento mais adequado.

Incidência

A incidência do linfoma não Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de quatro casos/100 mil indivíduos ocorrem na faixa dos 20 anos. A taxa de incidência aumenta até dez vezes, passando para 40 casos/100 mil indivíduos aos 60 anos, e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos/100 mil indivíduos após os 75 anos.

Fatores de Risco

Pessoas infectadas pelos vírus HIV, Epstein-Barr, HTLV1 e pela bactéria Helicobacter Pylori (que causa úlceras gástricas) apresentam maior risco de desenvolver linfoma. A exposição a componentes químicos de herbicidas e pesticidas também está associada à sua ocorrência, assim como a exposição à radiação.

Sintomas

Os sintomas mais comuns do linfoma não Hodgkin são o aumento do tamanho dos linfonodos do corpo, sobretudo em locais como axilas, pescoço e região inguinal. E, ainda, a presença de sudorese excessiva à noite, febre, perda de peso súbita e prurido (coceira na pele). 

O que significa estadiamento?

O estadiamento é a forma de descrever o câncer, informando se está localizado e também se houve disseminação para outros locais. Além disso, informa se outros órgãos do corpo foram afetados. Existem quatro estágios para o linfoma não Hodgkin. A escala denominada Índice Prognóstico Internacional (IPI) é utilizada para ajudar a prever seu prognóstico e selecionar o tratamento mais adequado.

Tratamento

O tratamento depende do tipo do linfoma, do estágio e do estado de saúde geral da pessoa. Em pacientes idosos, com linfoma indolente e sem qualquer sintoma, pode ser indicado um seguimento rigoroso sem que seja iniciado tratamento imediato, salvo em progressão de doença e início de sintomas. A quimioterapia é, na maioria das vezes, o tratamento primário. Em pacientes em estágio inicial ou que apresentem linfonodos muito aumentados, a radioterapia pode ser empregada durante ou após a quimioterapia. Um anticorpo monoclonal é empregado no tratamento de muitos linfomas não Hodgkin de células B e, em conjunto com a quimioterapia, representa um dos grandes avanços no tratamento. Em alguns pacientes, utiliza-se a quimioterapia em altas doses, com resgate de células-tronco, também chamada Transplante Autólogo de Medula Óssea. Os efeitos colaterais do tratamento podem ser prevenidos ou controlados com a ajuda de seu oncologista e de sua equipe médica.

Fonte: Site www.cccancer.net – Adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Meningite: entenda melhor essa doença

A meningite ocorre quando as meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula) inflamam, o que pode ser causado por vírus ou bactérias.

A meningite viral é menos agressiva e seus sintomas assemelham-se aos da gripe e resfriado. Já a bacteriana é altamente contagiosa e pode ser causada por pneumococos, hemófilos ou meningococos, sendo que a última forma de infecção é a mais grave e pode matar em até 48 horas.

A doença é transmitida pela saliva da pessoa doente, seja por contato direto ou por gotículas que se transmitem pelo ar. A bactéria ou vírus atinge o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio. Os grupos de risco para meningite são as crianças menores de seis anos, os idosos e os imunodeprimidos.

Cerca de 10% dos infectados vão a óbito e muitos ficam com sequelas permanentes, como dificuldades no aprendizado, paralisia cerebral e surdez. Os principais sintomas da doença são febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele que se assemelham a picadas de mosquitos e aumentam rapidamente de tamanho.

Existe vacina para a doença, sendo que as mais utilizadas são a bivalente, a tetravalente e a monovalente, em menores de dois anos. Contudo, os cientistas ainda não conseguiram desenvolver vacinas para alguns sorotipos da doença.

A prevenção é a melhor arma contra a meningite. Confira algumas dicas de como evitar essa doença:

- Mantenha o esquema de vacinação em ordem.

- Lave as mãos com frequência, especialmente antes das refeições.

- Siga uma dieta saudável, rica em frutas frescas, legumes, verduras e cereais integrais.

- Beba bastante líquido.

- Ambientes fechados são um terreno fértil para a proliferação dos mais diversos microorganismos, especialmente Meningococos. Mantenha os ambientes arejados.

- Oriente a criança para não espremer espinhas ou qualquer outro machucado na face.

Fonte: Site Bibliomed, adaptado para o site da Farmácia Dermus.

HPV (Papilomavírus humano)

O HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis, e de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).

Transmissão do Papiloma Vírus Humano (HPV)

A transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos que alberguem o HPV.

Diagnóstico

As características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos permitem que as lesões sejam mais facilmente reconhecíveis. Nas mulheres, porém, elas podem espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos, só são diagnosticáveis por exames especializados, como o de Papanicolaou (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia e outros mais sofisticados como hibridização in situ, PCR (reação da cadeia de polimerase) e captura híbrida.

Sintomas

A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas através de exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.

Tratamento

O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.

Recomendações

* Lembre-se que o uso do preservativo é medida indispensável de saúde e higiene não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis;

* Saiba que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;

* Vida sexual mais livre e multiplicidade de parceiros implicam eventuais riscos que exigem maiores cuidados preventivos;

* Informe seu parceiro/a se o resultado de seu exame para HPV for positivo. Ambos precisam de tratamento;

* Parto normal não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões genitais em atividade;

* Consulte regularmente o ginecologista e faça os exames prescritos a partir do início da vida sexual. Não se descuide. Diagnóstico e tratamento precoce sempre contam pontos a favor do paciente

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella, adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Cefaléia: mitos e verdades

A cefaléia, ou dor de cabeça como é conhecida popularmente, incomoda o homem desde o começo de sua existência. A incidência desta patologia é tão grande que em 1982 foi criada a Sociedade Internacional da Cefaléia, para tentar normatizar e orientar o problema. Com isso, foi possível identificar 60 causas de cefaléias.
Estima-se que 40% da população mundial tenha pelo menos duas crises anuais. A causa mais comum é a contração dos músculos posteriores do crânio ou da coluna cervical, chamada de cefaléia de contração muscular ou tensional. Ela é responsável por 90% dos pacientes que procuram os médicos reclamando da cefaléia.
Outras duas causas comuns são a enxaqueca e a sinusite. A primeira, acredita-se que atinja 15% da população e é três vezes mais freqüente nas mulheres que nos homens. As crianças com menos de 10 anos representam 25% dos casos de enxaqueca.
Esta doença se caracteriza por crises de dor, geralmente atingindo um lado só da cabeça e acompanhada de perda de apetite, náuseas e vômitos.
O interessante é que a maioria das pessoas que sofre de enxaqueca pode prever uma crise. Este fenômeno é conhecido como aura e quase sempre é um distúrbio visual, que apresenta a visão de pontinhos escuros ou brilhantes.
Dentre estes casos, 80% dos pacientes apresentam intolerância à luz. O tratamento é sintomático, na maioria das vezes com o simples uso de analgésico.
Já a sinusite, uma inflamação da mucosa que reveste as cavidades naturais de alguns ossos do crânio, chamadas de seios da face, muitas vezes é confundida com a enxaqueca. Estes seios possuem drenagem de suas secreções através de orifícios dentro das narinas.
Processos alérgicos, gripes, ou tumores podem obstruir estes orifícios de drenagem, acumulando secreção no interior dos seios. Este meio é o ideal para a proliferação de bactérias causando infecções.
Esta infecção e a inflamação dos seios provocam a dor característica da sinusite. Para evitá-la é necessário evitar as diferenças térmicas, principalmente o frio; não dormir com os cabelos molhados; não fumar: não ingerir líquidos gelados; evitar substâncias alérgicas como o pó, poeira, perfumes fortes e ambientes poluídos: e não sair de casa com os cabelos molhados em dias ou horários frios.

As 10 principais causas da dor de cabeça

1 - Estresse ou tensão nervosa
2 - Enxaqueca
3 - Combinação estresse-enxaqueca
4 - Sinusopatias (doenças dos seios da face, como a sinusite)
5 - Distúrbios visuais
6 - Inflamação dos ouvidos
7 - Meningites
8 - Tumores cranianos
9 - Origem dentária
10 - Inflamação da artéria temporal

O que fazer?

- Procure um neurologista.
- Evitar fatores que desencadeiam a dor, como fumo, álcool, chocolates, queijos curados, salsichas, remédios, vasodilatadores, exposição demasiada ao sol e recintos fechados.

- Tratar estresse, ansiedade, medo e angústia.
- Evitar fadiga por excesso de exercícios, esforço mental ou privação de sono.
- Evitar hipoglicemia.
- Anticoncepcionais pioram a enxaqueca.
- Quando a causa for contração, fazer compressas quentes no local pois ajudam a relaxar a musculatura envolvida.

Fonte: Site Boa Saúde – UOL, adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Rinite Alérgica Sazonal

Introdução

A rinite alérgica sazonal, também chamada de febre do feno, afeta mais de 35 milhões de pessoas nos EUA. Essas alergias sazonais são causadas por substâncias chamadas de alérgenos. O pólen carregado no ar e os esporos de fungos são os principais desencadeadores, no ambiente externo ao doméstico, de sintomas alérgicos durante a primavera e o outono. Nessas épocas, os pacientes com esse tipo de rinite experimentam piora dos sintomas de espirros, congestão nasal, coriza e coceira no nariz, teto da boca, garganta e olhos.

Pólens

Pólens são derivados das plantas, sendo representados por grânulos microscópicos necessários para a reprodução das plantas. A partícula de pólen tem diâmetro inferior ao de um fio de cabelo. Geralmente, o pólen derivado de plantas com flores vivas, como as rosas, não desencadeiam reações alérgicas. Esse tipo de pólen tem maior diâmetro e são carreados de planta em planta, por abelhas ou outros insetos. Por outro lado, várias árvores e a grama apresentam pólen de pequeno diâmetro, facilmente disseminados pelas correntes de ar. Esse é o pólen que causa sintomas alérgicos.

Cada planta apresenta um período de polinização, que não varia muito de um ano para o outro. No entanto, as condições climáticas podem afetar a quantidade de pólen encontrada no ar, a qualquer momento.

Mofo

Os mofos, ou bolores são fungos microscópicos, relacionados aos cogumelos, porém sem caule, raízes ou folhas. Seus esporos flutuam no ar, como o pólen, estando presente em boas concentrações durante grande parte do ano. Ao contrário do pólen, o mofo não possui uma estação específica, mas também é afetada por condições climáticas, como o vento, a chuva e a temperatura. O pico de elevação da concentração de esporos de mofos é na segunda quinzena de julho.

Os fungos mais comumente identificados são: Alternaria, Cladosporium e Aspergillus. Os mofos estão presentes em qualquer habitat possível. Fora do ambiente doméstico, podem ser encontrados no solo, na vegetação e nas raízes. No interior da casa, podem ser encontrados nos sótãos, porão, banheiros, refrigeradores e outros reservatórios alimentares, lixeira, containeres, tapetes e concorrentes.

Efeitos do tempo e da localização

As condições climáticas podem afetar os sintomas da febre do feno. Os sintomas alérgicos costumam ser mínimos, em dias chuvosos, nublados ou sem vento, porque o pólen não se movimenta no ar. Calor, ressecamento e tempo com ventos freqüentes são sinais de maior distribuição do pólen e mofos, associando-se a aumento dos sintomas alérgicos.

Se você é alérgico a algum plantão, pode considerar a mudança para outro local no país, com plantas diferentes, objetivando o alívio dos sintomas. No entanto, polens (especialmente o pólen da grama) e mofos são bastante comuns, em todo o país. Além disso, outras plantas podem desencadear os mesmos sintomas. Muitas pessoas que se mudam para outras regiões, com o objetivo de escapar de suas alergias, descobrem que adquirem alergia a novos alérgenos, presentes nessa nova região, dentro de um a dois anos. Assim, mudar-se para outra região do país, com o objetivo de fugir da alergia, é frequentemente desapontador, não sendo recomendado.

O tratamento apropriado é a melhor maneira de lidar com as suas alergias. Se seus sintomas alérgicos sazonais estão trazendo muitos malefícios a você, procure um alergologista ou imunologista, o qual será capaz de realizar uma entrevista completa e exame físico detalhado, às vezes indicando a realização de alguns exames complementares. Esses exames permitirão determinar com exatidão quais os alérgenos responsáveis pelo desencadeamento dos seus sintomas. Ele poderá ajudar a decidir as épocas do ano nas quais esses alérgenos são mais prevalentes. Para aliviar seus sintomas alérgicos, ele poderá prescrever um medicamento na forma de spray nasal, algum antialérgico não-sedativo, um descongestionante ou outros medicamentos dependendo de cada caso.

Se seus sintomas persistirem ou se você os apresentar durante muitos meses no ano, seu médico poderá recomendar um tratamento denominado de imunoterapia, também chamado de "vacinação contra alergia". Esse tipo de terapia envolve a aplicação, na forma de injeções, em intervalos pré-determinados, de pequenas quantidades de alérgeno, em quantidades cada vez maiores. O período de tratamento é longo, variando entre três e cinco anos. Esse tratamento ajuda seu sistema imunológico a tornar-se cada vez mais resistente ao alérgeno específico, além de reduzir seus sintomas e a necessidade de usar medicamentos no futuro.

O que fazer e o que não fazer?

Algumas recomendações podem ajudar você a reduzir a exposição aos alérgenos não-domiciliares (polens, mofos), os quais podem desencadear seus sintomas alérgicos.

1. O que fazer

  • Mantenha as janelas de sua casa fechadas durante a noite, para prevenir a entrada de polens e esporos de fungos, em sua casa. Ao invés de deixá-las abertas, use, se possível, um ar condicionado, que pode limpar, resfriar e reduzir a umidade do ar;
  • Reduza suas atividades na parte da manhã, especialmente no período em que ocorre maior liberação de pólen pelas plantas, ou seja, entre 5:00 e 10:00 da manhã;
  • Quando estiver viajando, mantenha asa janelas do carro/ônibus fechadas;
  • Tente permanecer dentro de casa nas épocas em que a quantidade de pólen for muito grande, e também nos dias de grande ventania, quando os polens e esporos são espalhados mais facilmente pelo ar;
  • Se possível, na época de maior concentração de pólens, faça uma viagem a um local com menor concentração dos mesmos, como praias;
  • Faça uso correto das medicações prescritas pelo seu médico, e consulte-se regularmente.

2. O que não fazer?

  • Não faça uso de medicamento em quantidade maior do que a prescrita, com o objetivo de melhorar ainda mais seus sintomas;
  • Evite cortar grama ou ter contato próximo com grama recém-cortada, pois o corte da grama faz com que o pólen e os esporos de fungos sejam dispersos pelo ar;
  • Não varra folhas, pois isso também espalha esporos por todo ar à sua volta;
  • Não estenda lençóis e outras roupas de cama para secar, em ambiente externo. Pólen e esporos de fungos podem aderir a eles;
  • Não mantenha muitas plantas, nem regue muito as mesmas, no interior da casa se você for alérgico a fungos. Solo molhado favorece o crescimento dos mesmos

Fonte: Revista Boa Saúde- UOL, adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Insonia

Passar noites em claro pode soar poético. Mas mesmo os poetas reclamam das horas maldormidas: “Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo. E o meu sentimento é um pensamento vazio”, lamentou Fernando Pessoa, sob o heterônimo Álvaro de Campos, em Insônia. Fora da literatura, a insônia atrapalha o sono – e a vida – de uma parcela considerável das pessoas: entre 5% e 10% da população geral sofrem com o mal, segundo estimativas do neurolofisiologista Flávio Alóe, do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas de São Paulo. A incidência pode ser ainda maior entre alguns segmentos: de acordo com estudo da Sociedade Brasileira do Sono realizado na capital paulista, o problema atinge mais de 40% entre pessoas entre 20 e 80 anos. Mas, afinal, como saber se a falta de sono pode ser qualificada como um transtorno ou decorre de simples situação passageira? E quais riscos ao organismo as noites maldormidas podem provocar? Segundo o médico, a insônia se define pela “percepção subjetiva de dificuldade para começar ou continuar dormindo ou acordar cedo demais”, além de combinações de sintomas diurnos como cansaço e fadiga. “É um transtorno de 24 horas”, resume. “Não é porque a pessoa dorme mal e acha que fica bem durante o dia que não deve se preocupar: em algum momento, ela vai ter prejuízos”. INSÔNIA, AS ORIGENS DO PROBLEMA De acordo com o Instituto do Sono, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), “a insônia é a ponta de um enorme iceberg” e deve ser analisada sob três aspectos: físico, psicológico e social. Ou seja, não se pode culpar unicamente as situações de ansiedade e stress pelas noites mal dormidas. Muitas vezes, a raiz do problema está escondida onde só um médico pode encontrar. Entre as possíveis causas da insônia, estão doenças físicas, uso de medicamentos e até distúrbios hormonais (hipertireoidismo). Doenças psiquiátricas e neurológicas como depressão, Parkinson, esquizofrenia, derrames cerebrais e Alzheimer também podem trazer dificuldades. Nesses casos, a ajuda especializada é fundamental. O coordenador do Instituto do Sono da Unifesp, Sérgio Tufik, acrescenta ainda outro elemento causador da insônia: o medo. “Medo, na natureza, é exatamente o contrário do sono: só dorme quem está tranqüillo”, afirma. Como se não bastassem esses fatores involuntários, pioramos ainda mais nossa qualidade de sono – ou até mesmo desencadeamos a insônia – com hábitos errados que adquirimos no dia-a-dia. Falta de rotina para dormir, ambiente inadequado e ingestão de bebidas alcoólicas são alguns erros comuns. O ambiente – A qualidade do sono depende em grande medida do ambiente em que se repousa. Por isso, características básicas como barulho, calor ou claridade excessivas devem ser levadas em conta. O médico lembra ainda que o sono é influenciado pelo ambiente “de uma forma perceptível e imperceptível”. “Em outras palavras, você pode achar que está dormindo bem em um lugar barulhento ou em um lugar não ideal e não perceber o problema”, explica. Ou seja, deve-se manter o quarto nas condições ideais sempre: escurecido, fresco e silencioso. Outra dica: desligue a TV, pois a luz da telinha prejudica a secreção da melotonina, um hormônio que induz o sono e só é produzido no escuro. TRATAMENTOS PARA INSÔNIA Muitas vezes, a insônia é apenas o reflexo de uma série de comportamentos errados adquiridos durante o dia. Nesses casos, uma mudança de hábitos relativamente simples pode resolver o problema. Se não é possível pegar no sono, mesmo obedecendo as orientações, é hora de procurar um especialista. “Uma insônia que persiste de um a dois meses já está se encaminhando para uma insônia crônica”, alerta o neurologista Luciano Ribeiro, presidente da Associação Brasileira do Sono. Ele acrescenta: “Insônia não tem dica; tem tratamento”. Basicamente, o tratamento é dividido em não-farmacológico e farmacológico. No primeiro, a principal indicação é a terapia comportamental cognitiva (TCC). No ambulatório, o paciente é atendido por uma equipe médica, que fornece o diagnóstico e em seguida o encaminha para uma avaliação psicossocial – que avalia em detalhes o cotidiano do indivíduo. A TCC para insônia, por sua vez, é constituída de seis a oito sessões, feitas em grupo de até dez pessoas. Nelas, os pacientes recebem informações gerais sobre o distúrbio e sobre como deve ser uma noite ideal de sono. Também aprendem técnicas de alteração de comportamento. “São mudanças de pensamentos, de conceitos, de mitos, de crenças individuais que o indivíduo adquire. É onde ele se defronta com o seu próprio conhecimento”, explica o neurologista. Todo o tratamento, a contar da chegada do paciente no ambulatório até o fim da TCC, leva de três a quatro meses, calcula Ribeiro. O tratamento farmacológico, como diz o nome, apóia-se em administração de medicamentos. Neste caso, entram em cena, os hipnóticos, antidepressivos e tranquilizantes - alguns até um pouco controversos, como os benzodiazepínicos. A escolha do medicamento correto vai depender fundamentalmente do diagnóstico, já que a insônia pode estar associada a outros transtornos, como depressão e ansiedade. Nesses casos, que são enquadrados na chamada insônia secundária, a falta de sono é tratada como um sintoma. O tratamento, então, é direcionado à doença de origem. Na opinião de Ribeiro, a grande chave no tratamento da insônia é uma mudança de pensamento. “O insone vê a insônia como protagonista da vida dele e ele tem que deslocar esse sintoma como coadjuvante; ver o que realmente está acontecendo na vida desse indivíduo, qual é o problema maior que talvez ele tenha. Esse é o grande segredo”, diz. Fonte: http://veja.abril.com.br/especiais_online/insonia/index.shtml, texto adaptado para Dermus Farmácia Dermatológica e Cosmética Ltda.

Osteoporose

Na osteoporose, o corpo perde massa óssea. Os ossos ficam frágeis e propensos a fraturas. Mas não dá para sentir que eles estão enfraquecendo. Por isso quem tem osteoporose pode nem desconfiar do problema até que uma fratura aconteça. O número de portadores, só nos Estados Unidos, ultrapassa 10 milhões. Todos nós, homens ou mulheres, devemos ficar alertas e, de acordo com indicação médica, fazer exames que detectem o problema no início.

Grupo de risco
A osteoporose ataca preferencialmente mulheres magras, de pele clara ou de origem asiática e que tenham parentes acometidos. A incidência se acentua após a menopausa, quando diminui a taxa de hormônios femininos. Sedentarismo, cigarro e bebidas alcoólicas aumentam a predisposição, assim como uma dieta pobre em cálcio ou carência de vitamina D.

Como se prevenir
- Certifique-se de que você está adquirindo a quantidade necessária de cálcio e vitamina D apropriada para sua idade.
- Faça exercícios físicos regularmente.
- Não fume.
- Evite o excesso de bebidas alcoólicas.
- Preocupe-se com a osteoporose. Converse com seu médico sobre isso e faça exame de densitometria óssea quando for indicado para você.

O sol
Sabemos que ele estimula nossa pele a produzir vitamina D, e que a vitamina D ajuda nosso organismo a absorver cálcio. Mas tomar sol não é a única maneira de se obter essa vitamina. Ela pode ser obtida através de alimentos ou sob a forma de comprimidos. Depois de muita discussão, levando em conta que não há uma dose mínima de sol que possa ser considerada não cancerígena, a Academia Americana de Dermatologia formalizou sua opinião, que é: não procure o sol para obter vitamina D; se você não ingere alimentos que suprem sua necessidade diária da vitamina, ao invés de tomar sol de maneira exagerada para cuidar de seus ossos, discuta com seu médico a possibilidade de você se submeter a um exame de sangue que verifique seu status de vitamina D. E se necessário faça uma suplementação desta vitamina conforme a orientação médica.

Fonte: www.veja.com.br; por Lucia Mandel, terça-feira dia 08 de dezembro de 2009.

 

 

Andropausa - O que é?

Entre as idades de 40 a 55 anos, os homens podem percebem sintomas semelhantes à menopausa. De modo diferente das mulheres, os homens não têm um sintoma específico como a interrupção da menstruação para marcar a transição. Ambos, no entanto, são caracterizados por uma queda nos níveis de hormônios. Estrógeno nas mulheres, testosterona nos homens. As mudanças ocorrem muito gradualmente nos homens e podem ser acompanhadas por mudanças em atitudes, humores, fadiga, perda de energia, libido e agilidade física.

Estudos mostram que este declínio de testosterona pode acarretar riscos em outros problemas de saúde, como doenças cardíacas e ossos frágeis. Com isto, tudo ocorre em uma época da vida em que muitos homens começam a questionar seus valores, realizações e objetivos de vida. É difícil perceber que as mudanças são ligadas mais a problemas hormonais do que só as condições externas.

Diferente da menopausa, que geralmente ocorre em mulheres entre 45 e 55 anos, a “transição” dos homens pode ser bem mais gradual e se estende por décadas. Atitudes, estresse psicológico, álcool, acidentes, cirurgias, medicação, obesidade e infecções podem desencadeá-la. Com a idade, o declínio nos níveis de testosterona vai ocorrer praticamente em todos os homens. Não há maneira de predizer quem vai ter sintomas de andropausa com intensidade suficiente para procurar ajuda médica.

Também não é previsível em que idade os sintomas vão ocorrer num determinado indivíduo. E os sintomas de cada homem podem ser também diferentes.

Fonte: site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Lupus eritematoso

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão. São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas e daí o nome lúpus eritematoso), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo ("V" do decote) e nos braços) e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos. Por ser uma doença do sistema imunológico, que é responsável pela produção de anticorpos e organização dos mecanismos de inflamação em todos os órgãos, quando a pessoa tem LES ela pode ter diferentes tipos sintomas e vários locais do corpo. Alguns sintomas são gerais como a febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros, específicos de cada órgão como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação da pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins.
Quem tem lúpus?
O lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são muito mais acometidas. Ocorre principalmente entre 20 e 45 anos, sendo um pouco mais freqüente em pessoas mestiças e nos afro-descendentes. No Brasil, não dispomos de números exatos, mas as estimativas indicam que existam cerca de 65.000 pessoas com lúpus, sendo a maioria mulheres. Acredita-se assim que uma a cada 1.700 mulheres no Brasil tenha a doença. Por essa razão, para os reumatologistas, o lúpus é uma doença razoavelmente comum no seu dia-a-dia.
O que causa o lúpus?
Embora a causa do LES não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento. Portanto, pessoas que nascem com susceptibilidade genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas. A principal delas é o desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo e causam inflamação em diversos órgãos como na pele, mucosas, pleura e pulmões, articulações, rins etc.). Dessa forma, entendemos que o tipo de sintoma que a pessoa desenvolve, depende do tipo de auto-anticorpo que a pessoa tem e, que como o desenvolvimento de cada anticorpo se relaciona às características genéticas de cada pessoa, cada pessoa com lúpus tende a ter manifestações clínicas (sintomas) específicas e muito pessoais.
Quais são os sintomas da doença?
Os sintomas do LES são diversos e tipicamente variam em intensidade de acordo com a fase de atividade ou remissão da doença. É muito comum que a pessoa apresente manifestações gerais como cansaço, desânimo, febre baixa (mas raramente, pode ser alta), emagrecimento e perda de apetite. As manifestações podem ocorrer devido à inflamação na pele, articulações (juntas), rins, nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão (pleura) e o coração (pericárdio). Outras manifestações podem ocorrer devido à diminuição das células do sangue (glóbulos vermelhos e brancos), devido a anticorpos contra essas células. Esses sintomas podem surgir isoladamente, ou em conjunto e podem ocorrer ao mesmo tempo ou de forma seqüencial. Crianças, adolescentes ou mesmo adultos podem apresentar inchação dos gânglios (ínguas), que geralmente é acompanhada por febre e pode ser confundida com os sintomas de infecções como a rubéola ou mononucleose.
Como o diagnóstico é feito?
O diagnóstico é feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas acima. Ao mesmo tempo, como algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, eles também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. Exames comuns de sangue e urina são úteis não só para o diagnóstico da doença, mas também são muito importantes para definir se há atividade do LES. Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza. Outros testes laboratoriais como os anticorpos anti-Sm e anti-DNA são muito específicos, mas ocorrem em apenas 40% a 50% das pessoas com LES. Ao mesmo tempo, alguns exames de sangue e/ou de urina podem ser solicitados para auxiliar não no diagnóstico do LES, mas para identificar se há ou não sinais de atividade da doença. Existem critérios desenvolvidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, que podem ser úteis para auxiliar no diagnóstico do LES, mas não é obrigatório que a pessoa com LES seja enquadrada nesses critérios para que o diagnóstico de LES seja feito e que o tratamento seja iniciado.
Como se trata o lúpus?
O tratamento da pessoa com LES depende do tipo de manifestação apresentada e deve portanto, ser individualizado. Dessa forma a pessoa com LES pode necessitar de um, dois ou mais medicamentos em uma fase (ativa da doença) e, poucos ou nenhum medicamento em outras fases (não ativas ou em remissão). Ao mesmo tempo, o tratamento sempre inclui remédios para regular as alterações imunológicas do LES e de medicamentos gerais para regular alterações que a pessoa apresente em conseqüência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor etc.
Geralmente, quando há envolvimento dos rins, do sistema nervoso, pulmões ou vasculite é necessário o emprego dos imunossupressores em doses variáveis de acordo com a gravidade do acometimento. Um aspecto importante no uso desses medicamentos é a atenção necessária quanto ao risco aumentado de infecções, já que eles diminuem a capacidade do indivíduo de defender-se contra infecções, incluindo a tuberculose. Em pacientes com LES grave, com rápida evolução, pode-se utilizar altas doses de glicocorticóide por via endovenosa.
Apenas o médico irá avaliar o tratamento adequado para cada pessoa.
Quanto tempo dura o tratamento?
O lúpus é uma doença crônica, assim como também o são a hipertensão, diabetes, várias doenças intestinais, alergias e outras doenças reumatológicas. Todas as pessoas que têm essas doenças necessitam de um acompanhamento prolongado, mas isso não quer dizer que a doença vai estar sempre causando sintomas, ou impedindo a pessoa de viver sua vida, trabalhar fora ou cuidar dos filhos e da casa, pois a evolução natural do lúpus, se caracteriza por períodos de maior e menor “atividade" (com quantidade maior ou menor de sintomas). Ao mesmo tempo, o uso regular dos medicamentos auxilia na manutenção da doença sob controle e, o uso irregular dos corticóides, antimaláricos (difosfato de cloroquina ou hidroxicloroquina), azatioprina e micofenolato de mofetila favorece a reativação da doença.
Quando a pessoa com lúpus, não aceita a existência da doença e não se conscientiza que são necessárias algumas mudanças no dia a dia, as coisas ficam bem mais difíceis, pois quem tem LES, deve manter um acompanhamento médico para sempre.
Algumas medidas são para a vida toda como proteção solar (chapéus, sombrinhas, etc., além dos cremes fotoprotetores já citados), não fumar, exercícios físicos regulares, controle alimentar, não faltar às consultas, realizar exames com a periodicidade recomendada e seguir as orientações e sempre retirar suas dúvidas com seu médico reumatologista.
Quanto ao uso dos remédios, isto varia de acordo com a fase da doença. O reumatologista, que é o médico especialista para o tratamento do LES, sempre vai tentar empregar os medicamentos nas menores doses possíveis, pelo menor tempo possível, mas a decisão quanto a que doses utilizar em cada momento, depende de uma avaliação especializada que é feita durante a consulta. Portanto, as doses prescritas não devem ser modificadas para que não haja retardo na melhora programada, mesmo que a pessoa esteja se sentindo bem a acredite que daria para reduzir os remédios. Antes de qualquer mudança na dose de qualquer medicamento, a pessoa com LES sempre deve conversar com o seu reumatologista.
Fonte: site da Sociedade Brasileira de Reumatologia , texto adaptado para o site da Farmácia Dermus

Esclerose múltipla

O que é?

Esclerose múltipla é doença inflamatória crônica bastante rara que acomete, em geral, indivíduos jovens e provoca dificuldades motoras e sensitivas que comprometem muito a qualidade de vida de seus portadores. Não se conhecem ainda as reais causas da doença. Sabe-se, porém, que sua evolução difere de uma pessoa para outra e que é mais comum em mulheres e em indivíduos de pele branca. A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisibilidade dos surtos. O diagnóstico é basicamente clínico, mas já existem exames laboratoriais e de imagem que ajudam a confirmá-lo e a acompanhar a evolução da doença.

O que causa?

Não existem causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise por enzimas.

Observações de casos familiares sugerem suscetibilidade genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens.

Podemos dizer que atualmente há maior número de casos do que nos anos 50, e que as manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo que essa enfermidade teria menor prevalência e incidência na América Latina, principalmente no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais.

O que se sente?

Os pacientes referem problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força, fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades, dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor.

A evolução é imprevisível e muito variada. No início podem haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados. Quando a doença se apresenta na meia-idade a progressão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico possível e provável dependerá da experiência do neurologista que, auxiliado por exames para-clínicos pertinentes, tais como: Ressonância Magnética, líquido cefalorraquidiano, potenciais evocados e outros, chegará ao diagnóstico definitivo, sem praticamente precisar do exame anátomo-patológico.

Qual é o tratamento?

Quanto ao tratamento, além dos cuidados gerais, recomenda-se fisioterapia e psicoterapia. Usam-se antivirais, imunossupressores, corticóides que, se não curam, poderão melhorar às vezes sensivelmente a sintomatologia. Atualmente há muitos estudosealguns tratamentos recentes mas apenas o médico quem iráescolhar o melhor ratamento.

Fonte:  http://www.abcdasaude.com.br, texto adaptado para o site da farmácia Dermus.

Doenças da Tireóide

A tireoideoutiroide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Comparada a outros órgãos do corpo humano é relativamente pequena ela. É responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

Hipotireoidismo

Se a produção de “combustível” é insuficiente provoca hipotireoidismo. Tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem, também, diminuição da capacidade de memória; cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol no sangue; e até depressão. Na verdade, o organismo nesta situação tenta "parar o indivíduo", já que não há “combustível” para ser gasto.

Hipertireoidismo

Se há produção de “combustível” em excesso acontece o contrário, o hipertiroidismo. Nesse caso, tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara; o intestino solta; a pessoa fica agitada; fala demais; gesticula muito; dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

Tanto no hipo como no hipertireoidismo, pode ocorrer um aumento no volume da tireoide, que chama-se bócio, e que pode ser detectado, através do exame físico. Problemas na tireoide podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e em mulheres.

Diagnosticar as doenças da tireoide não é complicado e o tratamento pode salvar a vida da pessoa.

Nódulos de Tireoide

Um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. O que não significa que sejam malígnos. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos. O reconhecimento deste nódulo precocemente pode salvar a vida da pessoa e a palpação da tireoide é fundamental para isso. Este exame é simples, fácil de ser feito e pode mudar a história de uma pessoa. Uma vez identificado o nódulo, o endocrinologista solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não do câncer.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

Dor nas costas - O melhor é manter-se ativo


Em caso de dor nas costas, movimente-se. De acordo com pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, pacientes com lombalgia aguda que foram orientados a permanecer ativos — apesar da dor —, se recuperaram melhor do que aqueles que diminuíram sua atividade por causa da dor.

Durante o levantamento de dados, foram analisados 109 pacientes com lombalgia aguda. Eles foram, então, divididos em dois grupos: aqueles que ficaram ativos, independente da dor sentida, e aqueles que tiveram de ajustar a atividade em função da dor. Os voluntários mantiveram ainda um diário por sete dias, onde anotavam quantos passos davam por dia, o quanto conseguiam realizar as atividades do dia-a-dia e como eles se sentiam fisicamente. Eles ainda completaram um formulário que indicava se estavam depressivos.

Apesar de apresentar mais dores, o grupo que se manteve o mais ativo possível recuperou-se mais brevemente e não se sentiu deprimido no fim do estudo. "O outro grupo, orientado a ajustar suas atividades à dor, tinha menos mobilidade e se sentiu um pouco mais deprimido", diz Olaya-Contreras, pesquisadora da Universidade de Gotemburgo.

De acordo com Olaya, a diferença pode acontecer porque algumas pessoas que estão deprimidas e com dor acabam vivendo a dor de maneira mais aguda. Uma outra explicação seria que quanto mais aguda a dor é percebida, menos a pessoa quer ou é capaz de se mover.

"Acredito que em casos de lombalgia aguda, o melhor é tentar continuar tão ativo quanto possível, e fazer as atividades diárias o melhor que se conseguir. Se você não permanecer se movendo, é fácil entrar num círculo vicioso. Isso porque a inatividade combinada à dor pode, no pior cenário, se transformar em uma incapacitação em longo termo e em inabilidade para trabalhar — o que pode levar à depressão e a mais dor."

As lombalgias agudas afetam mais de 80% das pessoas em idade profissional em algum momento da vida, embora a maioria melhore. A dor lombar pode ser recorrente. De 85% a 90% dos casos, a dor não pode ser atribuída a uma doença específica ou lesão.

Fonte: Disponível em www.vejaonline.com.br, texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

 


Ronco e síndrome da apnéia obstrutiva

Todos nós sabemos que uma boa noite de sono é fundamental para nossa saúde. Quem já não experimentou a sensação de acordar com mau-humor após uma noite mal-dormida, amaldiçoando o despertador e passando o dia todo bocejando e sem disposição para o trabalho e outras atividades? Ou que tal ser "convidado(a)" a dormir na sala porque a esposa (ou o marido) não tolera dormir com você por causa do seu ronco?

Mas não basta deitar e dormir a noite toda (sem fazer barulho...) para acordar bem no dia seguinte.

Hoje em dia, é consenso entre os médicos que a qualidade do sono (e não apenas o número de horas em que o indivíduo dorme) também é importante para um repouso adequado, repondo as energias gastas na rotina diária. Assim, passou-se a estudar mais a respeito do sono, e descobriu-se que muitos pacientes dormiam durante toda a noite, porém, já acordavam "cansados" e continuavam com sono ao longo do dia. Essas pessoas têm uma doença denominada síndrome da apnéia obstrutiva do sono (apnéia é a palavra de origem grega que significa "vontade de respirar").



O que é síndrome da apnéia do sono?

Nessa síndrome, a dificuldade para respirar durante o sono (por causa de obstrução do nariz ou da garganta) chega a fazer a pessoa parar de respirar por alguns segundos, reduzindo a oxigenação sangüínea. Dessa forma, o cérebro emite um "sinal de alerta", ocasionando despertares rápidos durante a noite, muitas vezes não percebidos pela própria pessoa. Somando-se todos esses despertares, contudo, o tempo de sono "eficiente" é muito pequeno, e isso explica porque o indivíduo já acorda cansado.

Essa não é a única conseqüência da síndrome. A baixa oxigenação sangüínea durante a noite pode afetar o aparelho cardiovascular, levando à hipertensão arterial, arritmias cardíacas, impotência sexual, ou o próprio funcionamento cerebral, prejudicando a concentração em determinadas atividades e a memória. Para se ter uma idéia da gravidade da síndrome, os pacientes com a síndrome sofrem acidentes de trânsito sete vezes mais do que a população geral.

A síndrome pode ocorrer em qualquer faixa etária, com pico de incidência entre os 40 e 50 anos. A obesidade é o principal fator de risco para a síndrome; cerca de 2/3 dos pacientes com SAOS são obesos. É possível que existam fatores genéticos associados.

Será que eu tenho apnéia do sono?

Aqui cabe um lembrete: TODOS nós temos alguns episódios de apnéia durante o sono, sem maiores conseqüências. A síndrome da apnéia obstrutiva do sono, como o próprio nome indica, refere-se ao quadro global de má qualidade do sono por conta da obstrução das vias aéreas superiores (nariz, boca e garganta) e seus efeitos. Também existem outros tipos de apnéia, causados por alterações do sistema nervoso central.

Deve-se ficar atento para a possibilidade de haver síndrome da apnéia obstrutiva principalmente se a pessoa:

· ronca;

· é obesa ou hipertensa;

· permanece com sonolência diurna apesar de dormir várias horas por noite;

· tem irritabilidade ou dificuldade para se concentrar em atividades habituais (dorme lendo o jornal ou assistindo à televisão);

· tem redução da libido ou impotência sexual;

· levanta várias vezes durante a noite para urinar (nesse caso, é importante avaliar se não se trata de um sintoma de hiperplasia de próstata, muito comum nos homens de meia-idade).

O diagnóstico é feito através dos sintomas relatados pelo paciente; muitas vezes o próprio paciente não percebe que desperta ou pára de respirar durante a noite; assim, é importante que o cônjuge ou um familiar do paciente acompanhe a consulta médica. Também há, uma série de exames para avaliação das vias aéreas superiores (nariz, boca e garganta) e do aparelho cardiovascular. Você pode até ter ouvido falar de algum parente ou amigo que fez a polissonografia, exame em que o paciente dorme uma noite no hospital com vários sensores que registram batimentos cardíacos, oxigenação sangüínea, etc.

Como é o tratamento?

O tratamento é individualizado, ou seja, depende da intensidade da apnéia e das características de cada paciente, variando de caso para caso.

Perder de peso, evitar ingestão de bebidas alcoólicas antes de ir dormir, ter um quarto silencioso e horários regulares para dormir e acordar muitas vezes são medidas suficientes para melhorar os quadros de apnéia leve. Na verdade, essas recomendações são válidas para qualquer pessoa, não é mesmo?

Quando são diagnosticadas outras causas para a apnéia, como problemas anatômicos das vias aéreas superiores, o médico pode indicar o uso de medicamentos, aparelhos especiais para manter a respiração durante o sono (os CPAP's, sigla inglesa para aparelho de pressão positiva contínua) ou mesmo algum tipo de cirurgia, de acordo com a necessidade do paciente.

Eu ronco, e daí?

Se você pensa que ronca sozinho, está muito enganado. Existem estatísticas indicando que na população de 30 a 35 anos de idade 20% dos homens e 5% das mulheres roncam. Na faixa dos 60 anos de idade mais da metade das pessoas roncam.

O ronco praticamente só acontece na espécie humana, já que a quase totalidade dos animais - exceto o homem - dorme em decúbito ventral ou lateral, impedindo a queda da mandíbula em direção à garganta. Uma vez que os primatas adotaram o decúbito dorsal (barriga para cima) para dormir, adquiriram a inédita capacidade de roncar.

O ruído característico do ronco durante o sono pode se originar em qualquer ponto da via aérea, desde o nariz até a epiglote, na entrada da laringe. São causas do ronco:

· Flacidez da musculatura do palato (céu da boca), língua e faringe, incapaz de manter a via aérea aberta durante a inspiração. É a principal causa do ronco iniciado na idade adulta.

· Obstrução respiratória pelo tamanho aumentado das amídalas, adenóide, cistos, tumores, língua, etc. , comprometendo a passagem do ar.

· Comprimento excessivo do palato mole e úvula (campainha), produzindo vibrações durante a respiração.

O ronco pode ocorrer de forma isolada ou estar associado à síndrome de apnéia obstrutiva do sono. A interrupção abrupta do ronco durante alguns segundos pode indicar a ocorrência de um episódio de apnéia, seguindo-se um novo ronco de maior intensidade, forçando a abertura da via aérea e reiniciando a respiração.

O tratamento do ronco segue as mesmas orientações do tratamento da apnéia obstrutiva do sono.

Fonte: site Dr.Gilberto Guanaes Simões Formigoni. Médico Assistente e Doutorando do Curso de Pós-Graduação da Divisão de Clínica Otorrinolaringológica do HCFMUSP. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.



Bibliografia

1. Sher AE, Schechtman KB, Piccirillo JF. The Efficacy of Surgical Modifications of the Upper Airway in Adults with Obstructive Sleep Apnea Syndrome. Sleep 1996; 19(2): 156-177.

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4. Strohl KP, Roth T, Redline S. Cardiopulmonary and Neurological Consequences of Obstructive Sleep Apnea. In Fairbanks DNF, Fujita S eds. Snoring and Obstructive Sleep Apnea, 2nd edition. New York, Raven Press, 1994; 31-43.

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Acidente vascular cerebral (AVC)

O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame cerebral, pode ser de dois tipos:


a) Acidente Vascular Isquêmico – falta de circulação numa área do cérebro provocada por obstrução de uma ou mais artérias por ateromas, trombose ou embolia. Ocorre, em geral, em pessoas mais velhas, com diabetes, colesterol elevado, hipertensão arterial, problemas vasculares e fumantes.

b) Acidente Vascular Hemorrágico – sangramento cerebral provocado pelo rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo, em virtude de hipertensão arterial, problemas na coagulação do sangue, traumatismos. Pode ocorrer em pessoas mais jovens e a evolução é mais grave.

Sintomas do AVC

a) Acidente Vascular Isquêmico

* Perda repentina da força muscular e/ou da visão;

* Dificuldade de comunicação oral;

* Tonturas;

* Formigamento num dos lados do corpo;

* Alterações da memória.

Algumas vezes, esses sintomas podem ser transitórios – ataque isquêmico transitório (AIT). Nem por isso deixam de exigir cuidados médicos imediatos.

b) Acidente Vascular Hemorrágico

* Dor de cabeça;

* Edema cerebral;

* Aumento da pressão intracraniana;

* Náuseas e vômitos;

* Déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo acidente vascular isquêmico.



Recomendações

* Controle a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue. Hipertensos e diabéticos exigem tratamento e precisam de acompanhamento médico permanente. Pessoas com pressão e glicemia normais raramente têm derrames;

* Procure manter abaixo de 200 o índice do colesterol total. Às vezes, só se consegue esse equilíbrio com medicamentos. Não os tome nem deixe de tomá-los por conta própria. Ouça sempre a orientação de um médico;

* Adote uma dieta equilibrada, reduzindo a quantidade de açúcar, gordura, sal e bebidas alcoólicas;

* Não fume. Está provado que o cigarro é um fator de alto risco para acidentes vasculares;

* Estabeleça um programa regular de exercícios físicos. Faça caminhadas de 30 minutos diariamente;

* Informe seu médico se em sua família houver casos doenças cardíacas e neurológicas como o AVC;

* Procure distrair-se para reduzir o nível de estresse. Encontre os amigos, participe de atividades culturais, comunitárias, etc.

Fatores de risco

Os fatores de risco para AVC são os mesmos que provocam ataques cardíacos: hipertensão arterial; colesterol elevado;fumo; diabetes; histórico familiar; ingestão de álcool; vida sedentária; excesso de peso; estresse.

Tratamento

Acidente vascular cerebral é uma emergência médica. O paciente deve ser encaminhado imediatamente para atendimento hospitalar. Trombolíticos e anticoagulantes podem diminuir a extensão dos danos. A cirurgia pode ser indicada para retirar o coágulo ou êmbolo (endarterectomia), aliviar a pressão cerebral ou revascularizar veias ou artérias comprometidas.

Infelizmente, células cerebrais não se regeneram nem há tratamento que possa recuperá-las. No entanto, existem recursos terapêuticos capazes de ajudar a restaurar funções, movimentos e fala e, quanto antes começarem a ser aplicados, melhores serão os resultados.

Fonte: site drauziovarela.com.br. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

Cistos ovarianos e a pressão arterial exigem atenção

 

Pele muito oleosa, dificuldades para engravidar e quilos a mais na balança, pelo menos 10% das mulheres se identificaram com algum desses sintomas. Esse é o número estimado de portadoras da síndrome do ovário policístico, ou SOP, segundo César Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. Como se não fosse suficiente, agora há mais um motivo para esse contingente feminino se preocupar: a hipertensão.



Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte comprovou essa ligação. Os pesquisadores compararam 355 mulheres com mesmo peso e idade, sendo que metade delas tinha a síndrome. Eles descobriram que 18,6% das participantes com o problema apresentavam alterações na pressão. Nas outras voluntárias, a incidência caiu para 9,9%.



O excesso de peso que às vezes acomete quem tem os cistos no ovário já foi genericamente apontado como responsável por esse elo mas agora os especialistas investem em pesquisas para desvendar o que de fato está por trás da relação entre os dois distúrbios. Uma das hipóteses mais bem-aceitas pelos médicos é a da resistência à insulina, quando esse hormônio não consegue botar o açúcar dentro das células.

Conhecida por ser uma das causas do diabete tipo 2, nas mulheres a disfunção também pode explicar a SOP. "Durante a puberdade, o organismo passa a secretar mais hormônio do crescimento. E ele é um antagônico da insulina, criando uma reação de resistência", explica Ricardo Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Esse fenômeno costuma durar até o fim da puberdade, mas nem sempre é assim. Por razões não esclarecidas, algumas mulheres adultas continuam com a resistência à insulina típica da adolescência. E é aí que mora o perigo para o ovário: a glândula não resiste à ação do hormônio. Logo, todo o excedente que é produzido entra sem dificuldades ali e desregula o seu funcionamento, causando a síndrome. Essa combinação explosiva ajuda a explicar a relação entre a SOP e a hipertensão.

Um novo estudo está aprofundando ainda mais a busca pelos culpados por essa conexão. Pesquisadores da Unidade de Endocrinologia Ginecológica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, investigam pela primeira vez um dos genes da aromatase, a enzima que transforma os andrógenos — hormônios masculinos que também existem no corpo da mulher — em estrógenos, que, entre outras funções, controlam o ciclo menstrual. A pesquisa revela que nas portadoras da SOP com pressão alta o tal gene é muito mais ativo. Parece complexo, mas essa pode ser a chave para entender esse elo surpreendente.



Os principais sintomas da SOP

A menstruação é uma das grandes delatoras da SOP: ela não acontece ou fica bem desregulada. Além disso, temos o ganho acelerado de peso, a acne, pele muito oleosa, pelos faciais e calvície, denunciam a síndrome.



Outros males da SOP



O mais sério deles é a infertilidade: 75% das portadoras da SOP não conseguem engravidar sem tratamento. Isso por causa da dificuldade do corpo de produzir estrógenos. A resistência à insulina também favorece o aparecimento do diabete tipo 2 e de problemas cardiovasculares como o derrame.



Fonte: revista saúde, disponível em setembro de 2011. Texto adaptado para o site da Farmácia Dermus.

 


 
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